Por que há questões que são melhor respondidas com novas indagações!

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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Por que alguns tem coragem de dizer o que a maioria não tem...

Depois do que a professora Amanda Gurgel disse eu não tenho mais nada a comentar. Como representante da mesma classe, em outra escala, em outro estado, menos sofrida, mas não tão menos assim, faço coro. 

Gostaria que a fala desta professora chegasse ainda mais longe, mas mais que tudo, gostaria que mudasse alguma coisa. Que os políticos juntassem o pouco de vergonha que lhes resta (se é que resta alguma) e mudassem alguma coisa. Que sentissem vergonha de aumentar seus salários diante da realidade da população que eles, teoricamente, representam. Que sentissem vergonha de tocar no assunto da reforma da previdência quando se aposentam, após 2 mandatos, com valores exorbitantes. 

Vergonha alheia é isso. Vergonha por estes políticos que ainda se acham espertos por que estão lotados de dinheiro que vaza pelas cuecas e meias, mas sem um mínimo de caráter que os permita serem chamados gente. 
Assistam e divulguem! Esta professora do Rio Grande do Norte foi capaz de dizer, na cara da Secretária de Educação e outros políticos, o que muitas vezes pensamos, mas nos acovardamos de enfrentar. Palmas para ela.

Beijos a todos,
Tati.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Um bombom aí?

daqui
Ei pessoal,

Vocês conhecem a Elaine Gaspareto, do Um pouco de mim? E a Luci Cardinelli, do Vida? Elas estão juntas no Blog Solidário, uma iniciativa super interessante para levar ajuda a quem precisa. E neste momento estão ajudando um abrigo em Nova Friburgo e planejam presentear as crianças na Páscoa e as mulheres no dia das mães. No blog da Elaine há maiores informações.

 Elas fazem tudo direitinho e com muito carinho, e prestam contas no final! 

Bem, neste momento a Elaine está pedindo 30 caixas de bombom, ou o equivalente em dinheiro. Segundo a própria Elaine, em torno de R$ 6,00. 

É muito pouco, concorda? Não nos deixaria mais pobres, e pode fazer a alegria de alguém. Uma caixa de bombons pode não resolver o problema, mas ameniza um pouquinho. É um gesto de carinho. E quem não gosta de carinho? De se sentir lembrado? Elas pensaram em tudo. Há outros pedidos, como cosméticos para o dia das mães e etc. Vale dar uma conferida no Blog Solidário e ver como pode contribuir, mas não deixe de fazer, um pouquinho que seja. Pequenos gestos podem mudar o dia de alguém. E mudando um dia, somos capazes de mudar a vida inteira! 
 
Enquanto achamos que elas estão doando bombons elas estão aproveitando para distribuir tesouros, daqueles impalpáveis. E nos convidam a fazer parte.

Quer saber como fazer? Vai lá!!!

daqui
As iniciativas não param por aí. A Liliane, do Sonhar e Ser fará aniversário. E sabe como ela planeja comemorar? Oferecendo um enxoval para uma criança que nascerá no mesmo dia, filha de pais que não tenham condições financeiras para isto. Não é genial! A Lili, que tem o coração maior do que o cofrinho, está aceitando contribuições para o enxoval. Ideia muito boa, não é? Vamos comemorar com ela?

Beijos a todos,
Tati.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Sobre pais e filhos

Não existe pior mãe do mundo. Também não existe a melhor! A melhor mãe do mundo é aquela que você pode ser, com os recursos que dispõe, sejam eles financeiros, emocionais, intelectuais, de tempo, de informação. 
Toda mãe (e pai) acerta e erra. Dá bons e maus exemplos, de forma intencional e,  muitas vezes, sem perceber. Em alguns momentos sabemos exatamente como proceder e fazemos com firmeza, determinação. Na maior parte do tempo as coisas são diferentes do que pensávamos. Situações nos surpreendem todos os dias. E como agir? Isso compete a cada mãe e não deve ser argumentado, questionado, a não ser que ela peça. Cada mãe imprime na educação dos filhos (até que se prove o contrário) o melhor de si.  E não conheço quem diga que concorda com 100% do que recebeu dos pais. Nem quem deseje criar seus filhos exatamente como foi criado. Há sempre algo a se pensar diferente, seja por que os tempos são outros ou por que aquilo não soou legal para você. Para seu irmão a leitura será diferente, com certeza. As pessoas são diferentes. E ninguém é perfeito. Exemplos ensinam o tempo todo, são ideias e ideais de conduta da criança. Às vezes achamos que estamos ensinando o significado de uma palavra, mas a criança está aprendendo um comportamento, está aprendendo aquilo que não percebemos que estamos ensinando. Nós também somos fruto do que aprendemos. E quando nos tornamos adultos? Temos livre arbítrio, capacidade de raciocínio e de mudar o que quisermos em nós, certo? Então a desculpa de "sou assim por que me criaram assim" é limitada. Eu sou como quero ser! Eu posso mudar o que quiser em mim. Eu cresci, sou responsável por mim. 

Esta é outra parte da história. Os filhos crescem. E se a gente pensa naquela frase: "Filhos são do mundo", temos que vivê-la, por mais difícil que seja na prática. Filhos vão acertar e errar. E precisam faze-lo com suas cabeças. Vai doer, vão sofrer, mas eles precisam tomar suas próprias decisões, sem interferências. A gente vai poder ajudar, é claro, desde que seja solicitado, e desde que a gente queira. A questão é bilateral. Se os filhos cresceram você já não tem mais obrigações para com ele. Ajuda se quiser, se te fizer feliz, se for sua vontade. 

Você pode tomar a decisão de proteger seus filhos do mundo, enquanto crianças, se o mundo parecer cruel demais. Se a sensação for de que aquela situação afetará sua auto estima. É você quem decide se seu filho irá ou não acreditar em papai noel e coelhinho da páscoa. Com que idade ele vai experimentar bala e pirulito. Você escolhe os valores que pretende passar para ele, e lembre-se, a prática ensina mais do que a teoria. Serão os valores que ele professará na vida adulta? Não necessariamente. Seu filho não vive em uma bolha, ele tem interferências externas e fará suas próprias escolhas, quer você queira, quer não. Ele não é um apêndice seu, é um ser integral. 

O que não pode faltar na relação de pais e filhos, na minha concepção, é amor. É preciso que esta relação seja regida por este sentimento. Todos os demais derivam deste. Se há amor a gente supera as diferenças no pensar, as invasões ocasionais que a proximidade pode desencadear. A gente não precisa concordar em tudo. Mas com amor a gente respeita as escolhas, mesmo que não sejam as nossas. A gente aceita que pais não são perfeitos e erram. A gente aceita que filhos não são perfeitos e erram. 


Aceitar que os pais são falíveis é importante para amadurecer, aceitar que os filhos são falíveis é fundamental para que eles possam crescer. Eu não quero mais ser perfeita. Não quero ser a mãe perfeita, nem a filha perfeita. Quero testar, tentar, acertar e errar, aceitar os erros dos meus pais e do meu filho. Quero ser respeitada nesta minha decisão! Quero me preocupar mais em aceitar, e muito menos em acertar. Fui percebendo que, por mais parecidas que estas palavras sejam, há uma intensa diferença em seus significados. E que aceitar já é uma forma de acerto, na maior parte das vezes. Se há aceitação, não há culpa.

Beijos a todos,
Tati.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Pois não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti




Amigos,

As férias aqui em casa continuam frenéticas. Me sinto em débito com muitos amigos, diversos comentários pendentes em minha caixa postal que não consigo retribuir. Sorry, "estamos trabalhando para melhor servi-los"... rsrs

Somos contra a hidrelétrica de Belo Monte
Hoje o motivo é sério, mas não vou explorar o assunto. A Beth, querida amiga do Mãe Gaia, já o fez com maestria. Então, se você passou por aqui, vem comigo passear no blog da Beth (O título do post está no cabeçalho do blog dela, percebe como é especial?). Leia o texto, se concordar, assine a petição. Podemos prevenir novas tragédias em nosso país. Quando o assunto é Amazônia, então. Estamos prevenindo desastres ambientais mundiais, e isso não é exagero.

Pule aqui: Mãe Gaia e aproveite os textos, as reflexões, as mensagens, o carinho... Também não deixe de se informar sobre Belo Monstro e, se possível, assine a petição, divulgue-a por twitter, facebook, orkt, e-mail... 

Beijos a todos,
Tati.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Quando eles prometeram o assalto em troca dos nossos votos? - Atualizado

As palavras a seguir não são minhas. Copiei do site do deputado Chico Alencar, em quem voto há muitos anos, o que me faz sentir aliviada por minha escolha, apesar de não reduzir a sensação de abuso que sinto quando coisas assim acontecem. Precisamos aprender a votar. Se apenas 35 deputados votaram contra, significa que a maior parte dos nossos eleitos (e me incluo nesta por que faço parte do Brasil) mentiu nas campanhas. Dããã, a gente já sabia... Mas por que votaram? Segue um texto ótimo e o nome dos 35. Guarde e, daqui a 4 anos, lembrem-se deles. Esqueçam os demais! Depende mais de nós que deles. Eles estão defendendo seus próprios interesses, e nós, quando votamos neles? O que passou em nossas cabeças?
Chama-los de ladrão não faz cosquinha, por que para isso eles precisavam ter consciência, e basta olhar o Maluf dando "entrevistas" para o CQC para ter certeza que não há nem gotas de ética, cidadania ou verdade naquilo, mas ele foi reeleito! Voto popular...


Recebi da Flávia Mergulhão o link para um abaixo assinado online contra o aumento ABUSIVO dos parlamentares. Lembrem-se que é por tantas manifestações que Sakineh está viva e que o Ficha Limpa "quase" existiu. Não se omita! Votei, é rapidinho. Neste endereço.

Segue o texto:

O Céu é o limite?


A maioria de deputados e partidos – só o PSOL encaminhou contra, e apenas 35 deputados votaram ‘não’ – aprovou, em urgência urgentíssima, aumento da remuneração de congressistas (62%), presidente da República e ministros (mais de 100%). Esta ‘equiparação’ com o STF é elitista e indefensável. Nesses parâmetros, jamais foi apresentada na recente campanha eleitoral por nenhum dos milhares de candidatos.


Trata-se de um soco na boca do estômago dos servidores públicos das atividades fins, que lidam com o cotidiano sofrido da maioria da sociedade, e com aposentados e pensionistas. Uma insensibilidade total em um país onde apenas 1,5% da população aufere renda mensal familiar de R$ 10.200,00.



A autoridade pública da cúpula do Executivo, do Legislativo e do Judiciário deve, sim, ter subsídio digno e ter plenas condições materiais de exercer seu mandato.



No Parlamento essas condições já estão dadas, por isso o PSOL apresentou, em projetos (desde 2003, até hoje não apreciados) e votos, sua posição: reajuste só de acordo com a inflação do período precedente, ou na média do concedido, em igual período, ao servidor público federal.



Ao Senado caberia corrigir esse abuso, essa votação terminal que só aprofunda o abismo entre a representação política e a sociedade. Mas a ‘Câmara alta’, também com suas exceções, confirmou em tempo recorde essa demasia.



No início da próxima legislatura apresentaremos uma PEC para corrigir todas essas distorções, inclusive seu devastador efeito cascata etambém estabelecer limites para os gastos das instâncias máximas dos Três Poderes.



35 deputados que votaram contra o aumento de salários


Alfredo Kaefer (PSDB-PR)

Assis do Couto (PT-PR)

Augusto Carvalho (PPS-DF)
Capitão Assumção (PSB-ES)
Chico Alencar (PSOL-RJ)
Cida Diogo (PT-RS)
Décio Lima (PT-SC)
Dr. Talmir (PV-SP)
Eduardo Valverde (PT-RO)
Emanuel Fernandes (PSDB-SP)
Ernandes Amorim (PTB-RO)
Fernando Chiarelli (PDT-SP)
Fernando Gabeira (PV-RJ)
Gustavo Fruet (PSDB-PR)
Henrique Afonso (PV-AC)
Iran Barbosa (PT-SE)
Ivan Valente (PSOL-SP)
José C. Stangarlini (PSDB-SP)
Lelo Coimbra (PMDB-ES)
Luciana Genro (PSOL-RS)
Luiz Bassuma (PV-BA)
Luiz Couto (PT-PB)
Luiza Erundina (PSB-SP)
Magela (PT-SP)
Major Fábio (DEM-PB)
Marcelo Almeida (PMDB-PR)
Mauro Nazif (PSB-RO)
Paes de Lira (PTC-SP)
Paulo Pimenta (PT-RS)
Raul Jungmann (PPS-PE)
Regis de Oliveira (PSC-SP)
Reinhold Stephanes (PMDB-PR)
Sueli Vidigal (PDT-ES)
Takayama (PSC-PR)
Vander Loubet (PT-MS)

domingo, 21 de novembro de 2010

Eu apenas queria que vocês soubessem... (Atualizado)

"A amizade melhora a felicidade e diminui a tristeza, porque através do amigo, duplicam-se as alegrias e se dividem os problemas."(desconheço autor)

Amigos,

Queremos apenas agradecer todo o carinho. Sexta foi um dia difícil, de reflexão sobre as questões que teremos que enfrentar. Queremos agradecer cada mensagem, o carinho, o estímulo e afago. Eu e Vi lemos juntos todos os comentários, nos sentimos muito amparados e acalentados. Estamos bem melhor agora. Já deu para amadurecer e pensar nas estratégias. 

Não quis tomar nenhuma atitude na hora (na própria quinta) por que o Bê estava ao meu lado, inclusive ouvindo a professora dizer que talvez não o aceitasse. Eu não quero que ele assimile isso como uma coisa dele, por que não é.  Ele sabe que precisa controlar-se, algumas vezes consegue, outras não. Isso não o faz, ou não deveria fazê-lo, indesejável. Então não quis aumentar as coisas ali. E se bem me conheço, quando resolvo falar, sou dura demais. Não sei medir palavras, poderia tornar a coisa irremediável. Ai, que falta o Vi fez na quinta...

Na próxima terça estaremos juntos, e com estratégias traçadas. Eu não quero condenar uma escola, que foi tão bem recomendada, que é indicada pela Confederação Brasileira de Judô,  por causa de uma professora. O Geraldo está sempre lá, se for o caso, conversaremos com ele. Não podemos perder a oportunidade de abrir os olhos de uma pessoa - a professora. Cada um que é colocado em contato, que tem a oportunidade de enxergar por trás da agitação e descobrir a pessoinha incrível que é o Bê, ou qualquer outro ser agitado, seja TDAH, Cristal ou índigo, pode funcionar como um multiplicador. 


A única coisa que eu tinha certeza é que não podia virar as costas e sair. Dizer para o Bê: vamos procurar outro lugar. No meio da confusão sabia que esta não era a lição, a atitude, a ensinar. A coisa certa, a meu ver, é enfrentar a situação.

Obrigada mesmo por todo o apoio que encontramos aqui. Cada depoimento, as experiências de vida de cada um, as informações profissionais, enfim, a presença e as palavras. 

O final de semana está intenso, cheio de compromissos, festinhas, encontros. E estamos felizes e unidos, como sempre fomos. Ontem compramos o kimono do Bê e eu gostaria de ter registrado sua carinha no espelho do provador. Era a imagem da satisfação. Temos certeza que tudo dará certo.  E que não estamos sozinhos. 

Um grande beijo,
Tati, Vi e Bê.


Atualização: Dentre os comentários, inspirados e carinhosos (como sempre), precisei destacar esta frase da Elaine Gaspareto "deixar de lado" alguém que é diferente de mim me reduz, não reduz ao outro..." Ela ficou na dúvida se estava se expressando bem. Eu respondo: Você disse tudo! Quisera eu ter pensado nesta frase! Passei rapidinho (ô vício danado), estamos nos arrumando para outra festa. Amanhã eu volto! 

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Novas ideias sobre velhas questões

 Ontem a Jaci (Pandora) fez um texto importante. Ela mostrou o outro lado de uma discussão que disfarça-se de visão intelectual e libertadora, mas esconde um manter a velha ordem. Confesso que ainda não tinha olhado de frente para este lado da questão. Falo sobre a notícia amplamente veiculada da censura às obras de Monteiro Lobato, como de conteúdo racista.

Nasci branca, filha de pai e mãe brancos. Sou uma pessoa comum e mediana, daquele tipo que passa desapercebida na massa, que sente-se representada num filme ou comercial. Meu cabelo é liso e castanho, minha origem é italiana. No Rio, sou do grupo naturalmente aceito. Não posso discorrer sobre o que é preconceito ou discriminação, não a sofri na pele. Qualquer inferência seria pura especulação. 

Ainda assim, nunca gostei de piadas preconceituosas, não importa o tipo de preconceito: o bêbado engraçado, o mal falar da sogra, contra pobre, negro, gays, mulheres burras (?!). Tudo isso só serve para reforçar estereótipos  e diminuir a auto estima, dificultar a colocação destes grupos como iguais e sua auto aceitação. SOMOS IGUAIS, INCLUSIVE EM NOSSAS DIFERENÇAS!



Li a obra completa do Monteiro Lobato quando criança e não percebi nada disso. OPA! Aí está o problema. Estas questões já são tão naturais que sequer as percebemos! Somos capazes de dar risada de uma piada sobre o negrinho ou a bichinha. Não devíamos achar graça. Pense bem: São visões de mundo que se perpetuam ao tornarem-se corriqueiras. 

Se eu olho um casaco de pele e vejo beleza, glamour, eu posso consumi-lo um dia. Se vejo cadáveres, jamais terei coragem de colocá-lo em meu corpo. Assim também é o preconceito. Não podemos olhar e ver com naturalidade. Não posso andar na rua e interpretar a negrinha como possível empregada da minha casa, a bichinha como um ser afetado e que só pensa em seduzir qualquer bofe que passar. Negros, e gays, são cidadãos. Exercem suas profissões, constituem família, pagam contas, impostos... O Bê outro dia queria pintar um desenho e escolheu o lápis cor de pele. Como assim?! Sabiam que na caixa dos lápis um rosa clarinho tem este nome? E a pele marrom? amarela? bege? vermelha? preta? Quantas cores de pele nós temos? Mostrei para ele. Em casa já temos diferenças: O Vi é pardo! Onde ele aprendeu esta cor-de-pele? Na escola! Imagine para os amigos de outras tonalidades? Ele nasceu branco por acaso, podia nascer de qualquer cor. Meu sogro é bem escuro. Conversamos e ele entendeu, mostrei, no próprio livro didático, imagens de muitas crianças em uma festinha, cada uma de uma cor. Espero que tenha levado a nova visão para a escola. O Bê é bom nisso! Não dá mais para fingirmos que não vemos. Errei em uma coisa, não fui à escola conversar. Mea culpa

Ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto (obras de Lobato), por que é tudo muito recente e nunca tinha pensado sobre isso. Agradeço quem levantou o tema, só de debatê-lo já é enriquecedor. Pode ser que notas de rodapé resolvam a princípio, nem sempre são lidas, não tem grande importância no livro; a mim soam como cala-boca para a polêmica. Pena... Tirar as obras de circulação não parece fazer sentido. A esta altura, século XXI, obras proibidas também soam como retrocesso. Mas não acho que SÓ por que ele é Monteiro Lobato, SÓ por que tem suas obras em evidência por tanto tempo, não deva ser revisto. Se fosse assim, Einstein jamais questionaria Newton. Quem ousaria? Desta forma ainda acreditaríamos que tudo é absoluto. Gente, não podemos mais acreditar nisso! A teoria da relatividade nos provou o contrário. E isto não é só na física, só no caderno ou no laboratório. É na vida. Vamos olhar as diversas perspectivas e opiniões. 

Recomendo a leitura desta Caixa de Pandora, da Jaci. Não vamos definir nossas posições antes de pensar novos ângulos e possibilidades. Vamos enriquecer o mundo e não empobrecê-lo. Adoro a possibilidade de sacudir o óbvio e encontrar novas visões.

Falando nisso, ainda não dei a resposta que o Bê me pediu, mas AMEI a resposta da Leci Irene, e seguirei por este caminho. Obrigada por todo o carinho na postagem sobre o Bê. Não sabem o prazer que me dá compartilhá-lo com vocês. Aproveitei para homenagear o melhor amigo do Bê, Arthur. Amizade que nasceu antes que eles tomassem consciência de quem são. E amam-se e respeitam-se como são, pelo que são.

Beijos a todos,
Tati.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A força de estarmos juntos!

Hoje, além das tarefas agendadas para o dia, tem um garotinho em casa, com crise alérgica, aguardando ligação do consultório do pediatra para uma consulta de encaixe. 
Quero pedir desculpas aos amigos pela falta de visitas, está complicado mesmo... Não entendam como descaso. Morro de saudades!
Mas preciso dividir com vocês o e-mail da Avaaz. O que entendo daí é que precisamos, SEMPRE, acreditar que podemos, e então, fazer nossa parte!
Segue:

É quinta-feira e a Sakineh continua viva. Um número surpreendente de 500.000 pessoas enviaram mensagens para governantes em um dia -- eles estão respondendo rapidamente, contactando diretamente o Irã! A nossa pressão está funcionando, mas precisamos continuar para mantê-la viva -- encaminhe este alerta para seus amigos: (...)
Maiores informações em: http://www.avaaz.org/

E para quem ainda tem dúvidas, segue a linda música dos Saltimbancos, "Todos juntos somos fortes, não há nada para temer". Podem me chamar de romântica e idealista, não ligo. Ser assim me faz feliz!


Beijos a todos,
Tati.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Por que somos todos um

Lembre-se que ela faz parte de você, por que faz parte do todo. Se não fizermos nada, estamos desrespeitando a nós mesmos.

Hoje eu não faria postagens, preciso ficar focada. Só que me senti péssima em me omitir... Posso seguir o dia, sabendo que me calei? 

Então a coisa será rápida, a maior parte da blogosfera hoje se uniu em torno desta causa. O que podemos fazer? Mandar uma mensagem para a ONU, como sugere a Avaaz. Abaixo segue o link, é super rápido de fazer, modifiquei bem pouco a mensagem original, apenas adequei à minha redação. Se não quiser fazer, nem precisa. Mas atue. Um dia a causa pode ser a seu favor, você gostaria que se mobilizassem, não é?
Mensagem em favor de Sakineh

Beijos a todos,
Tati.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Você trocaria sua bicicleta por um espanador sem penas?

Siiiiiiiiiiiiiiiiiim!!
Lembram desta cápsula à prova de som do Programa Silvio Santos?
Ainda em busca de silêncio. Descobri que nosso apartamento com uma vista infinita nos deixa com sons ainda mais infinitos. E como fico muito tempo aqui dentro, ando estressada com barulho. Mais do que já sou!
Durante o dia tem barulho de obra, de carro de som, de ônibus e caminhão passando na minha rua até desembocar numa estrada, que deveria se chamar avenida. De noite são as motos, cachorros, festas barulhentas... Será que o barulho da rua que aumentou ou meu ruído interno que está mais exacerbado? Não sei dizer.
Na terça teve até intensa queima de fogos, a gente tentando assistir filme e a mocinha dizia: Preciso te contar... Pow Pow Pow... O bom que era DVD, retornávamos a cena, mas dá uma raiva!
Aí ontem, num desses momentos ternura da minha rua, eu dei um Grrrrrr e o Vi, ao meu lado, fala: "Eu estava pensando, usando um daqueles fones de proteção seria interessante um bom trabalho de engenharia, senão você não ouviria a campainha, o telefone..."
Agora, fala sério? Eu preciso usar um fone desses 24h/ dia para ter direito a um pouco de silêncio? Não me conformo!!!
Quero morar na roça. Adoro barulho de grilo. E lá usaria meus Tênis Montreal, por que eu sou jovem, só não gosto de barulho.
Beijos nada estalados,
Tati.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Bê, me explica este país?

Ontem, véspera do 7 de setembro, o Bê, aos 5 anos, soube me explicar, com seu olhar simples sobre a vida, o que é este país em que moramos.

Ele já conhece todas as letras e está aprendendo a juntá-las, conhece algumas sílabas, no entanto gosta mesmo é de soletrar. Aliás, anda soletrando TODAS as placas que vê pelo caminho. Em tempos de eleições, imagina o que é, né?

Foi assim que ontem, quando saímos da casa da minha mãe, ele disse: "Eu sei como escreve futebol!
é B-R-A-S-I-L!"

E sabem por que? Por que este ano teve copa, e com isso muitas ruas enfeitadas, pintadas, com a palavras BRASIL em letras garrafais, escrita com paixão por brasileiros que perdem horas, dias, semanas até, pintando ruas e muros. Eu não sou fã das datas militares. Hoje é 7 de setembro, o equivalente a esta data nos EUA seria o 4 de julho, que eu, mesmo nunca tendo pisado em terras de tio Sam, sei que é fortemente comemorado por lá. E aqui? Aliás, o que teríamos para comemorar? Quando foi mesmo que nos tornamos independentes, hein?

Eu me envergonho de dizer que moro no país do futebol. Acho tão triste quando ouço isso dito com orgulho... Isso não deveria ser motivo de orgulho de uma nação, devia? 

Ser o país do Carnaval, das mulheres nuas, mulheres frutas e desfrutáveis, país da corrupção. Um país que se orgulha de ter as eleições mais modernas e democráticas, por usar uma tecnologia avançada como as urnas eletrônicas, só que esqueceram-se do principal. As urnas não tem recheio, ou melhor, o recheio é podre. De que adianta tanta tecnologia? Por que não crescemos nos lugares certos?

Eu aplaudo a iniciativa da Lucia em mostrar o Brasil que ela ama. Muitas das coisas que ela destaca eu também amo. O que quero levantar aqui é por que temos que nos orgulhar de coisas que não são dignas de orgulho, simplesmente por que não trazem dignidade ao nosso povo? 

Ontem ouvi do Bê uma das mais tristes verdades sobre meu país. Este povo que só se une, bate no peito, veste a camisa, para torcer por futebol. Nesta hora sabemos ser brasileiros. O técnico pode não ser o melhor, o time não inspira confiança, o craque abaixa para ajeitar meião na hora do gol, e tantas outras histórias que temos para relatar e provam que nosso futebol, nem sempre, é ouro. Ainda assim estamos lá, firmes e fortes, de verde e amarelo. Por que não nas eleições? Será mesmo que TODOS os candidatos são ruins? Será mesmo que não há NINGUÉM que preste? Ninguém comprometido? Eu duvido. Procurando, procurando muuuuito bem, alguém deve ter boas intenções, pode ser interessado, honesto... 

Eu quero acreditar... Quero acreditar que não está tudo perdido, que nossa única opção não é mudarmo-nos todos para Pasárgada. Aliás, a verdadeira Pasárgada é tão parecida com o Brasil... tirando a parte de sermos nós os amigos do Rei... 

A ideia era de um texto curto, apenas relatando uma gracinha do Bê que me levou a profunda reflexão. O que estamos ensinando, sem perceber, aos nossos pequenos? Que tipo de valor estamos demonstrando ao nosso país? Tudo isso será reproduzido, mais tarde, pelas crianças que um dia serão os advogados, juízes, engenheiros, empresários, deputados, senadores, professores, presidentes...

Será que tudo que nos resta é balançarmos bandeiras e gritarmos Brasil quando a seleção entrar em campo? E o que é mesmo a seleção brasileira?  Meninos, em sua maioria pobres, de periferia, sem estudo. Muitos fugiam das aulas para jogar futebol em algum campinho de várzea, descalços por falta de sapatos, magros por falta de comida, mal alimentados, mal formados. Descobertos por um olheiro, vendidos - como escravos de alto luxo - por preços exorbitantes, a times extrangeiros. Não é que são eles que verdadeiramente nos representam? 

Vão servir de macaquinhos de circo, de bobos da corte, para cortes mais ricas. Vivem vidas milionárias, muitas vezes perdem tudo por falta de estrutura, boa parte tornam-se viciados, alcóolatras. Lotam-se de filhos por que não sabem sequer fazer uso de camisinhas. Até que chega a copa, e são escalados para nos representar. Copa é a data mais esperada por muitos brasileiros. O Brasil pára. Absurdo uma empresa dizer que vai funcionar neste dia, funcionários se revoltam! Churrascos e muita bebida, gritos, vuvuzelas, fogos. Todo tipo de demonstração esdrúxula de amor à nação.

Íh... amarguei... Não era essa a intenção... Vou parar por aqui. Me diz aí, você... Como se escreve democracia? E o que representa este tal 7 de setembro? É só um feriado a mais para viajarmos com a família? 

Um beijo a todos,

Tati.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Se continuar assim, vou fazer leis em Brasília


A campanha não morreu... Está só começando... CALA A BOCA JÁ MORREU!!

A Isa, do Tantos Caminhos,  teve ótimas ideias e resolvi aderir. Combinamos na semana passada uma postagem nossa, comentando o assunto, falando sobre a resolução 23.191/2009 e as formas de censura explicitas de forma sutil (entendeu?) que contém. Além disso ela propôs uma ação no Twitter, que eu tenho (quem quiser, follow-me), mas não sei usar direito... Ela até deu uma aula num EAD particular, com ilustrações e tudo... mas eu continuo achando o Twitter um hospício virtual. A campanha eu achei bárbara, me senti Trend, mas... Estou pedindo mais uma vez socorro à Isa, por que não consegui fazer a segunda parte do plano.  

E se estou escrevendo este texto agora é por que não consegui nem fazer a primeira parte do plano. Na verdade, ando precisando comer uns tubérculos, andar com pé na terra, sei lá. Preciso aterrar, tenho andado nas nuvens demais, não é só a cabeça não, está tudo nas nuvens... Olha só a falta de linearidade. O assunto é a campanha contra censura.

Então, a ideia era o texto e postar este selo, para o qual tem link aí em cima do blog, para os textos anteriores, quando eu chamava quem tivesse ideias para se juntar. A Isa teveee!!! E tuitar, em especial para os candidatos à Presidência, um texto que ela planejou para não passar dos 140 caracteres, e que faz parte da campanha. Tudo fácil e rápido. Convoquem seus amigos para a campanha!

Como hoje nada que preste sai da minha cabeça, peço que leiam o texto no Tantos Caminhos e farei minhas as palavras dela (tudo bem, Isa?). E que tuitem os 3, já que muito provavelmente um deles será nosso próximo presidente... Valei-me... (aqui eu faço o sinal da cruz...).

É isso. Hoje estou com uma prisão que não é de ventre, é de mente. De-mente? Ops... 

Ah, não esperem muito mais, tá bem? A coisa está ficando feia e vou procurar um capacete de glicerina para ver se as ideias escorregam melhor. Espero voltar amanhã, com a programação normal, por que se continuar assim, serei convocada para atuar na política, em Brasília... Cruzes!!!

Beijos a todos,
Tati.



sexta-feira, 30 de julho de 2010

O medo de calarem nossa voz

Tenho medo do futuro do meu país, pátria amada, Brasil...

Tenho medo do rumo que estamos tomando, do que sabemos por notícias, por histórias contadas por conhecidos ou por experiências próprias.

Tenho medo de ver nosso dinheiro diminuindo enquanto as coisas vão aumentando, e de que algo falte à minha família; tenho medo (e raiva) de não ver reconhecimento a meus estudos, e de ver que um bocó qualquer ganha 10 ou até 100 vezes mais que eu por que rebola ou joga futebol. Tenho medo de ver patrulhinha ou qualquer ser fardado. Neste caso, morro de medo! Eu me sinto em situação de insegurança e vulnerabilidade cada vez que vejo um policial, e abaixo os olhos, desvio o rosto, passo bem rapidinho.

Tenho medo de entrar, e também de sair de casa. Do que posso encontrar, e também do que vejo pelo caminho. Tenho medo do que reserva o futuro de meu filho. 

Mas mais que tudo isso, meu medo paralisante, é do que acontece na política de meu país. Meu pai foi preso político, e ficou viúvo antes dos 30 anos de idade, viveu experiências que eu não gostaria de experimentar jamais. Tem até hoje sequelas daquele tempo, graças a Deus não tantas quanto muitos de seus amigos, aqueles que sobreviveram...

Uma de minhas melhores amigas nasceu na Costa Rica, por que seus pais estavam exilados. Seus crimes? Gostarem de cantar e de poesia. Isso mesmo! Você não entendeu errado... Movimentos culturais eram suspeitos, e quem gostava deles, criminosos procurados, com fotos em jornais e revistas muitas vezes. Eram transgressores da ordem, eram denunciados por vizinhos e até por parentes. 

Tenho medo de todo e qualquer tipo de violência, mas não há medo que me aterrorise mais do que o da volta da ditadura, da censura. E não voltaram? Me diga, se você mora no Brasil, quando foi a última vez que se sentiu representado em suas necessidades, nas necessidades de sua comunidade? Quando teve a certeza de seu direito de ir e vir respeitado? Quando sentiu seu direito à cidadania de forma concreta? 

Ainda tenho a sensação da liberdade de expressão. De que posso vir a meu blog e falar de tudo o que me der na telha, doa a quem doer. Cada vez eu posso menos, já sabemos. Mas ainda posso! Agora, se isso está mudando... Se uma resolução recente é capaz de proibir a manifestação de ideias, o retorno está acontecendo. Ainda podemos conversas sobre qualquer assunto em rodas de amigos, e uma reunião, em festa, não é interpretada como complô, como organização de rebeldes. Ainda não é punida.

Manifestações culturais ainda não estão sofrendo cortes, não precisam passar por equipes de censura, mas já recebem restrições por forma da lei. E isso muda tudo!! Isso nos obriga a buscar informação. A lutar pelo país que sustentamos. Por que nossos impostos deveriam ser revertidos em benefícios, e apesar de pagá-los todos, nós também pagamos escola, plano de saúde, pedágio e etc. E o fazemos cordatos e subservientes. 

Está na hora de romper a barreira do medo, de dizer que não dá mais. Isso se faz nas urnas, claro, só que não apenas. Se faz na cobrança também, na vigilância, no movimento por justiça. 

Por que nos comovemos e nos mobilizamos, fazemos faixas de ódio, quando um maluco mata sua própria filha, jogando-a pela janela do apartamento, ou quando um maníaco mata a ex-namorada e bota a perder tudo o que conquistou com seu futebol, mas assistimos calados quando um deputado vota seu novo aumento de salário e reduz a aposentadoria, para que não haja crise na previdência... É, aquela pela qual você trabalhou e pagou a vida inteira, e ele, não!

Que a gente sinta medo. E que este medo nos movimente à mudança! Não dá mais para continuar assim!

Este texto é minha participação na nova blogagem coletiva proposta pela Glorinha do Café com bolo: Emoções e Sentimentos. E também uma bandeira que ergo, em prol de mudanças, seguindo uma idéia da Crica Viegas e da Beth/Lilás. Se quiser, fique à vontade para começar este movimento comigo. Ainda não há nada, apenas muita vontade de fazer a diferença e uma ideia de um selo.

Beijos,
Tati.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Olé!! É paz!!!

Hoje eu não pretendia postar nada. Isso por que tenho que ir ao trabalho (local físico) e lá não há formas de conciliar blogagens com outras ações, mas... A notícia me estimulou demais e estou eu aqui, no computador, antes de seguir o dia.

Assisti no noticiário que a Cataluña votou uma lei que PROÍBE as touradas. Já não era sem tempo. Fico feliz que movimentos pela vida estejam acontecendo. Não é possível que ainda haja estímulo a um assassinato, com requintes de crueldade, e que isto seja prestigiado como esporte, em nome da tradição. Ora, tradição já foi jogar homens aos leões, matar, em praça pública, guilhotinados ou enforcados. A cruz também já foi uma tradição. Gerava empregos, gerava diversão (?), eram grandes eventos, com público cativo. Faz sentido? 


Um grande passo em direção à paz. Não podemos clamar por justiça e paz aos homens quando nosso exemplo é de fúria e violência.


Estou feliz demais por este primeiro ato a favor do bem estar animal. Enquanto procurava imagens para ilustrar este texto percebi fotos muito fortes, de animais em intenso sofrimento. Não é este meu perfil, está tudo lá no google, para quem quiser ver. Eu só quero olhar o lado bom, o que vem por aí. Sem touradas estamos dando um exemplo aos nossos filhos e netos. E parece que não tem nada a ver, mas lembrando que somos todos um, leis idiotas como a da palmada não serão necessárias quando os homens entenderem e praticarem o respeito. 

Enquanto buscava as imagens encontrei um blog ótimo, e ele conta a história do Ferdinando, um touro da paz, que é confundido, ao ser picado por uma abelha, com um touro feroz e vai parar nas touradas, mas o que ele gosta mesmo é de cheirar as flores que as mulheres jogam à arena. O Ricardo conta muito bem esta história, por isso lanço um link para seu Tertúlias, quem quiser, beba na fonte! Há outras interpretações para o texto, mas eu prefiro pensar neste aspecto: os animais são amorosos e de paz, não querem a guerra e o poder, como nós. Temos tanto que aprender com eles...

E para encerrar, não uma fala minha, mas de alguém com maior legado, e que já propagava tudo isso na época em que o Brasil ainda estava por ser descoberto:

"Haverá um dia, em que o homem conhecerá o íntimo dos animais. Neste dia, um crime contra um animal, será considerado um crime contra a própria humanidade." (Leonardo da Vinci)

Era isso. Um bom dia a todos,
Beijos,
Tati.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Quero dar tchau para a OI!


Grrrrrrrrrrrr
Preciso dizer, na verdade a vontade é de gritar! A OI É A PIOR EMPRESA COM QUE JÁ TIVE QUE LIDAR EM MINHA VIDA!
Espero que a Glorinha esteja tendo melhor sorte com a NET. Eu, até agora, aguardo a instalação do Velox que foi prometido para dia 09, adiado para dia 12 e hoje, quando liguei para saber, fui informada que - automaticamente- passaram para dia 19. Sim! Eles são muito modernos...

E hoje, com menos de 15 dias de telefone ligado, ele ficou mudo.MU-DO!! Liguei muito irritada, com tanta raiva que tremia. A atendente, bem treinada para ser simpática, mas sem qualquer treinamento para prestação de serviços, me informa que terão até as 20h de amanhã para consertar. Fala sério!!!!Liguei para cancelar! Claro que ficaram fazendo aquela ciranda já conhecida pelos assinantes desta idônea empresa. E, pasmem. Não posso cancelar por que a instalação não foi feita! Preciso "desbloquear" o serviço para, então, poder cancelar. É ou não é surreal!

Agora estou em busca da Anatel. E como tenho muitos e muitos protocolos colecionados nestes 15 dias como "cliente", vou também em busca de um advogado. Está na hora de devolver o nariz redondo para os verdadeiros palhaços!

Estou cansada!

Beijos a todos,
Tati.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Intimidade de Casal

Olá amigos queridos,

Este texto é um não-texto. E vou tentar me explicar.
A Crica Viegas propôs uma nova Blogagem Coletiva chamada Intimidades. Para a primeira semana sugeriu Intimidades de Casal. A Isadora, amiga querida, divulgou e eu resolvi aderir. O dia da postagem é hoje. Já tentei e tentei, mas quer saber? Não sai.

Por que não sai? Eu falo sobre mim, das coisas que vão dentro de mim, mas meu casamento não é público, não me sinto neste direito. Na minha casa dividimos tudo o que queremos dividir, mas mantemos o respeito à individualidade. Há espaço, há limites. Temos conta conjunta, não há divisão entre ganhos e salários, tudo é nosso. Dizemos que é e/ou (como no cheque), mas não entramos no banheiro enquanto o outro está lá. 

Podemos pedir um copo de água ao outro, mas é precedido de por favor, e seguido de um obrigada(o). É obrigatório que seja assim? Não, mas é como gostamos que seja. 

Aprendemos a dividir muitas coisas, misturamos nossos gostos, ainda assim, na mesa do café, há manteiga e margarina, cada um come a que gosta e não há discussões, nem imposições de preferências. 

E por tudo isso, nossa intimidade não é minha, e não tenho o direito de falar sobre ela assim, por minha conta, para quem eu quiser. Há um e/ou, e respeito isso. O Vi é reservado, não gostaria de intimidades expostas, eu também não. Assim, encerro minha participação nesta brincadeira. Parece fácil para alguém que desnuda a alma... não foi, não é!

Podia recorrer a uma alternativa, discorrer sobre "o que é intimidade", colocar imagens ou letras de música, mas este não é meu jeito de escrever. Senti que seria forçar uma barra. 
Desculpe Crica e demais amigos pela  saída repentina, não me senti à vontade para escrever. Espero que entendam.

Um grande beijo a todos,

Tati.

domingo, 11 de julho de 2010

Estabanada, eu!?


Sabe a postagem sobre afinidades? Era uma divagação sobre algo que percebo na vida, que se manifesta aqui também. Era sobre pessoas que já foram minhas "amigas" aqui, nos visitávamos, nos comentávamos e... cessou. Também sobre pessoas que eu visito, e não visitam. Alguns, nunca devem ter visitado, mas isso não me incomoda. Acho que temos sempre que sair bem. Se o que leio me faz bem, não vou ficar chateada por que não retribuiu, não deve ser esta a moeda de troca. Vou dar alguns nomes então: A Lu Brasil foi o primeiro blog que comecei a visitar (antes até de ser blogueira), eu a adoro, adoro acompanhar as histórias das crianças dela, dou risadas e choro muito também por lá. Já a divulguei para pessoas da minha vida pessoal. Comento de vez em quando. Ela nunca teve aqui! Se já esteve alguma vez, não se manifestou. Isso muda o fato de que gosto de lê-la? Nem um pouco! Tenho a página dela linkada e visito com frequência. Eu gosto do blog e pronto! Existem vários outros nesta situação.

Mas não foi por isso que retornei ao assunto, mas por que me descobri uma grande desastrada! Pois é, eu que achava que era delicada e que me esforço em ser agradável deixei passar umas questões complicadas e deixei pessoas imaginando que não gostava delas, quando eu gosto muito! Duas tiveram coragem, manifestaram-se e pudemos resolver nossa questão (minha forma estabanada e desastrada de agir...), mas agora acredito que eu tenha dado bola fora com outras pessoas. Ai, que chato!!!

Se você me visita, deixa comentário e eu nunca te retribuí, sinto muito. Acabei de descobrir isso também!
Vou contar uma coisa. Eu ligo este computador e faço uma porção de coisas ao mesmo tempo: Trabalho, leio, escrevo, limpo casa, estendo roupa, falo ao telefone, ligo para saber do filho (às vezes cuido do filho)... e vou fazendo as coisas todas ao mesmo tempo mesmo. Algumas vezes tenho que ir ao trabalho, nestes dias nem entro no bog, vejo comentários no e-mail e armazeno, para retribuir de casa, o que nem sempre dá certo, diga-se de passagem... Nisso, posso ter deixado dúvidas por aí, mas não era, nem de longe, esta a minha intenção. Se eu comentar é por que li, mas algumas vezes leio, juro que comentei e... sei lá o que aconteceu... por que não há comentários em blogs que eu comento? 

Gosto das delicadezas, gosto das pessoas. Lembra que eu disse que assumo o papel da esnobe e antipática? Pois é, passei essa impressão mesmo pela tela do computador, mas não era isso que eu queria. Vou cuidar mais. A Tati que eu gosto é simpática e cuida das pessoas que a rodeiam. Estarei mais presente, vou tentar ser mais atenta. Vamos ver se eu consigo refinar meus modos. Perdi a sobremesa da semana toda por esta falta deles!!! ai, ai, ai...

Um beijo a todos,
Tati.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cornetas escandalosas



Tá, não chama mais corneta, mas não é isso que são? Não gravei o nome novo, e nem quero, parece que cria intimidade e vai que elas resolvem chegar mais perto ainda... Sim, por que se chegarem mais perto, entrarão no meu apartamento. Quer dizer, entrarão fisicamente, por que seu som histérico já não sai mais daqui...

Ontem tinham, pelo menos 3, com intensidades diferentes de som - ou de sopro - na minha rua, após 23h. Alguns imbecís acham mesmo que tem direito sobre o silêncio, e consequentemente sobre o sono, dos outros.

Fui dormir muito mal humorada, torcendo para que todos os desocupados do mundo engasgassem em suas cornetas e, como podem vem, poucas horas de sono não me deixaram muito bem disposta.

Cuspiram barulho em mim, agora cuspo marimbondos... O problema e que cuspo nas pessoas erradas!! Como sempre!!! Queria jogar fora toda essa irritação, por que estou indo para o trabalho, para um dia tenso e cheio. Pode ser que eu viaje na semana que vem Vá na segunda e só retorne na quinta à noite. Este barlho mental fez par com o barulho das cornetas ontem à noite, conturbando a capacidade de relaxar e dormir. E eu querendo um pouco de silêncio em minha mente...

Se eu for nesta viagem, estarei vivendo uma grande oportunidade. Contatos importantes, conhecimentos idem, junto com pessoas que adoro e admiro, mas... Toda vez que preciso viajar tenho que desatarraxar um pedaço do meu coração e deixar aqui, e isso faz com que o pedaço que segue comigo fique pequenininho... pequenininho... E dói, ah se dói... Deixar filho de 5 anos, que quando eu volto fica tenso se eu vou demorar... Deixar um tumulto na casa, por que sei que fica tumultuado para o Vi sozinho... Levar tudo e não esquecer nada. Encontrar situações e pessoas desconhecidas... Passar uns dias longe do meu canto... Sinfonia que faz muito barulho, tanto quanto as cornetas que deixam-se soprar sem cerimônia, exibidas que só elas!

Se por acaso eu não for, os motivos são piores e terei problemas com meu chefe, portanto, que hoje todas as pendências se resolvam e eu viaje na segunda, por que esta foi a escolha profissional que eu fiz. Desde o princípio, quando era um pedido que eu fazia, em tom de oração, para o universo, já sabia que incluía viagens, e via como uma das vantagens. Só não imaginava o sentimento que traria junto...

Pode ser que, quando o Bê for maior, a carga seja mais leve. Não é uma queixa, entenda bem, eu adoro viajar e sei que estas oportunidades são únicas, mas eu não fazia ideia do quanto doía 4- 5 dias longe de filho...

Agora vou, que hoje o dia promete! Torçam por mim, para o melhor para mim, é sempre assim que eu peço. Acho melhor! Sempre dá certo!!!

Beijos,
Tati.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Se não for abusar...


Outro dia o Lynce, meu amigo do virtual disse que me sentisse em casa na sua casa (blog). Enquanto respondia pensava que aquilo dava samba (ou seria Fado?). Como não sei compor, mas sei escrever... Senta que lá vem a história:

Sabe essa coisa de se achar gentil e dizer: Sinta-se em casa na MINHA casa? O folgado só entende uma parte: Sinta-se em casa. Ele não absorve a parte do MINHA casa.

Muito cuidado ao usar esta expressão, você pode falar por simpatia, mas tem muitos por aí que a entendem no sentido literal e quando você perceber tem um (ou uma família) de soltinhos abrindo a geladeira, colocando pé no sofá, mudando canal da TV, usando seu computador e até mudando a configuração! Ah, se tem!!

Tenho certeza que só com o parágrafo acima quem leu já colocou rosto em vááárias figuras, estou certa? Pois é, mas a gente ingênua e de boa vontade continua dizendo isso por aí, para gente que parece amigo, parece tranquilo, parece ter noção... mas é sem!

Vou ilustrar: Eu e Vi somos meio matutos, achamos que todos serão amigos e ficamos felizes por cada pessoa nova que conhecemos. Quando vendemos nossa casa, o casalzinho que comprou era tão simpático, novinhos, sorriso largo...

Como estávamos na ansiedade, comprando um apartamento, cheios de expectativas, quisemos oferecer a eles o que gostaríamos que nos oferecessem e, na assinatura do contrato, ofertamos: "Fiquem à vontade para visitar a casa, afinal... hohoho... a casa é de vocês, né! hohoho E rimos com o trocadilho...

Teríamos ainda perto de três meses morando na casa. Semana seguinte o comprador liga dizendo que quer ver a casa, que tinha visto com pressa, blá blá blá... Os bobões, que somos nós, todos solícitos. Fizemos uma surpresa (hahaha Tô rindo do quanto somos patinhos). Como nossa vaga era na frente da casa, colocamos nosso carro no estacionamento de visitantes para que ele "tivesse a sensação de chegar em casa". Gente, fazem ideia? O cara entendeu mesmo que tinha chegado em casa!

Ficou até tarde. A gente com criança pequena, que dorme cedo (na época tinha 3 anos, dormia mais cedo ainda) e o cara lá, todo amigo, contando histórias, olhando tudo... enfim, uma lástima. Acabou por aí? Claro que não...

A partir deste dia, ele ligava o tempo todo e, pelo menos uma vez por semana queria ir lá em casa. Eu p. da vida, querendo falar um monte e marido: Deixa que eu resolvo. Só que meu Vicente é um São Vicente, vocês não fazem ideia. Só quem o conhece pessoalmente para confirmar o que digo (manifeste-se aí pessoal). E eu me segurando para não ferir o santo de casa, que contrariando o dito, faz muitos milagres sim!

Ele trouxe a mulher, ele trouxe as TINTAS! Ele trouxe caixas de mudança... Aí, marido já sem paciência nenhuma, deixou na varanda, do lado de fora. Dane-se se chover em cima! Tolerância tem limite, mas acho que falta de vergonha na cara não tem...

Esta invasão de privacidade tornou os dois meses e pouco que ainda ficamos lá um caos. Chegou ao cúmulo de aparecer com a família toda no dia em que estávamos empacotando nossas coisas. Neste dia dei um ultimato no marido: Ou você age ou eu vou agir. Conhecendo a mulher que tem e preocupado em manter a política de bom samaritano... neste dia, ele não deixou que eles entrassem, mas com sua polidez habitual. Voltaram da porta, nem vi ninguém. Devem ter nos achado muito sem educação, os simpáticos!!

Por isso que eu digo: Protejam-se dos folgados desde o primeiro dia, assim não terão que passar por deselegantes na hora que não der mais para tolerar os abusos!

Teria muitos outros causos para contar, mas não quero abusar do seu tempo (kkkkk Típica frase de folgado!)

Beijos a todos.
Fiquem à vontade, a casa é nossa! Mas nada de pé no sofá, hein!

Tati