Por que há questões que são melhor respondidas com novas indagações!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A Tati que fala e a Tati que escreve

Você, alguma vez, já sentiu que é melhor por escrito do que pessoalmente? Eu me sinto assim... sempre me senti assim. 

Na verdade sempre me senti muito inadequada. Não sei explicar por que, e muitos podem ficar tristes ou chateados com o que estou dizendo agora, mas é verdade. Não tenho uma personalidade muito popular (repito tanto esta frase, está na hora de mudar). Isso é o que diz meu histórico, está bem? Já fui tachada de antipática,  besta, metida milhares de vezes em minha vida, e não tiro a razão de quem assim me julgou. Acho que hoje estou um pouco diferente. Sempre botei a culpa na timidez, que é mesmo desmedida, mas se olhar com mais atenção vejo que eu era mesmo assim, esnobe, e ainda sou um pouquinho.

Com a vida, e principalmente com o casamento, fui simplificando, fui me humanizando, a palavra é esta. Hoje muitas pessoas me acham simpática, especialmente se o Vi está junto e sou avaliada como casal: somos um casal simpático. Muito mais por ele que por mim, diga-se de passagem.

Eu gosto de ser assim? Não, nem um pouco. E é daí que surge esse meu sentimento de inadequação. Quem passa sempre por aqui e deixa estes comentários fofos que eu leio e me emociono me vê de uma maneira que eu não me vejo, quer dizer, de uma maneira que eu vejo a Tati por escrito. É como se eu tivesse dupla personalidade ou coisa assim. A minha delicadeza, minha sensibilidade expressam-se melhor em palavras escritas. Sou bruta, um pouco elefante em loja de cristal, não sei usar bem as palavras faladas. Quero aprender! A PNL me deu algumas ferramentas, que tenho posto menos em prática do que deveria. Deus me deu um sorriso bonito, que melhora bem minha chegada. Tenho usado este utensílio também no meu dia a dia e vejo que ele abre muitas portas, mas nem sempre sei como usar.

Por que escrevi tudo isso? Por que tenho me questionado sobre tudo o que leio aqui, sobre os elogios que recebo e não acredito. Por que recebi um presente tão especial de alguém que só me conhece por escrito e penso que, talvez, goste de mim só por isso... Por que tenho muita vontade de conhecer algumas amigas que fiz aqui e morro de medo da impressão que posso causar pessoalmente. Da decepção que seria. Sei que quando o Vi ler vai dizer que não é bem assim. Ele é a prova disso em minha vida, alguém que acredita que eu sou amável (amável no sentido de que pode ser amada). Pode ser que amanhã eu pense diferente de tudo o que escrevi aqui. Ainda não sei se terei coragem de publicar este texto ou se irá somar-se aos rascunhos e .docs não enviados por serem alma exposta demais, mas enquanto escrevo sinto uma vontade tremenda de postá-lo. Pode ser que eu toque nesta tecla "sem querer" e depois, já foi, é flecha lançada. 

Não escrevo em busca de compaixão ou de aplausos, massagem no ego, nada disso, mas tentando entender por que desta dissonância, tento encontrar iguais, gente que possa me dizer que também se sente ou já se sentiu assim e que, por isso, me entende. Quero gostar tanto da Tati que eu toco quanto da que eu leio, mas ainda não sei como. E cada vez mais tento transpor-me para cá, onde sou aceita de uma maneira tão acolhedora, quando na realidade deveria buscar formas de incorporar na "eu de carne e osso" as características que me fazem especial em texto.

Fiz sentido para alguém?

Beijos,
Tati (acho que aqui estão as duas muito misturadinhas...)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Quem meu filho beija...

... minha boca endossa, já dizia meu avô Manel...

Finalmente, pessoal!
Uma caixinha cheia de amor, som e perfume

Agora dá para mostrar o novo membro da família. Ele é nosso elo de ligação com a Regina Coeli e... senta que lá vem a história:
Foto roubada do perfil da minha querida Regina

Eu descobri a Regina durante a Blogagem Colorida. No azul ela abriu as portas de sua casa nesta cor e disse que os amigos a chamam de "casinha feliz". Eu me apaixonei por ela neste dia. A partir daí começamos uma amizade mágica, destas que a blogosfera nos proporciona.

A Regina é sempre fofa. Criativa, cuidadosa, tudo o que ela faz, faz com muito amor, isso passa pela tela do computador. E ela faz muuuitas coisas: pinta, borda, ... e faz bonecos!

Um dia ela postou uns anjinhos que eram a coisa mais linda. Fiquei encantada e contei para ela, mais ou menos, aquela história do quarto do Bê. Contei que eu procurei muito uma bonequeira que aceitasse minha ideia de um boneco Francisco que não fosse São Francisco. Nada contra o santo, mas nossa relação com ele aqui em casa sempre foi muito mais de amizade do que de devoção. Só que não encontrei ninguém. Rodei muitos lugares, com aquele barrigão... nada... desisti.

Cinco anos depois, vendo os bonecos da Regina no "Faz de Conta..." eu enlouqueci e aquela vontade voltou, ainda mais que agora nem o quarto temos mais... Eu escrevi para ela querendo encomendar. Ela me respondeu, em um e-mail muito emocionante, que aceitava o desafio, mas mais que isso, com muito amor, ela disse que adotava o Bê como neto e que queria dar o "amigo Francisco" como um presente.

Gente, chorei lendo o e-mail. Nem sabia o que responder. A princípio fiquei sem graça, depois entendi que era um gesto de carinho e aceitei. Presentes não devem nunca ser recusados, ainda mais quando vem com tanto amor! Ela escreveu novo e-mail perguntando um monte de coisas sobre o Bê. Mãe coruja que sou, fiz quase uma tese sobre ele! kkkk

Não é que a Regina usou cada frase que enviei para compor o "amigo Francisco"? Vendo o boneco parece que ela conhece o Bê pessoalmente. Fiquei encantada por sua sensibilidade.

Passamos este período de ansiedade e terça chegou aquela caixa de sedex aqui em casa. O Bê na maior expectativa, afinal, tinha o nome dele na caixa! Tirar aquelas fotos que vocês viram foi um suplício, não só por que a máquina estava cansada, mas por que ele queria mesmo era abrir a embalagem e descobrir a surpresa!

Dentro da caixa, 2 embrulhos grandes, dois pequenos e uma carta num envelope liiiiindo. Pena a máquina ter pifado nesta hora. Queria que vocês vissem como tudo estava arrumado com tanto capricho! Mas acreditem em mim, tá bem?

Abrimos o primeiro pacote, dourado, etiquetado da vovó Regina para o Menino Bê. Dentro, uma toalha de banho do herói favorito: o Ben 10! Ele se enrolou na toalha como se fosse uma capa e ria tão gostoso, tão feliz! Nós três, felizes demais com todo aquele carinho brotando da caixa amarela.
 

O Segundo pacote era ele, nosso amigo Francisco. Ele não é santo, é um menininho de pano, levado, sorridente, com um sorriso igual ao do Bê: "que ilumina o mundo"; tem cabelos claros e esvoaçantes; olhos verdes como a relva; usa calça jeans e no lugar do cinto, um cordão (semelhante ao dos frades franciscanos); tem pés descalços; uma blusa verde com estampa de bichinhos (por que o Bê ama animais, e o nosso amigo Francisco também, né, lembra?); E o mais lindo, que o faz um Franciscano, em seu pescoço trás o TAU, aquela cruz que representa harmonia e simplicidade. Isso é o que de melhor podemos desejar ao Bê. Isso é o que a Regina enviou junto com o amigo Francisco.
  

Ainda tinham dois pacotinhos para abrir. Num, o chapéu de palha. Tão caprichado como tudo o mais; no outro, uma cesta, também de palha, repleta de frutas, doces e delicadas, como a Regina!
 

Então fomos à carta, que li muuuuito emocionada (e sem foto... grrrrr). Conforme ía lendo fui entendendo que nada, exatamente nada, no amigo Francisco estava ali por acaso. Cada pequeno detalhe, que poderia passar despercebido, foi planejado por ela, de acordo com a proposta (exemplo de vida de Francisco de Assis, mas não santo) e seguindo ainda o que contei sobre o Bê. Ela também conta isso aqui.
 

A borboleta na barra da calça e o passarinho no chapéu representam os animais que ele tanto amou e reverenciou, assim como a estampa de sua blusa; a cesta de palha ele usa todos os dias para colher frutas fresquinhas e repartir com os que encontra pelo caminho (eu contei, no e-mail, que o Bê é louco por frutas!).

Ela foi, na carta, contando toda a história do amigo Francisco, num lindo Era uma vez... A cada palavra eu me apaixonava um pouquinho mais por ela e agradecia seu carinho, em especial pelo meu filhote. Nada do que façam por nós tem o valor do que fazem pelos nossos filhos. Isso é tão verdadeiro! Quando é assim, espontâneo, de coração aberto, e pelo simples prazer de agradar... eu fico sem palavras. 
  
Ontem chegamos tarde, deu para esta foto. Hoje de manhã (6h) já viu o que deu, né? Vou tentando...

Ela ficou, de lá, preocupada se iria agradar, se era o que queríamos, imagina? Eu, daqui, fico me questionando se as palavras que usei expressam os reais sentimentos, e sei que não. A gratidão, o amor que borbulha em meu coração agora... não conheço palavras que os descrevam.


Regina, obrigada por tudo. Que eu possa, de alguma forma, representar em sua vida um pouco da luz que você representa na minha, neste momento. Que sua família receba tantas bençãos quantas você nos enviou. Este bonequinho tem em seu enchimento mais emoções do que algodão. Um grande beijo em seu coração. 
 
As violetas são um presente especial. Fomos ao horto apenas para buscá-las

Sei que esta mensagem chega em sua casa num dia difícil. O amigo Francisco foi comigo e compramos estas violetas. Não estavam muito bonitas, mas eram violetas! Sinta, hoje, nosso abraço te acalentando. Nosso colo, caso precise. Estarei contigo, mesmo que em pensamento.


Beijos a todos, continuem acompanhando que a novela do amigo Francisco ainda não chegou ao fim... Ele não é lindo?!


Tati.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

OLÉ!! A surpresa chegou!

Amigos,

A surpresa chegou aqui em casa. Numa caixa enooorme, que deixou o Bê eufórico, de tão feliz! Como não podia deixar de ser, começamos a tirar fotos desde a caixa fechada, mas... a máquina, muito egocêntrica, não gostou de deixar de ser o centro das atenções e... desligou. Disse que o problema era com as pilhas... essa mania de jogar a culpa para os outros... Seja como for, hoje compraremos pilhas novas e faremos nova sessão de fotos.
Até lá... aguentem a curiosidade!!

O que posso adiantar é que, quando abrimos a caixa, uma onda de carinho invadiu o ar. Era cheiro, gosto, imagem... Carinho palpável, de tal forma que deixou de ser abstrato. É lindo, caprichado, fez sucesso com a família (Vocês precisavam ver a cara de satisfação do Vi, com o presente que recebemos!)

Acompanhando, uma carta escrita a mão, com uma letra liiinda, em papel de carta e com envelope coordenado!. A Regina precisa ensinar à Faber Castell como se lida com pessoas. Mas não é uma carta de reparação não. É uma carta de amor, como as boas cartas de amor o são. Tem amor transbordante nela!

Eu fiz um pedido para a Regina (contarei tudo em detalhes amanhã) e ela aceitou o desafio. A carta apresenta, passo a passo, toda sua proposta. Nada, no presente, está ali por acaso. Tudo foi pensado, nos mínimos detalhes. Estou aqui, apaixonada! E já ameacei o "menino Bê" (como ela o chama): pretendo "roubar" seu presente!!

Curiosos? Aguardem até amanhã, vocês não vão se arrepender!!!

Doce e querida Regina, sem palavras. Tudo o que eu disser aqui será pouco frente à gratidão e admiração que sinto. Você me fez sentir especial. Ontem, num dia que eu estava jururu, sua presença mudou o astral da minha casa. Obrigada infinitas vezes!

Amanhã tem mais.

Beijos,

Tati.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O Vestido da sorte

Quando tivemos o verde na blogagem coletiva eu fiz "alguns" rascunhos e acabei optando pelo Minha vida é verde, na verdade, li os dois que mais gostei para marido e ele escolheu. Só que este ficou aqui, juntando poeira cósmica virtual... Agora o Colorindo a vida acabou e o texto ficou assim, sem pai nem mãe. Resolvi lançá-lo a vocês, quem sabe alguém ri um pouquinho... No fim das contas ele é apenas o detalhamento de um parágrafo da postagem verde, mas é independente, quem não leu vai entender, afinal, ele era uma postagem independente, né? Então, está aí para vocês minha boba historinha em verde:

Elegi, para contar, uma história sobre um vestido.

Meu guarda roupas é muito colorido, entretanto há um predomínio de verde e rosa (não sou mangueirense, hein. É só coincidência), mas as roupas favoritas são verdes. Meu vestido mais querido, e que por isso uso em ocasiões especiais, chegou a ser apelidado por meu chefe de "vestido da sorte"... hehehe. É a história que vou contar. 
Descobri que quase não tenho fotos com ele...

Há dois anos atrás estávamos hospedados na casa de meus pais, aguardando que os antigos moradores liberassem nosso novo apartamento. Tivemos que entregar nossa casa e nada do casal entregar o apartamento. O que era para durar 15 dias foi eternizado em 4 meses. Nem preciso detalhar nosso (des)ânimo no período, né? 

Nesta época, passando por uma vitrine, me apaixonei por um vestido. Não era hora para compras, mas eu queria me consolar. Entrei na loja e experimentei. O vestido era estilo cache coeur, verde escuro, quase musgo, vestia maravilhosamente bem. Foi amor à primeira vista. E foi correspondido. A não ser (sempre tem que ter um porém, né?)... pelo preço... Era bem caro. E sabia que teríamos grandes despesas pela frente, além daquelas decorrentes das documentações. Mas este pirulito do Dr não poderia ser deixado no consultório. A injeção estava doendo muito...

Comprei o vestido! Feliz demais. Comprei também mais duas blusas em outra loja. E voltei para casa preocupada. Coloquei uma bolsa dentro da outra... ai, ai, ai... o que o Vi vai dizer?

Cheguei na casa da minha mãe e enfiei a bolsa (neste momento já resumia-se a uma única) em um guarda-roupas de quando eu era solteira e que minha mãe usa para "coisas em geral", sabe como é? Então, meu vestido lindo ficou ali. Morou ali os meses restantes de nosso exílio. Não tive coragem de tocar no assunto com o Vi. Mostrei as blusas, usei, mas o vestido... Só pensava nele. Uma espécie de amor platônico temporário.

Então nos mudamos, e na primeira oportunidade, lá estava eu com meu vestido. Contei a história para o Vi, que achou que eu estava linda e pronto! Questão resolvida. Mas aí é que começa a história.

Este vestido, além de lindo, é muito discreto. Não é decotado, bate abaixo do joelho, tem cores sóbrias. E é extremamente feminino. Como não tenho um grande guarda-roupas, suas características me fizeram elegê-lo para traje de apresentações importantes. E este ano que passou foi riquíssimo delas. Então toda vez que surgia uma apresentação, uma aula, uma palestra, fosse no mestrado ou no trabalho, lá estava meu vestido verde exibindo os slides. Estava tudo ótimo até que no final de 2009 tivemos uma apresentação externa e, por acaso, fui de calça. 

Quando chegamos meu chefe comentou: 
- Ué, não veio com o vestido da sorte?

Fiquei com tanta vergonha... Mas achei engraçado. Meu chefe é também meu amigo, tem intimidade para brincar. Achei ótimo que ele pensasse que era superstição, mas corri comprar um novo modelito, também belo e discreto, mas agora preto. 

Ainda assim o lugar do meu amado vestido verde está garantido. No armário, no corpo e no coração. Ele é meu companheiro em memoráveis lembranças!

Beijos em verde esperança e cura,

Tati.

Minha cor preferida: Café!


Para hoje a Glorinha nos brindou com uma surpresa. Uma semana a mais na blogagem colorida. Como era para fechar, a sugestão foi escolhermos nossa cor favorita. Já tive a oportunidade de falar sobre ela no verde, então fiquei pensando qual seria minha cor favorita para hoje e nem precisei ir muito longe.

Aliás, nem saí do blog da Glorinha e já tinha a resposta: Café com bolo? Café! Café com papo, café com amigas, café em família, café com blog... café da hora que acordo até a hora de dormir. Café não me tira mais o sono...

Café ocupa grandes espaços emocionais da minha vida. Dizem que é preto, mas também pode ser dito marrom. Um objeto, uma roupa, um sapato café é um marrom queimado, cor do grão, não cor do líquido quente dentro da xícara. Seja como for não pretendo definir suas nuances, quero apenas apresentar o conforto que ele trás à minha vida.

Minha mãe é do interior de São Paulo, de Lins, uma terra do café. E na casa dos Pastorello o café não pode faltar. Repete minha mãe (e também meus tios) uma brincadeira de meu avô dizendo: Não popo pó (não economizou... hehehe). Sim, café forte e encorpado sempre.

Os Pastorellos espalharam-se pelo Brasil. Tem tio em Poços de Caldas, tios em Pirajuí, um foi para Brasília e voltou ao ponto de partida depois de aposentar. Tem primos em Londrina, Bauru, Itatinga, Brasilia, São Paulo e um nem sei por onde anda neste momento (é quase um andarilho por este mundo), e nós, no Rio. Reuniões de Pastorellos aconteciam nas viradas de ano. Delícia quando era assim. Nem sempre juntavam todos, mas os que juntavam faziam aquela algazarra de buona gente, estilo Toni Ramos e família na nova Passione. Falam alto, gesticulam, falam todos ao mesmo tempo. E quem está sempre por perto? O saboroso café, fresquinho a toda hora. Acaba uma garrafa já tem gente preparando nova na cozinha. Café, para mim, é sinal de família reunida!

Minha mãe, como não podia deixar de ser, está sempre com sua xicrinha em punho. Estamos de saída, chave do carro na mão, criança vestida e ela, peraí, deixa só eu tomar meu cafezinho... e a gente espera aquele minutinho sagrado! Nossas grandes conversas sempre foram regadas a café. Conversas sóbrias, profundas. Muitas vezes tomei café salgado de lágrimas e repleto de atenção e carinho. Era assim que ela extraía (e extrai) tudo o que quer saber. E dá conselhos, faz perguntas, participa. Café, para mim, é colo de mãe. É o cheiro da minha mãe!

Então conheci meu espelho. Minha grande amiga Alê que já foi homenageada em post anterior. E no trabalho, nos estresses e nas bonanças, lá está ele, o café. Alê é tão dependente dele quanto eu. A gente chega no trabalho e se telefona, quem já chegou encontra a outra na cafeteria. Um café, papo em dia, um bom dia! Às vezes desabafo, às vezes brinde, o café é presença obrigatória em nossas conversas. Engraçado que já ancorei isso, por que nestes meses que trabalhei de casa era só aparecer o nome dela piscando no MSN ou no google talk que me dava, instantaneamente, vontade de tomar café. Cafe, para mim, é confidência. É confiança!

De manhã sou uma lerda. Acordo pela metade, só corpo. Cérebro chega umas 2 horas depois. Perguntas feitas antes disso recebem respostas desconexas, atrapalhadas e muitas vezes irritadas quando o interlocutor é insistente. Mas as manhãs aqui em casa são corridas, são atarefadas. Criança pequena, escola, trabalho. Marido passou então a preparar o café antes que eu me levante. Acorda um pouco mais cedo, prepara tudo com muito amor, antes de sair para trabalhar. Quando começou com esta surpresa, preparava o café, colocava na mesa da sala sobre um jogo americano, com xícara ao lado e um bilhetinho. Como era bom ler o bilhetinho enquanto sentia o perfume do café. Que bom dia mais gostoso! Hoje os bilhetinhos estão guardados em uma caixa e restringem-se a datas especiais, mas o café está sempre ali, como uma declaração de amor. Como meu lindo Vi me dizendo "sinta-me ao seu lado". E eu sinto. Café, para mim, é calor e presença. É a total cumplicidade. É casamento perfeito!

Há pouco tempo cheguei eu na blogosfera. Nem sei explicar de que maneira, comecei a fazer amigos. Até que um dia vi no Blog da Marli uma brincadeira e topei participar. O link me levou à Glorinha, ao seu café com bolo. Escrevi e me inscrevi. E assim meu mundo mudou! Coloriu-se, recheou-se, alegrou-se, interagiu. Colori minha vida, e aqui estou para dizer que o café, para mim, é amizade e companhia. É um doce compartilhar.

Que seja sempre forte, que seja sempre quente, que esteja sempre presente e perfume nossas vidas, colorindo todos os espaços. E que a vida seja ainda simples, por que assim é a felicidade!

Beijos a todos,

Tati.

sábado, 22 de maio de 2010

Reeditando: Normas e Diretrizes para ser espontânea

Amigos,

Fiquei com vontade de "reeditar" (repostar?) alguns textos de quando meus únicos leitores eram mãe, marido e a Alê. Quem sabe vocês gostam? Se estou colocando de novo é por que são os que eu gosto mais. E dava uma pena de deixá-los fazendo eco... eco... eco... 
Digam se vale à pena fazer esta triagem. Se valer, faço mais vezes, ok?
Este eu postei em dezembro de 2009.



"Chego à conclusão de que preciso exercitar a leveza em minha vida. Que se danem tantos compromissos e essa necessidade despropositada de ser tão certinha, esse compromisso ensandecido com o politicamente correto. Isso torna minha vida difícil, chata, enfadonha mesmo!!
Quero mais risadas, mais improviso, me permitir ser mais relaxada e feliz! Ser feliz é mais importante que estar certa. Ok, ok... mas eu sempre penso nisso quando acho que minha opinião é mais correta que a do amigo e “não pode bater no amigo”. Mas eu nunca tinha parado para pensar que eu também posso estar muito errada em querer estar certa, porque eu fico uma grande CHATA!!
É chato conviver com alguém com essa mania, quase TOC... Agora, preciso baixar uns tutoriais, manuais, fazer um curso, certificação (...) para aprender a ser mais espontânea. Como faço isso?
Como estar tranqüila em relação à agenda do Bê, os se ele está ou não levando lanche no dia de piquenique. Ou se o lanche que ele está levando é mesmo saudável... por que isso é tão importante assim?
Para quem preciso passar uma imagem de certinha, profissional, responsável, que dá conta de tudo?
Não quero mais ser assim. Claro que não quero negligenciar filho, nem largar meu trabalho de lado ou morar num ninho de mafagáfos cheio de mafagafinhos... mas eu posso deixar acontecer, né? A gente pode almoçar biscoitos num dia, só para fazer um passeio diferente, sei lá.... será que consigo tudo isso?
Como as pessoas fazem para ser espontâneas? Preciso de um check-list!"


E aí? Valeu a pena ler de novo pela primeira vez? 
Beijos a todos,
Tati

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Recebi uma surpresa e tanto!


Calma amigos,
Ainda não é a surpresa da Regina Coeli... Volto a citar meu amigo Lynce do Virtual. Isso por que vi uma chamada para seu blog que dizia: "Blogue da semana". Fui conferir, na intenção de fazer um novo amigo. E olha o que encontrei? Transcrevi na íntegra, mas pode passar por lá e prestigiar o Lynce. Ele é português, e tenho aprendido um pouco sobre sua cultura. Uma terra que tanto influenciou a nossa, mas que ainda assim tem suas diferenças. E eles passam agora por uma crise sem precedentes na história. Ele sabe contar estas coisas como ninguém. É muito bom acompanhá-lo e fiquei lisonjeada em saber que ele gosta do que escrevo. 

Blogue da semana
Há poucos dias descobri o Perguntas em Resposta e fiquei encantado com os seus excelentes textos. Trata-se de um blogue generalista, escrito com muita competência e que vale a pena acompanhar.
A sua autora, Tati Pastorello, uma mulher com muitos valores, abriu um enorme oceano na blogosfera por onde todos podem passear. Os caminhos são muitos e variados e cada um tem acesso ao privilégio de escolher aqueles de que mais gosta.

Estou muito emocionada agora, pode parecer besteira para muita gente, mas para mim é importante e feliz!
Beijos e muito obrigada querido amigo DO virtual!!
Beijos a todos os demais amigos que por aqui passarem,
Tati.

Um quartinho abençoado



Já contei em algum lugar do carinho que temos por Francisco de Assis. Ele é quase um quarto morador da casa. Tem vaga cativa! Só não tem a chave por que não precisa disso para entrar.
De certa forma atuou como cupido entre a gente. O Vi levou um livro contando a história dele de presente quando eu estava doente, conversávamos sobre nossa simpatia por sua história (é o protetor dos animais, não se esqueçam!) e conversa vai, conversa vem fomos para outros temas menos sacros e... casamos! hehehe
Quando estávamos grávidos ganhamos da minha irmã uma pintura linda para o quarto do Bê (não, minha irmã não pinta. Ela contratou a pintora). Assim conhecemos a Dettinha, uma pessoa que apenas reencontramos nesta vida e hoje é uma amiga querida e profissional de primeira. 
 


Dettinha, querida, no primeiro dia, dando formas ao sonho


O quarto todo foi pintado em dois dias. Só vi o primeiro, entrei em trabalho de parto nesta madrugada e só vi o quarto pronto com o Bê nos meus braços (acho que ele quis ver com os próprios olhinhos o que me fazia sentir aquela emoção que chegava a ele pelo cordão umbilical). Isso fez com que ele chegasse beeeem antes da hora - 33 semanas! Mas isso é outra história...


   
Bê, desfrutando de seu cantinho 

Tudo o que desejávamos para o Bê era um cantinho de paz, tranquilidade, onde ele soubesse o quanto era amado e desejado. Fazendinha? Mar? Zoo? Não era bem isso... queríamos algo diferente. Então a ideia que passamos para a Dettinha foi: Queremos um quarto inspirado em Francisco de Assis, mas não no santo. Queremos "Nosso amigo Francisco" em meio à natureza que o representa. E assim foi feito!
 
Muitos animais e natureza, a água e os peixes tão queridos por ele e o próprio, rodeado por pássaros e coelhinhos (tinha ainda cavalinho, porquinho, borboletas e muitos pássaros, mas não dá para por todas as fotos).
  


O quarto ficou meio psicodélico, sem seguir muito uma escala de tamanhos para os animais, mas eu gostei demais. Tinha também um trenzinho, que apesar de fugir da proposta "ambiente natural" foi uma homenagem que quis fazer ao Vi, que é Ferroviário (filho, neto, irmão e cunhado de ferroviários, entendeu? - Não maquinistas, hein!)
 
Quando nos mudamos da casa foi uma das coisas mais difíceis de deixar para trás. Deu vontade de serrar as paredes e trazer junto. Juro que cheguei a pensar em desistir de vender a casa para não me desfazer das paredes. Este quarto tinha uma aura especial. Era um lugar para onde gostava de ir para me tranquilizar. A luz era diferente e todas aquelas figuras... Não tinha como não se sentir feliz naquele espaço. Ele tinha um sol particular! De verdade (ou de pintura).
   
Uma curiosidade foi este gato, com o rabo na tomada. A ideia não era maltratar um animal, mas deixar claro para o Bê, desde os primeiros momentos de berço, que dava choque. Eita mãe neurótica!!! Acabou que o gato virou uma brincadeira e tanto que fazíamos entre os três. Ai, que saudade!!!! Mas não recomendo, teve uma fase, perto dos três anos, que ele ficou com medo daqueles olhos esbugalhados (mãe de primeira viagem... aff!)


Fui falar sobre isso com a Regina Coeli e lembrei do quarto que deixamos para trás. Antes de entregarmos a casa tirei MILHARES de fotos das paredes. Tirei fotos da paisagem e de cada detalhe. Posto algumas partes para vocês. Se eu não consegui expressar a magia deste quarto as fotos o farão. Mostro ainda o dono do quarto, aproveitando-o da melhor forma que podia, melhorando ainda mais uma energia que já era boa!
 
Por que falo nisso agora? Então, já disse, tem a ver com uma conversa com a doce e querida Regina Coeli. Aguardem a surpresa! Eu estou na maior expectativa!!! 


Beijos com carinho,


Tati.