Por que há questões que são melhor respondidas com novas indagações!

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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Não diga adeus, diga até logo

Oi amigos queridos,

Na última semana eu vinha me lembrando de um post da Elaine Gaspareto em que ela nos propunha refletirmos sobre "como seria nosso último post". O que gostaríamos de deixar caso deixássemos de atualizá-lo?

E por que estou pensando nisso? É por que neste momento não estou conseguindo mantê-lo. As postagens tem escasseado e as visitas e comentários aos amigos mais ainda. Não estou conseguindo dar conta. Tenho postagens que desejo escrever desde janeiro, como a visita da Gi à minha casa, que foi um dia ultra especial. Já faz algum tempo eu venho perdendo aquela coragem de me expor. E como não tenho conseguido visitar na mesma medida que recebo visitas, me sinto constrangida de escrever novas postagens. Não sei explicar bem o que é. Só que já faz um tempo que tenho pensado no assunto. Desta vez é menos um ato impulsivo do que os que costumo ter. Eu refleti sobre isso!

Não pretendo deletar o blog. Ele me trouxe muitas alegrias e a principal delas foram vocês, os amigos blogueiros (ou não) com quem troquei tantas figurinhas. Vou com saudades. Levo vocês e esta grande experiência em meu coração.

Não sei se voltarei a blogar algum dia. Talvez. Talvez mais cedo do que eu imagino... Sei lá. Não estou fazendo planos. O que sei é que agora não está dando. E a medida mais natural que encontrei foi esta. Não estou com nenhum problema pessoal, só não estou dando conta da vida de cá e da vida daqui. E na hora de escolher, claro, optei pela vida do lado de cá da tela. Mas vocês seguem dentro de mim. 

Como eu aprendi, não devemos dar adeus, mas sim, até logo. A gente sempre se encontra, se esbarra. Há ainda o e-mail, e eu ainda posso visitá-los.

Obrigada por tudo. Foi mesmo um prazer. Agora é hora de nova jornada. 

Um beijo a todos,
Tati.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O que deixo para trás em 2010

Este texto faz parte da blogagem coletiva proposta pela Crica Viegas, do Um pouco de tudoComo ela mesma sugeriu: "Pode ser um projeto que não se concretizou, um passado definitivamente enterrado, um projeto que tá na gaveta com possibilidade de ainda sair dela, algo bom ou ruim que tenha ficado no ano de 2010, uma lembrança boa, uma vontade, o tema é seu!!!" Quer participar? Escreve seu texto e avisa para ela! 


Este é o tema sobre o qual mais desejo falar por ora. Isso por que fecharei 2010 deixando muitas coisas para trás. A principal delas é o meu trabalho. A equipe para a qual trabalhava desde 2007. Ok, nem é tanto tempo, para mim foi uma vida. Aprendi muito, conheci minha amiga-espelho (hoje nem imagino minha vida sem ela), experimentei coisas que jamais havia imaginado, inclusive participar da produção de vídeos educativos - ponto alto deste tempo na equipe. Muitas coisas boas aconteceram, algumas ruins também, mas saio com um saldo de boas recordações superior ao das tristezas. Isso é ótimo. Não está sendo fácil. Muitas coisas interferiram neste desfecho. A principal é que o tema, a área de trabalho do meu chefe mudou. E eu não quero mudar a minha! Levei algum tempo para entender, ter certeza, aceitar. Agora é começar de novo. Do zero. A Alê (daqui) disse que a gente nunca recomeça do zero, a gente tem bagagem, não volta ao ponto de partida. Pode ser, mas eu me vejo começando 2011 no mesmo ponto em que estava em 2007, quando escrevi para meu chefe pedindo espaço em sua equipe. É diferente, mas tão igual... Dizem que atitudes iguais levam a resultados semelhantes. Eu quero que algumas coisa se repitam, mas não tudo. Estou pensando nos caminhos possíveis. Sei que quero continuar na mesma instituição.

Ontem, quando escrevi para a Astrid, ela me respondeu dizendo que se identificava muito comigo, que quando lia o que eu escrevia lembrava-se dela mesma com a minha idade. Comentei no jantar com o Vi, dizendo "que bom, não é? Quem sabe quando eu tiver a idade dela também serei assim, terei produzido alguma coisa, evoluído?"  A sensação atual é de estar como um cachorro correndo atrás do próprio rabo. Sim, pode parecer engraçado, mas não é. Não sei se em algum momento já se sentiu assim:  Repetindo tarefas inúteis, que não trarão qualquer resultado ou consequência. Apenas movimentos mecânicos. 

Estou de cabeça fria e sei que é o que amo. É o que faço de graça, se preciso for. Faço de alma, coração, cérebro. Sorriso aberto. A questão é que quando não temos uma boa condição socioeconômica não dá para dizer "vou me realizar profissionalmente", e pronto! Todo o peso nas costas do marido. Ajuda frequente dos pais. Tenho 35 anos! Uma casa, marido, filho. Não posso viver meu sonho cor de rosa se ele não trouxer "divisas" para minha casa. 

Deixarei em 2010 um sonho, e entrarei 2011 com mais questões: O que faço agora? Bolsista novamente? E até quando? Isso supre as necessidades de minha família? Quais as outras opções que me restam? A parte boa de começar de novo são as muitas possibilidades, a parte assustadora é ter que definir uma direção. E, de preferência, acertar!


É, eu poderia, tranquilamente, deixar em 2010 o perfeccionismo, essa necessidade carrasca de fazer certo, de perfeição e graça. Mas acho que ela ainda entra comigo no próximo ano.

Começarei 2011 como mãe e dona de casa. Não me agrada. Desculpe se acabo com a boa imagem que fazem de mim. Sou péssima nesta função. Eu adoro ser mãe e até acho que sou boa nisso, desde que eu não precise ser 24h/dia. Assim não funciono bem. Cuidar da casa então... Sou uma negação nesta função. Não sei fazer bem e não gosto. Faço, por que tem que fazer. Não sinto qualquer prazer nas tarefas. Nem aquele papo de satisfação em ver limpo e arrumado. Nesta hora eu me sinto uma bagaceira, suja e suada, cansada, e fico ainda mais estressada em verem bagunçando e sujando. Viro uma bruxa! 

Como mãe 24h/dia não tenho conseguido trabalhar muito, aliás, estou trabalhando NADA. Tem um garotinho que me chama de 5-5 minutos, até para não dizer coisa nenhuma. Como me concentrar? Quero me recolocar, fazer alguns contatos, mas está difícil conseguir. Sei que a única alternativa é relaxar e esperar fevereiro, quando as aulas recomeçam. Aí poderei trabalhar no tempo em que ele estiver na escola. Mas ainda não consigo deixar para trás meu lado ansioso, tenso. Eu quero, quem sabe chegou a oportunidade que faltava?

Voltando à entrevista da Astrid, fiquei pensando se não seria a hora de me entender como mãe. De aceitar melhor este desafio. Nada fácil, convenhamos. Quem sabe aceitar como férias, um tempo para nos curtirmos. Pensar em trabalho quando as aulas retornarem? Está sendo pesado, sabe? Uma vontade de girar a roda, de movimentar meu mundo... Sou ansiosa, controladora. Pode ser mesmo o exercício que faltava, para que eu aprenda esta lição, do ponderar, da paciência e tranquilidade, mais fé, mais confiança. Sei lá. Se eu aprender a me dominar, nas últimas semanas que me restam, posso entrar 2011 como uma nova Tati. Será que consigo mudar assim, tão rápido? 

Com tudo isso pode ser que eu esteja deixando em 2010 uma Tati mais tensa, tornando-me uma pessoa mais ponderada, em busca de equilíbrio. Mais envolvida com minha casa, com minhas funções domésticas. Não sou uma mulher deste tipo, mas ela pode emergir em 2011. Não será uma perda e sim um ganho.  E quando, em 2011, eu retornar ao mercado de trabalho (nem cogito outra hipótese), voltarei cuidando melhor da minha casa também.

Sendo muito sincera não sentirei saudades de 2010. Não foi um ano repleto de realizações. Ainda assim foi um ano de família unida, saúde tranquila, pequenas conquistas. Foi o ano em que tornei este blog público e que conheci tantos amigos, ano em que me permiti escrever para ser lida. Pode ter sido um ano de semeaduras, algumas BEM duras. Que venha 2011, e que seja mais macio. Os pés estão cansados! Obrigada por estarem comigo em 2010. Não quero deixá-los para trás. Vamos pular sete ondas de braços (virtuais) dados? Vamos juntos? E que novos sonhos possam nascer neste ano. Que a certeza do caminho a seguir se faça, por que não é mais tempo de procura, é tempo da jornada.  Em 2011 quero apreciar mais a paisagem do caminho, esquecer um pouco do destino e aproveitar a viagem. Mas quero ir na janela desta vez!  


Beijos a todos,
Tati.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Você faz parte

A Gaspas do Acuadoiro falou (escreveu) sobre este assunto, que muito me interessa. O texto dela, bom e divertido, falava sobre a reutilização de embalagens, em especial as de isopor. Ela dizia que, se voltamos com 8 sacolas do mercado, ao menos 2 serão lixo das embalagens. Concordo e me entristeço.

Há pouco mais de 1 ano meu condomínio entrou num programa de coleta seletiva. A ONG Reviverde* esteve aqui, fez palestras de conscientização para moradores e funcionários, traçou estratégias para nossa realidade, esclareceu dúvidas.

Apesar de me considerar consciente e comprometida, só após a instituição da coleta seletiva comecei a me dar conta da quantidade de lixo que produzimos. Precisamos entender que, mesmo havendo possibilidade de reciclar, isso não é o ideal. O importante é o reduzir. Eu não sou do tipo consumista, mas há itens complexos. Por exemplo, isopor não é reciclavel. Era neste tipo de embalagens que eu costumava comprar ovos. A partir da coleta seletiva mudei um hábito de consumo. Agora, aqui em casa, só caixa de papelão. E sou radical: Se não tiver deste tipo no mercado, não compro! E sei que ainda faço muito pouco. Tem tanto que preciso mudar...

Outra coisa que passei a fazer é pesar, na hora, os frios. Assim eu levo para casa somente um saquinho plástico. Ok, ainda não é o desejável, entretanto é o possível. Dispenso as bandejinhas de isopor, daqueles que já estão prontas e arrumadinhas. 

Carne ainda não deu, está sempre preparada na tal bandeja. Eu as separo, e apesar de não andar muito arteira, vez ou outra também faço das minhas. Guardo-as para bandeja de tinta, quando pintamos peças em MDF. 

Morro de pena de jogar fora embalagens (inclusive, de rolos de papel higiênico, que não servem para absolutamente nada, a não ser manter o rolo durinho). Há coisas que para reutilizar precisamos gastar tanto produto de limpeza, que é despejado pia abaixo, com litros de água, que me questiono o que é melhor. Enquanto não descubro a resposta, talvez você saiba (daí, me conta), vou aprendendo como fazer, testando alternativas, abrindo mão daquilo que é possível. Simplificando! 

Simplificar a vida só pode nos fazer mais feliz. Meu celular não é último tipo, mas ele liga e recebe ligações. Me conecta com o mundo. Enquanto funcionar, não troco. De 1998/1999, quando tive meu primeiro aparelho, até hoje, tive 4 aparelhos, e gostaria de dizer que tive menos. Não entendo esse comichão, esta necessidade de consumo na contra-mão da realidade do nosso planeta. Espero, de verdade, que as pessoas percebam para onde estamos caminhando e mudem nossas vidas. Dependemos uns dos outros muito mais do que nos damos conta. E isso não inclui tanto TER. 

Chega! Tem tanto para falar, mas já escrevi demais. Hoje não estava no script tudo isso. A Gaspas mexeu comigo, sem perceber. Segue um clip que eu amo, um video antigo do Discovery Channel.


Um beijo a todos, ótimo final de semana (se estiver no Brasil, ótimo feriadão).
Tati.

Deixei o link para o instituto, assim, se você é do Rio e seu prédio/ condomínio ainda não instituiu a coleta seletiva, entre em contato. Eles são ótimos!


sábado, 6 de novembro de 2010

Filhos, filhos, melhor não tê-los...

... mas se não os temos, como sabê-los? (V.M.)
Enquanto vocês chupam os pirulitos da postagem anterior, eu chupo o dedo... É que hoje é o dia da 2ª desvirtualização carioca e eu?... Eu não pude ir! O Bê não melhorou, e... ser mãe é assim, a gente esquece que um dia foi uma mulher independente... 

Para que não fique um post ranzinza, e por que algumas amigas tem escrito que estão com saudades dele, segue uma pequena seleção das últimas pérolas deste garotinho maroto. Vamos lá?

Para começar, ontem, na hora de dormir, o Vi falou que hoje eu iria encontrar minhas amigas, de tarde. Eu na sala, voltam os dois, param na minha frente. 
Vi: Fala para ela o que você queria dizer.
Bê: - Mãe, suas amigas são também minhas amigas!
Eu: - Ah, entendi. Você quer ir no passeio também?
Chupando laranja
Bê: - Hum-Rum. E balança a cabeça afirmativamente, com aquele sorriso moleque que só quem já viu sabe do que se trata!


Segundo:

- Vó, vem comigo, vamos cuidar do passarinho? Ele está cantando uma canção linda!
Detalhe: o canário está na muda, ou seja, não canta, só emite alguns sons. Para o Bê: música! Afinal, a música está nos ouvidos de quem ouve, não é?

Terceiro:
Final de domingo (passado), ainda no elevador, retornando de um passeio, o Bê:
- Estou morrendo de fome!
- Filho, que tal uma pizza? (pensando num delivery que me livraria da cozinha)
- Eu adoraria comer uma pizza com vocês... - E manda aquele sorriso, que é para não deixar dúvidas que quer nos desmontar.
Então o Vi, já abrindo a porta para entrarmos em casa:
- Pizza de quê, Bê?
- Eu não quero pizza, quero arroz e feijão!
Ainda bem que sempre tenho potinhos de feijão para descongelar. Me senti no comercial do menininho que queria brócolis e levou um rabanete para ficar tranquilo*! kkkk 
Meu filho existe?
*o link é pensando na Tati e nos demais amigos que moram fora e podem não conhecer o comercial.

Quarto: 
Ele é fascinado por matemática e o primo, que tem 9 anos e adora mostrar sua sapiência, falou para o Bê que os números são infinitos, tanto para mais, como para menos. Ele entende do jeito dele, e diz que os números nunca acabam. Ficou tão encantado com o assunto que adora repeti-lo para todos e para qualquer um.

Então segunda, depois do banho, estava arrumando-o e ele começou: - Eu que te amo mais!
E ficamos naquela disputa gostosa de quem tem o maior amor. Até que ele manda:
- Eu te amo até os números!

Lágrimas nos olhos da mãe apaixonada que ouviu seu filho, de forma metafórica, dizer que a ama infinitamente. Ouço do Vi:
- Acho que temos o segundo poema do Bê!


Esta seleção é do final de semana estendido, estavam aguardando uma oportunidade. Paro por aqui, vou semeando aos poucos, para vocês se apaixonarem por ele também... É que de onde vieram essas tem muito mais. A fábrica é fértil!


Tivemos muitas pirraças, malcriações, desobediências... Perdi a cabeça e a paciência algumas vezes, mas esta parte eu quero esquecer e guardar só o melhor. Hoje ficaremos juntinhos, em cuidados intensivos. Ele está bem, é uma crise forte de sinusite que atingiu os olhos. E com olhos não se brinca! Agora, precisava ser no dia da desvirtualização? Snif, snif...


Beijos a todos,
Tati.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Tudo zen, meu bem!

Toquinho... de gente!
Coração aliviado. Novos tempos, sol nascente! De verdade, eu sabia que estava tensa e ansiosa com o exame de hoje, principalmente pela necessidade de anestesia geral, mas só percebi o quanto quando tudo passou, e ele começou a brincar e rir, ainda nos corredores do Centro Médico. Graças a Deus tudo saiu bem. Anestesia inalatória é algo relativamente seguro, e sei disso por que a usávamos em animais na faculdade. E daí? Com filho tudo é diferente, né? Por que apesar de confiar na anestesia, ela envolve risco. E risco e filho nunca deveriam habitar a mesma frase, não acham? Antes do procedimento tanto eu quanto o Vi precisamos assinar um termo de responsabilidade, dizendo que nos foi informado do risco envolvido, inclusive de êxito de óbito. Isso é coisa que se faça uma mãe assinar?
Enfim, estou bem mais leve, com um garotinho espevitado dançando Hot Wheels Batle Force Five há uns 40 minutos na minha frente. Animadíssimo!!! E eu, contente e feliz!
Que o final de semana de todos os amigos seja de muito sol, mesmo que o clima na cidade seja de chuva, que o sol se faça em suas almas!!!
Beijos,
Tati.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Voltando à ordem ... ou quase!


A reforma acabou (ou quase). Falta o revestimento (que é de fórmica) da área de serviço, onde trocaram os canos. Como é coisa do condomínio eles marcaram orçamento com o marceneiro na terça, a troca deve ser feita na outra semana.  E depois acaba. Acaba?

Mas na quarta voltamos o fogão e o tanque para a cozinha e quinta, a geladeira e máquina de lavar (mais pesadas, precisavam de reforço). Lavei, assim que marido terminou de engatar o registro da máquina, a primeira leva de roupas das últimas três semanas (as emergências estavam sendo supridas pela minha mãe).

Na quarta, para comemorar os avanços, falei para o Vi, de noite.
- Está com fome? Um ovinho mexido com pão até que já dá para fazer...
- Ah, legal! Quero sim! 
(...) tempo que se segue... tempo de profunda reflexão...
-Tá, eu faço, mas... onde será que está a frigideira?

E comemos maçã e um bolo que minha mãe tinha mandado kkkkkkkkkk

Daí ontem:
- Tem uma pizza congelada, o que acha?
- Ah, que bom! Vamos fazer?
- Claro!!
(...) passou um tempo... e eu:
- Mas onde está mesmo o tabuleiro redondo?
hehehe
Pelo menos este nós encontramos e a pizza saiu!

Aos poucos tudo volta ao seu eixo, menos a minha mente, mas acho que esta nunca teve mesmo um eixo para chamar de seu! heheh


Beijos a todos,
Tati.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Notícia rápida

Queridos,

Desculpem não ter dado retorno. Meu pai foi ao médico e está tudo bem. Quer dizer, não há lesões mais graves. Ele está tomando antiinflamatórios, a mão já desinchou bem, a dor está melhor e a ferida do joelho está cicatrizando.

Obrigada pela preocupação e carinho de todos. A família inteira agradece. A foto é a única dele no hotel, recebendo o dengo do Bê, que ficou muito preocupado com seu vovô Pereira...

Para quem não soube o que aconteceu, eu conto aqui.

Beijos,
Tati.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Para não perder a gracinha

O primo João criou uma imagem no paint e chamou para mostrar, todo orgulhoso. Não sei por que o Bê entendeu dente (talvez paint?). Enfim, chegou perguntando: Cadê o dente?
- Não tem dente, Bê. É uma perspectiva.
- Ah... Cadê João? Cadê sua pes... sua per... sua pe... cadê aquilo?

kkkkkkkkkkkkkkk

É que toda vez eu tento guardar, penso em escrever num caderninho ultra desatualizado, onde anotava as primeiras gracinhas. Em geral estamos em situações onde não há ambiente para anotação... tento não esquecer, mas aí vem outra e outra... e quando vejo esqueci as três... Desta vez não quis deixar passar. Sei que contando perde um terço da graça e outro terço se perde por ser escrito... É que foi irresistível!

E bem melhor do que falar da reforma, é ou não é?

Beijos a todos,

Tati.

Sou comodista: Nunca gostei de acampar

Eu preciso dizer, com todas as letras, estou de saco cheio!!! Desculpem a onda "desabafo" que este humilde blog vem seguindo, é que está duro de aturar...

A obra da minha casa é uma reforma, mas não é minha reforma. Vou explicar. A obra é do meu prédio, que é uma construção de mais de 20 anos, com tubulações antigas. Meu vizinho de baixo está reformando seu apartamento. Para ele trocar seus encanamentos, precisa também trocar os meus. Isso é enervante, por que ouço toc, toc, toc de marretas em tempo integral, seja na minha própria cozinha, seja na cozinha de baixo. Além disso, estamos vivendo esta situação de acampamento e ontem comi minha última lasanha congelada. Hoje descobri que aquele pão chamado suissinho (não sei se existe na Suíssa, sei que o francês não existe na França) fica bom quando o descongelamos em 30 segundos de microondas. E café, só nescafé, que está salvando meus índices cafêmicos (nível de cafeína no sangue, para os leigos). 

Ontem cantei para marido aquela música, num agudo muito agudo: "Lava louça no banheiro, que agoníííaa!!" Já fizeram isso alguma vez? E num banheiro que não há como lavar há uma semana? De lascar! Eu sei que é uma melhoria para meu apartamento, e não desembolso nada diretamente, tudo é pago pelo condomínio, até o acabamento, mas é desgastante, ainda mais quando não nos programamos para tal. O Bê está de férias e nós, presos. O ideal seria o contrário, que ele estivesse em aulas e nós em férias (?).

Até ontem eu estava segurando a onda, por que estava acabando. Aliás, quinta passada também estava acabando, aí, no fim do dia vem o administrador do condomínio (coitado, nada fácil seu trabalho de conciliador), todo sem graça, dizer que precisavam quebrar NOVAMENTE nossa cozinha. Então hoje de manhã, quando eu me preparava para o confronto final, achando que amanhã seria dia de faxina... eles interfonam dizendo que há mais um cano a ser quebrado e que a obra prosseguirá, por mais alguns dias...

Não aguento mais!!! Bê está em crise alérgica, tendo que tomar Decongex para conseguir dormir (que Dr Luis - pediatra-homeopata, não me leia); uma sacola de roupas foi passear na casa da minha mãe, conhecer as instalações de sua máquina de lavar, já que a minha está em férias coletivas junto com o fogão, o tanque e etc. AAAAAAAAAAAAAAAAhhhhhhhhh

Liguei ontem para meu chefe, muito sem graça, para dizer que um trabalho que tem urgência, será feito para a próxima semana, e não é o único trabalho que tenho para fechar. Como faço? Preciso de silêncio... Vergonha... Ele não gostou nada, claro. Esta semana ainda passou, agora, como direi a ele caso não tenha onde trabalhar semana que vem? Surreal!!! O Vi também tem faltado trabalho, hora sai mais cedo, hora chega mais tarde, tem dias que nem vai mesmo... tudo para tentar resolver as coisas daqui, por que pedreiro é machista e não gosta de tratar com mulher, e eu sou mal humorada mesmo, acho que os deixo assustados... hehehe

Que sacooo!!! Quero cuidar da minha casaaaaa e da minha vidaaaaaaa!!

Espero que você não tenha chegado até aqui, mas se chegou, desculpe o aluguel dos olhos-ouvidos-ombro-lenço... Tá dureza!

Beijos a todos,

Tati.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Sapateando


Desde que vendi meu carro, há quase 2 anos, descobri um monte de coisas. Algumas boas e interessantes, outras nem tanto...

Por exemplo, descobri que a expressão "gastar sola de sapato" não é alegoria, não é figura de linguagem. Quando se anda a pé - e se anda muito- a sola, e o resto do sapato, se gastam mesmo, e quando vemos, já era mais um. A renovação precisa aumentar!

Descobri também o valor de descer do salto, e neste caso vale a metáfora e o sentido literal da frase. Sim, por que foi só depois que vendi o carro que aprendi o valor de uma rasteirinha e de uma sapatilha. Antes, saltos eram meus companheiros de jornada. Hoje, sinto que perco muito tempo com eles, e que me canso mais. Na hora de escolher um sapato, se terei que ir andando, dá uma preguiiiiiça compriiiiiiida de por salto, e acabo optando por algo bem, bem perto do chão. Eu chego mais rápido!

Mas disse que também desci do salto no sentido metafórico, lembram? Pois é, perdi a vergonha de pedir carona. Gente, sou um ser tão orgulhoso, uma sortuda de não ter nascido com nariz arrebitado, mas o nariz da minha alma é muito, muito arrebitado, mais que a Narizinho de Lobato! Se você mora em cidade grande como eu, e depende de transporte público, sabe que tem mais chances de chegar no horário naquela reunião se pedir carona ao colega. Transportes públicos não tem muito compromisso com horário... E a surpresa disso tudo é que a colega distante que te dá carona pode tornar-se uma grande amiga! E isso você só descobre por que ficou sem carro e perdeu a vergonha - desceu do salto! São as compensações da vida.

Claro que tem coisas chatas, muitas coisas, mas não é sobre elas que quero falar agora, tá bem? Estou feliz hoje e quero continuar assim. Quero pensar nas coisas boas que vieram daí. 

Logo que vendemos o carro eu comentei com marido: agora eu encontro as pessoas! Isso mesmo, por que andando pelas ruas do bairro, a todo momento encontramos pessoas queridas, mas com as quais não temos contato. Nos esbarramos em esquinas, tropeçamos na porta de uma loja, atravessamos no mesmo sinal, às vezes em sentidos opostos, mas o sorriso que trocamos é suficiente para iluminar o coração naquele momento. Lembramos e somos lembrados. O vidro filmado do carro e toda aquela ferragem colorida, nos oculta. Somos o automóvel e não mais o indivíduo. 

E era isso que eu queria falar. Queria contar que entendi o tal do fecha uma porta e abre uma janela. Basta estarmos dispostos a olhar do jeito certo: copo meio cheio ou meio vazio? 

Estas alegrias não me impedem de sonhar com um carro novo, que virá em breve, na hora certa. E claro que há momentos em que ser Polyanna é mais difícil, seja por TPM, por estresses do dia-a-dia, por restrições que nos acabam impostas, mas hoje meu copo está meio cheio, e meu coração está transbordando. E é assim que mais gosto de estar.

Então vamos lá, de sapato baixo e sorriso aberto, fortalecer as pernas e o coração!!! (Josi Stanger).*


Beijos a todos,
Tati.

* Eu pensei, pensei e não consegui encontrar A FRASE para finalizar minha postagem. Lancei de qualquer jeito, com uma pergunta retórica que não me agradou, mas queria postar logo e pronto. Aí, veio o primeiro comentário, da Josi, que eu adoro (e estava lendo e comentando enquanto ela me lia e comentava... ehhe) e AMEI como ela finalizou. Era tudo que eu queria concluir e faltaram ideias. Então, cara de pau, roubei! Mas honesta que sou, dei os créditos! Não conhece a Josi? Não sabe o que está perdendo... segue o link!

Mais beijos. FUI!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Chamada para Rio de Janeiro


Quem mora no Rio, e adjacências (Niterói é maioria, né?) levante a mão ou deixe um comentário!
Isso mesmo e não há qualquer discriminação. Na verdade, os demais estados também estão contemplados no convite, mas acho mais difícil que topem participar.
Qual é o assunto?


O encontro, esperadíssimo, dos blogueiros bonitos, bacanas, sacanas, dourados... e que não gostam de sinal fechado, dispostos a encontrarem-se em qualquer lugar, a qualquer hora, qualquer dia desses. 


Pois é, tudo está em aberto. Faço aqui a primeira chamada, materializando uma vontade de muitas. É algo que sempre comentamos, mas nunca sai dos comentários (entendeu o trocadilho? hã, hã).
Então? Quem se habilita? Quem tem sugestões a dar? Onde? Quando? Quem? Como? Por que? Ah, porque não, né? Isso a gente já sabe. Uma vontade louca de estreitar laços e ouvir gargalhadas com som e sem letras. Topam?
Aguardo manifestações, hein. 
Não me deixem só!!!!
As amigas de outros estados serão muito bem vindas, basta que habilitem-se a viajar. Será um enooorme prazer, tche, uai, bichin, cabra da peste, manô... 

Fui!!!
Beijos a todos,
Tati.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Temperatura aumentando...


... e nem é do aquecimento global que estou falando...
Pois é. Cheguei ontem, e ainda não deu para chegar aqui. Na verdade estou passando rapidinho para dizer que vou ficar mais uns dias afastada. Agradecer o carinho que recebi nestes dias de ausência, dizer que estou com saudade, que a viagem foi cansativa, mas ótima...

Só que quando cheguei o Bê caiu, com febre. Alguma virose louca destas de inverno... A saudade é muito grande também e quero ficar bem juntinho dos meus meninos. Ontem e hoje foram dias de muito carinho, só que não o suficiente. Corri aqui enquanto eles dormem, mas a noite promete!

Até segunda volto à ativa: visito, comento, posto... até lá, acho que continuaremos com saudades. Dá para entender, não é?

Beijos a todos, em breve volto com força total. Estou cheeeeia de histórias para contar!

Tati.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

EU VOU!!

Amigos,

Vim agradecer o carinho, dizer que tudo está resolvido e que irei viajar. Vou tentar agendar algumas postagens para esta semana. Não sei se terei acesso à internet de lá. Estarei no meio do mato. A sorte de tudo é que o evento é em um lindo Hotel Fazenda, e vou aproveitar para dar uma descansada, abraçar umas árvores, colocar o pé na terra, sentir cheiro de mato, cavalo, vaca,... Tem até búfalos! ... Coisas que AMO!!!
Não sei se dará muito tempo para lazer. Lembrem-se, estarei a trabalho, mas algum há de ter, né?

Na volta conto como foi. Minha postagem do Vida Simples será programada e com isso não conseguirei deixar comentário para a Milla, acho que não poderei participar do sorteio... paciência... fica para a próxima, mas já estou pensando no meu texto. Na volta, prometo atualizar as leituras e voltar para pertinho de vocês, pessoas que me cativaram e tornaram-se muuuuito importantes na minha vida.

Quanto ao Bê, senti que ele estava um pouco tenso, sem entender quando eu ia, quando eu voltava. Ele fica um pouco confuso e como já foi ao meu trabalho acha que estarei lá. Depois fica sem entender quando voltarei... Ficamos conversando ontem à noite, deixei ele falar, perguntar, questionar... Disse que sentirei saudades e que volto rapidinho. Combinei que farei uma folha (tipo calendário, com 4 dias) e que em cada dia colocarei um bombom, assim, quando acabarem os bombons ele ficará feliz, por que estou chegando! Contamos nos dedinhos e ele me pediu. "Ah, fica só três... Eu vou sentir saudades...". Ok, chorei, mas foi só de lagriminha que caiu do canto do olho... E ele ficou agitado e mais de 23h ainda não tinha conseguido pegar no sono (deitamos antes de 21h...).

Há um misto de emoções, mas a gente aguenta! É conquista, eu sei, e estou feliz ao mesmo tempo que sinto falta, mesmo antes de ir! Sei que a ida é sempre melhor, e que o caminho da volta parece uma eternidade... Sinal fechado parece engarrafamento de kms... Ai... a volta... ! Presentes na mala, cansaço, roupas e mais roupas sujas, abraços se coçando para sair dos meus braços para outros braços, para compartilhar calor... É isso!

Este fim de semana ainda tentarei dar uma passada por aqui. Hoje teve paralisação no meu trabalho e vou aproveitar para colocar a vida em dia, adiantar o que der, deixar tudo mais fácil para o Vi, começar a montar mala... Final de semana tem festa junina da escola nova e olimpíadas na escola velha, nem sei como operacionalizar o tempo, mas vamos conseguir, maratona já está virando o esporte da família. Vamos que vamos...

E quanto às cornetas, me recuso a falar o nome novo por que não quero intimidade com esse tipinho... tomara que lá seja proibido...  Rá!

Beijos a todos,

Tati.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Minha vida é verde

Já imaginava que em algum momento a cor escolhida pela Glorinha para a blogagem coletiva seria VERDE, na verdade eu desejava isso, por que é uma cor que amo. Mas quando aconteceu... deu BRANCO!
Como assim?! Em geral escrevo na própria terça ou quarta, mas agora já é sábado e eu... nada!
Então entendi por que. É que minha relação com esta cor é muito forte. Minha vida poderia ser pintada em nuances de verde. E aí ficou difícil escolher um fato ou momento ou emoção... Decidi então dar umas pinceladas em verde, para que vocês conheçam um pouquinho mais do meu mundo nesta tonalidade.

Meu guarda roupas é muito colorido, entretanto há um predomínio de verde e rosa (não sou mangueirense, hein. É só coincidência), mas as roupas favoritas são verdes. Meu vestido mais querido, e que por isso uso em ocasiões especiais, chegou a ser apelidado por meu chefe de "vestido da sorte"... hehehe. Depois dessa até deixei-o um tantinho mais no armário...

Quando fomos escolher as cores para o apartamento elegi o verde para uma parede da sala, o que faz toda a diferença no astral de nossa casa. É um verde lindo! O que não faz o menor sentido com o estofamento das cadeiras, herança da casa antiga, e que são azuis (por enquanto). Azul também são as paredes do quarto do Bê, lá, verdes são as cortinas e a colcha em alusão ao Ben 10. Como pode-se perceber (e os cariocas serão capazes de entender) moramos assim, numa espécie de Prezunic... Muito prazer!

Mas minha relação com o verde não é assim tão superficial... Já vem de longa data este namoro.

Verde é a cor da minha profissão. Aliás, não apenas da profissão, mas de toda a área de saúde. E o que eu faço? Sou Veterinária, mas não clínica, não me peçam ajuda nesta área que terei que consultar algum colega, com sorte um amigo... Minha área são as pessoas. Eu escolhi a Saúde Pública. E qual a sua cor? É verde!

Na minha festa de formatura usei um lindo vestido verde. Homenageando a carreira que abracei com todo meu amor (fico devendo a foto, não deu para escanear). Estava ali consagrando a realização de um sonho. Passei alguns períodos de mal, é verdade. Mas até entender que a veterinária que eu gosto de ser cuida de gente! E amo muuuito os animais, antes que alguém meta-se a questionar.

Verde é a paisagem que vejo de minha janela, e que me faz amar o lugar em que moro, com o visual de suas árvores e colinas.

Verde é a cor da cura, o trabalho a que me dediquei com muito amor nos tempos de trabalho no Centro. E me remete ao Reiki, que hoje não mais pratico, mas que me une ao meu marido, que abriu as portas da minha sensibilidade. Que me motiva e me alegra.

E é claro, como não posso deixar de dizer, verde me leva à natureza, berço da vida. Penso nos bosques onde levamos o Bê para passear e que ele chama de "natureza", mas não é apenas a estes lugares que a cor me remete. Me leva a pensar nas fazendas, na zona rural e em seu sofridos produtores. Também na natureza intocada. Lembro-me ainda de minha infância e das férias no interior de São Paulo, junto de meus primos. Do sapo (e este foi bem simpático) que eu e meu primo Dani catamos próximo ao milharal e colocamos para tomar banho na banheira de pé do quintal. E quase matamos nossas irmãs de susto!

Ah, verde que te quero verde. Verde dos meus temperos favoritos: salsa, cebolinha, manjericão, alho poró.

E me lembra, para finalizar, de um pequeno livrinho, de Inácio de Loyola Brandão, chamado Manifesto Verde, escrito na forma de uma carta emocionada a seus filhos. Li quando era criança, mas marcou-me profundamente. Sou, por este livrinho, tão preocupada com o meio ambiente. Com esta natureza verde que nos permite respirar, comer, beber, viver.

Verde é a cor da vida. E assim é a minha!

domingo, 2 de maio de 2010

O amor em gomos alaranjados

Esta semana a Glorinha do Café com bolo sugeriu a cor alaranjada para nossa brincadeira da Blogagem coletiva - Colorindo a vida (ou Seria Blogagem Colorida - Coletivando a Vida?).

Na própria terça-feira eu já sabia que meu tema seria minha fruta favorita, que não é laranja, mas alaranjada. E estamos na época: Eu sou louca por tangerinas.!!

Minha mãe também adora e conta que quando estava grávida de mim frequentava a casa de uns amigos que, sabendo de sua paixão, compravam uma quantidade enorme e eles ficavam batendo papo e comendo tangerinas até tarde. Vai ver vem daí minha paixão, por que quando como tangerinas não é só sabor, eu me sinto amada! Dá para entender isso?

Quando como tangerinas não gosto de dividir. Se tem mais alguém na casa eu levo uma para mim e outra para outra pessoa. Não é SÓ egoísmo, é que sou leerda para comer... tiro cada fiozinho, mordo no meio, tiro os caroços... levo uma eternidade em cada gomo. Aproveito o momento... Se divido, não chego no terceiro gomo e a tangerina já acabou! Por isso eu faço deste jeito.

Marido sabe o quanto amo esta fruta e, apesar de não ser chegado a arroubos românticos, gosta de me paparicar. Uma forma que ele tem de dizer que me ama é, a partir de abril (às vezes já em março) trazer uma sacola cheia delas para mim. Passa no hortifruti perto do trabalho e chega de noite com esta jóia. E lá se vão duas, três de uma só vez. Dispenso sorvete, chocolate e até o jantar. Tangerina é o que há! E dura tão pouco tempo... Não deveria ser fruta de estação. Por mim, seria o ano todo, mas talvez aí não tivesse tanta graça, né? Faz parte do ritual esperar "a época das tangerinas".

Então chegou o filhote em nossas vidas, e tangerina também é uma de suas frutas favoritas, mas sua maneira de lidar com elas é bem diferente. Ele não tira pelinhas dos gomos, devora vorazmente. Quando vamos comer juntos eu descasco a dele e entrego na mão, então descasco a minha e dou inicio ao ritual... Não chego na metade e já tenho companhia. E eu cedo, feliz por compartilharmos este gosto! Ser mãe nos ensina a ser menos egoístas, e só por isso já valeria!

As imagens são do google que aqui em casa tangerina ou se come ou se fotografa (adivinha o que escolhemos?)

Beijos com cheiro de tangerina,

Tati.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Uma caverna Wireless, por favor.


Estou muito determinada a manter esta visão positiva da vida. Estou confiante, alegre, decidida, entusiasmada! As adversidades não são mais capazes de me derrubar.

Claro que isso dura até a próxima TPM... quando o mundo deixará de me amar, os carrascos me perseguirão, minha vida não funcionará e nada dará certo para mim...

Como pode? Sou uma mulher moderna, bem resolvida, produtiva, inteligente, um cérebro pensante. Ou quase, por que na verdade quem manda neste ser são os hormônios... Eles conseguem me definir. Eu posso tomar a resolução que for, quando vai chegando aquela semana... Não tem reza forte que mude meus pensamentos...

Que horror!! Ao me dar conta disso, percebo que eu posso usar muito bem um computador, posso dividir tarefas domésticas com marido, posso engrossar o mercado de trabalho em uma função antes masculina, ou qualquer coisa que me defina como mulher do século XXI. Quando vou menstruar descubro que não há diferença daquela mulhosapiens de origem ... Sou guiada por "instintos" primitivos...

Então, já sabendo disso, tento marcar reuniões importantes e outras coisas para a semana boa, evitando a semana má. Sim, a vida se processa deste jeito: semana boa, semana mais ou menos, semana mais para menos e semana MÁ. Como não tenho toda essa autonomia sobre minha vida profissional (manda quem pode, obedece quem tem juízo, mesmo que de TPM), nem sempre consigo. Aliás, acho que há uma conspiração astral que coloca o calendário de eventos tensos e inadiáveis para esta semana. Adivinha quando cairá minha defesa?!

Sou apenas uma mulher das cavernas habitando um apartamento... moderníííssimo, por sinal!

Beijos felizes da semana mais feliz do mês!
Tati.

domingo, 25 de abril de 2010

Uma novela em ROXO


Coincidências: Esta história estava na prateleira para ser contada, esperava apenas o desfecho, que ainda não aconteceu, mas já era postagem certa. Por desabafo e por graça... Só que quando a Glorinha do Café com bolo sugeriu a cor Roxa percebi que era chegada a hora. Então, senta que lá vem a história...



Algumas empresas devem ter seu Atendimento ao Cliente dirigido por profissionais de circo (e não é dos malabaristas que estou falando...).


Pois bem. Material escolar do filhote este ano mudou. Ele já é um rapazinho e agora tem caixa de lápis de cor no estojo. Querendo colaborar com bons trabalhos, caprichamos! Compramos uma caixa dos ecolápis Faber Castell apagáveis. Sim, nos achamos... Puro luxo, eu achei! E a caixinha foi morar no ultra mega Power estojo do Ben 10.

Na semana das chuvas, quando ficamos ilhados em casa, Bê resolveu pintar com seus lindos lápis poderosos. – Ih, mãe, este está com problema... conserta? – o lápis em questão estava com o grafite solto em seu interior, como se fosse uma lapiseira sem ponto de aperto, então, quando ele tentava pintar, a ponta subia.





Liguei para o 0800. – Senhora, pode me informar qual a cor do lápis 
Roxo
Mas qual o número? 
Ué, não tem número
Senhora, vou estar procurando e... Ih, é... estes apagáveis não tem número, mas a senhora pode me informar a cor?
- Roxo
Compreendo, Senhora. Estaremos enviando este lápis para a senhora por sedex, junto com uma carta pré-paga, estaremos pedindo que nos retorne o lápis com defeito, para verificação.


Uma semana depois chega o sedex. Finalmente o lápis roxo voltará a habitar sua caixinha, tão tristonha e vazia nestes dias... mas...




Surpresa! O lápis que veio na caixa era ROSA!! Como assim?! Rosa nós já temos, o que nos falta é o roxo... Toca ligar novamente para 0800:





- Senhora, estaremos enviando novamente o lápis roxo. Peço que retorne, no envelope, o lápis com defeito e o rosa, por favor.


Desliguei dando risada. Nossa!! Eles estão fazendo questão do lápis rosa de volta. Ao invés de pedirem desculpas pela falha, agem como se eu estivesse roubando os lápis deles... Que desaforo da Faber Castell! Quase comprei caixinha nova, completa, para não causar mais prejuízos à sofrida empresa!

Mais uma semana e nova caixinha de sedex. Fui até a administração do condomínio com filhote, todo feliz, buscar seu lápis roxo. Abrimos a caixa e... Sim! Um lápis roxo! Mas... ops... Não era apagável! Não fazia parte da caixinha do meu filho!



Seta vermelha no lápis com defeito

Ai, não acredito, ligar mais uma vez para 0800! Que grande trapalhada!
- Senhora, nem sei como estar te pedindo desculpas. Estou com a caixa nas minhas mãos e vejo que tem apenas UM lápis roxo (dãh...), estarei enviando neste momento e, para nos desculpar do problema a senhora não precisa mandar estes lápis de volta. Mande apenas o com defeito, fique com os demais!

Liguei para o marido aflita: - Marido, acho que causamos a falência da Faber Castell!! E agora? Como conviverei com a culpa de desfalcá-los em 3 lápis?


E não falo isso pelo custo não. Nunca quis me favorecer de situação nenhuma, 0800 é direito e só é procurado (ou só deve ser) quando há falha no controle de qualidade da empresa. Ainda assim, o atendimento ao cliente perdeu uma grande oportunidade de melhorar o relacionamento com uma consumidora insatisfeita, que estava diante de uma falha técnica. Ao invés disso o que fazem? Me deixam mais chateada... mais descrente na empresa e em sua política de atendimento. Não sei se vale à pena pagar mais caro por uma caixa de lápis deles do que por uma baratinha que vende em qualquer lugar. Afinal, se falhar, você já esperava isso... 

Estou realmente muito decepcionada. Sairia mais barato, e mais simpático para eles, me mandar uma caixinha, com um belo pedido de desculpas por escrito, logo na primeira vez. Ou exigir o retorno dos dois lápis fora de contexto ainda assim... Afinal, que tipo de compensação é essa?

Vou te dizer... é muito despreparo! Fiquei ROXA de raiva!!!! E continuo aguardando o fim da novela...


Beijos a todos. 
Tati

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Sobre a rebeldia

Meus pensamentos andam tão confusos que nem meus cabelos querem mais morar em minha cabeça e andam preferindo a escuridão do saco do aspirador de pó.
Ou eu me acalmo e melhoro ou andarei sem a companhia da cabeleira que amo e que me caracteriza desde que me entendo por gente.
Como irei ocultar minha fragilidade e enorme timidez sem o véu há anos cultivado?
Será que algum soldado capilar sobrevive até 19 de maio?
Até lá: coque neles!
Beijos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

As oportunidades que não agradecemos


Sabe aquelas coisas que acontecem em nossas vidas e parecem problemas? Muitas vezes elas estão nos salvando. Quase nunca temos a oportunidade de descobrir isso. Poucos são aqueles que não embarcam no avião que irá cair, ou que são poupados de situações que vão virar notícias e aí sim, saberão que foram agraciados.
Nem sempre são situações tão graves assim, mas elas ocorrem aos montes em nosso dia a dia e nem nos damos conta. E reclamamos delas ainda!
Vou contar uma que tem data certa. Não há como esquecer.
Estávamos na casa de minha mãe. Tivemos uma reunião e buscávamos o Bê. Era uma terça-feira, quase 10h da noite. Então, quando já no portão, a fechadura caiu na mão de meu marido. Como deixar a casa de minha mãe com o portão escancarado a noite inteira? À luz de lanterna, com muito custo, meu marido conseguiu recolocar a fechadura. Eu, que sou uma mal-humorada e detesto contratempos, fiquei dali, reclamando da sorte. Louca para chegar em casa, carregada de bolsa, mochila, criança dormindo no colo...
Tarefa cumprida, fomos para casa, que é relativamente perto. Quando estávamos na entrada de nosso prédio, faltou luz. Tivemos que subir 9 lances de escada. Que azar, né?
Era o dia 10 de novembro do ano passado. Dia do apagão que deixou nosso país às escuras por mais de 6 horas.
E onde está a oportunidade a se agradecer? Se não fosse a fechadura caindo nas mãos de meu marido teríamos ficado presos no elevador. É ou não é para agradecer?
Agora tento me lembrar desta história, e de tantas que nos contam, e reagir positivamente aos imprevistos. Tem dias que esqueço disso, é bom estar sempre me lembrando!
Um beijo a todos,
Que o acaso continue nos protegendo enquanto andamos distraídos...
Tati.