Por que há questões que são melhor respondidas com novas indagações!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O sonho da casa própria

Queridos,

Ontem, quando me referi a mudar, não me referia ao estilo da escrita, nem à casa em que moro, mas à minha maneira de me colocar no mundo. E isso diz respeito a tudo, não apenas ao escrever. Como diz minha amiga Alê, "fundo do poço de escorpiana tem mola", por que a gente usa as quedas para refletir e sai fortalecida. Era neste clima que eu estava ontem.

Eu gosto, de verdade, de ler o que escrevo. É algo que me dá prazer, e não fingirei essa tal falsa modéstia, que acho um orgulho disfarçado de humildade. Gosto e pronto! Nem saberia como mudar meu jeito de escrever, eu não escrevo pensando no que vem depois, posso até ajustar, depois de escrito, adequar uma ou outra palavra, uma ou outra construção de período, entretanto nesta hora o texto já se fez. 

O que eu estou fazendo é refletir sobre minha colocação no mundo. Quando eu disse que meu pé era pequeno para o sapato, não falava em talento. Falava em ser criança. Pois é, prestes a fazer 35 anos eu me sinto criança! Isso é bom por um lado, eu dou ouvido aos meu sentimentos e vontades, eu olho com curiosidade para o corriqueiro. Também tem seu lado ruim, eu não assumo a vida adulta da maneira como deve ser. Não entendo muito este deve ser. Sobrecarrego o Vi com as questões práticas da vida, enquanto eu sonho. Estou sempre em busca desta vida idealizada. Sou assim desde que me entendo por gente. Eu gosto de ser assim, e se pudesse, seria sempre. Mas onde fica a responsabilidade? 

Na verdade não quero me aprofundar neste assunto, que está sendo pensado ainda. Quando algo acontece na minha vida eu uso como tela para meus novos quadros, é o que estou fazendo agora, a imagem ainda não aparece por completo, estou estudando, por isso não entrarei em detalhes. 

O que quero contar para vocês é que algumas pequenas mudanças já começam a acontecer, e quero compartilhar, por que pode ser a vontade de muitos. O Perguntas em resposta já não é mais mutuário do blogspot, quer dizer é, mas tem casa própria! Nós vamos dominar o mundo!! O Vi tinha me dito que era coisa simples. Achei que era mais complexo, vou contando conforme for acontecendo. Sabe quanto custa o registro do domínio, por ano? R$ 14,90. Isso mesmo! E nenhum custo adicional. Até amanhã imagino fazer a migração, diz em um dos tutoriais que eu li que no primeiro ou nos 2 primeiros dias as pessoas podem ter dificuldade de acesso, depois volta ao normal. Posso pedir a paciência de vocês? Dando certo eu conto tim tim por tim tim, assim quem quiser fazer, mas tem medo, poderá segurar na minha mão, que eu puxo! Eu registrei o domínio pelo UOLhost. Até agora estou achando muito simples. Faltam pequenos ajustes. Ele simplesmente redireciona o endereço para o blog, não tenho que mudar nada! O blog deixará de ser tatvet, que não faz o menor sentido, e será perguntasemresposta.com. Estou bem feliz com isso. 

Tinha uma forma de fazer direto pelo blogspot, eu fui ler as milhares de letrinhas miúdas e achei o contrato meio estranho. O google se sentia no direito de colocar propagandas onde bem entendesse, mudar meu blog à vontade, mexer no que quisesse, eu tinha direito de dizer Sim, senhor! Tô fora! Fala sério. Adoro que meu blog seja enxuto e não tenho a menor intenção de mudar isso. Odeio barulho, lembra? Poluição visual, para mim, é barulho! Pode até melhorar a visibilidade em mecanismos de busca, ainda assim acho que não vale o preço.

Então era isso, quero agradecer muito, muito muito o carinho de todos. Ontem me fez muito bem. A Gi, do Bordados e Retalhos me colocou lá na sua série dos bebês fofos, e falou palavras lindas. Hoje quem está posando de bochechas rechonchudas é a querida Isa, do Tantos Caminhos. Vale conferir. A Gi conseguiu abrir minha torneirinha, aquela que eu tinha travado. Chorei tudo! Fiquei bem mais leve. Hoje estou pronta para o novo. O levantar e sacudir a poeira já foi, agora é a volta por cima! E não precisarei vender a alma ao diabo para isso. Posso continuar minha caminhada sendo como sou, sei que estou muito bem acompanhada. Vocês não existem sabia? Ou melhor, existem, e moram no meu coração.

OBRIGADAAAAAAAAAAA!

Beijos a todos,
Tati.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ainda não chegou minha vez

Amigos,

Desculpem. Ontem não dava para escrever uma linha. Aliás, ontem não dava para chegar perto do computador.
É... não foi desta vez, não ganhei. E vendo o vencedor entendi minha ingenuidade em achar que tinha chance. O blog vencedor é enorme e profissional. Me senti uma criança andando pela casa com roupas da mãe e se sentindo grande por que passou batom e usa salto alto, muitos números maior que seu pequeno pezinho...

Meu sonho não morreu, entendi algumas coisas, preciso pensar em outras tantas. Sou uma amadora ainda, há muito o que amadurecer, formar, preparar antes de buscar o livro. Tenho outras coisas para contar, quero ainda agradecer, agradecer muito, infinitas vezes aos amigos que apostaram em mim, que escreveram aquelas palavras loucas para votar, que estavam na torcida. Voltarei melhor amanhã, ou até hoje mesmo, não sei.

Eu estou bem. Apesar de tudo foi um dia de sorte, como levamos o Bê para fazer um exame no início da tarde, o Vi estava ao meu lado quando li o resultado e pude chorar abraçadinha com meu amor, nem chorei muito, viu Macá. Aproveitamos a tarde e vimos Nosso Lar, o que me deu um conforto a mais. Claro que ainda estou pensando no que poderia ter sido. Não sei de onde vem esta certeza, nesta hora penso no que ainda será. Estou bem, de verdade. Triste, claro, mas bem.

O vencedor é um blog imenso, de um especialista em marketing de mídias digitais, difícil competir. Eu sou uma menina brejeira que conto coisas minhas, pessoais, meus achismos. Olhando do ponto de vista editorial, realmente não tem muito apelo. E para que uma editora publica um livro se não for para vender? Vou me reestruturar, crescer. Sim, é preciso se profissionalizar. Se quero me tornar escritora, o caminho é outro, que ainda não sei bem. Hoje eu preciso pensar. Me dedicar ao meu trabalho, que é real, concreto, presente, e pensar no que desejo para o futuro. Voltarei em breve com um texto mais coerente, hoje ainda estou um pouco anestesiada. Coloquei uma música que gosto muito, desculpe aí quem não gosta de Jorge Vercilo, eu adoro e não tenho a menor vergonha de assumir. Esta música é a primeira que penso em momentos assim. O sol sempre aparece, mesmo que entre nuvens, aparece e ilumina um novo dia. Bom dia!

Não posso finalizar sem dizer, mais uma vez, e de todo o coração: Obrigada!

Um beijo a todos,
Tati.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Um presente de aniversário para o Natal

Bom dia amigos,

Hoje a postagem é um presente de aniversário para minha querida amiga Bonfa. Diferente e inusitado como ela gosta que as coisas sejam! Fiquei pensando nas coisas que já fiz e esta é uma das que mais me orgulho. Não fiz sozinha, marido teve participação mais do que ativa. Eu invento as modas e ele, bom companheiro que é, embarca!

Vamos ao presente?

Tem uns anos, recebi uma mensagem de Natal sobre a árvore dos amigos. Conhecem? Começa assim: 
"Quisera Senhor, neste Natal, armar uma árvore dentro do meu coração e nela pendurar, em vez de presentes, os nomes de todos os meus amigos!"

No ano seguinte a mensagem ainda estava em mim. Fiquei pensando de que maneira podia concretizar aquilo. Eu queria meus amigos pendurados na árvore!

Foi então que surgiu a ideia da caixinha. Aos poucos foi tomando forma. Como quebramos a cabeça para chegar ao formato final! Fui até uma loja que vendia embalagens, escolhi o modelo mais próximo daquilo que eu desejava. Levamos para casa, abrimos a caixa, escaneamos. Marido jogou para o Corel e foi modificando-a como desejávamos. Ao mesmo tempo eu fui selecionando as fotos e montando no photoshop. Uma foto 10x15 abriga 6 imagens para caixinha. Cada foto tem 4 cm, centralizada num espaço de 5 cm. Tem que ter esse 0,5 de margem para cada lado, que é a base onde colamos a foto na caixa.

Deu um trabalho monstro! A gente ajustava ao que parecia o ideal, imprimia numa folha A4, recortava, colava, verificava as falhas, voltava para o Corel. Entendam que vocês estão falando com curiosos amadores e não com profissionais da design.

Compramos papel cartão e cortamos em 6, num tamanho semelhante ao A4. Escolhemos, para nossa árvore, a cor ouro velho, você pode fazer da cor que desejar. Imprimimos o molde no verso do papel cartão, recortamos, montamos. A janelinha onde inserimos a foto deve ser recortada, com estilete, por último. Isso depois de já terem sido marcadas as dobras. Eu marquei dobrando a folha sobre uma régua de metal. Isso por que senão ela fica flácida e rasga com facilidade. Colamos as fotos no verso. Depois de seco, recheamos com ráfia de celofane e dois bombons em formato de coração, que compramos prontos.

E para o buraquinho onde passa a fita? Estávamos quebrando a cabeça quando fomos almoçar na minha sogra. Ela é a rainha do artesanato e estava envolvida na confecção de umas bolsas, usando um furador de cintos para marcar a entrada da linha. Opa! Era tudo que precisávamos! Roubamos pegamos emprestado e só devolvemos depois do Natal. Hoje existem furadores fofíssimos usados para scrap que, acredito, se aplicam perfeitamente. 

 Passamos um fitilho por dentro e penduramos na árvore. Eu amei o resultado. Fez muito sucesso, ainda mais quando os amigos e parentes chegavam e viam-se representados ali. Era emocionante! Até hoje fico muito feliz quando chego na casa de alguém e vejo nossas caixinhas. Algumas ficam guardadas e ornam as árvores da família, outras estão sobre estantes, armários, prateleiras. É sempre um prazer!

Onde erramos? Nós fizemos como lembrança, no lugar do cartão. Com isso, cada amigo que passava em casa levava sua caixinha. No dia do Natal a árvore estava pelada, coitada! Restavam poucas caixinhas. Tive que correr e preenche-la com as bolinhas e enfeites do ano anterior.

Este ano pretendemos fazer novamente, só que desta vez não será mais uma árvore de amigos. Será uma árvore de momentos, com fotos que queremos eternizar, por que são lembranças felizes, seja com amigos, seja só entre nós. 

Esta é minha homenagem singela a uma amiga querida e muito criativa, que inventa modas interessantíssimas. Não tenho fotos de passo a passo por que não tenho o hábito de fotografá-los e já fazem alguns anos. Parece que está cedo para falar nisso? Da outra vez começamos em agosto, e quase não dá tempo de finalizarmos para o Natal. É por que perdemos muito tempo ajustando a caixinha. Se quiser fazer na sua casa eu disponibilizo os moldes, tanto da caixa como da foto, basta solicitar que eu envio. Aqui coloquei as imagens reduzidas para não ficar tão pesado.

Bonfa querida, FELIZ ANIVERSÁRIO!!! Que seu dia seja repleto de ideias criativas e presenças carinhosas.


Se você gosta de coisas criativas, diferentes, interessantes, boas ideias, e descritas de uma forma mais  completa e profissional, então corre até o Casos e Coisas da Bonfa. Ela sim sabe como fazer estas coisas, e hoje está de aniversário! 

Um beijo,
Tati.









domingo, 26 de setembro de 2010

Bê-a-bá das eleições



Bê assistindo horário eleitoral "caduco", como diz Clara Gomes, pelos seus Bichinhos de Jardim. Sentei a seu lado e ele me diz:
- Mãe, vota 28?
- Por que isso, filho?
- Por que eu achei bom, mãe. Vota?
- Filho, eleição não é assim, só por que um político aparece pedindo, a gente vota. Tem que ler o que ele já fez de bom (?), o que fez de ruim e só depois escolher. Escolher com consciência.
- Então mãe. Eu já escolhi. Vota nele.
- E por que você escolheu ele, filho?
- Por causa da segurança que ele falou. (!?)
Ok, não entendi muito bem esta parte da segurança não. Não sei se ele falou EM segurança ou COM segurança. Segurança é assunto sério aqui em casa, por que quando o Bê começou a implicar com o cinto do carro, nosso argumento era esse: "Filho, é para sua segurança!". E ele absorveu muito bem, e não anda de jeito nenhum sem cinto.

Agora, Levy Fidelis? Fala sério? Sabe quem é não? Também não sabia. Lancei no google e descobri  o nome, depois lancei no youtube e encontrei esta pérola. Veja como a vaidade dele é tanta que nem percebe o deboche... Como alguém pode ser assim? E pelo que entendi, ele é favorável à criação da bomba atômica brasileira. Será que era sobre esta segurança que o Bê falava?

Ai Jisus... Ainda bem que Bernardo eleitor só daqui há 12 anos. Até lá espero que ele aprenda algumas coisinhas... Fiquem com o circo do Levy. Realmente, como disse o Ruy Castro, caso não caísse por terra o decreto non sense sobre liberdade de expressão, eles seriam os comediantes de plantão.
Eu até daria risada se não me deixasse tão assustada.



Me despeço desejando que o futuro do Brasil seja melhor do que Zorra Total...
Beijos a todos,
Tati.

sábado, 25 de setembro de 2010

Acreditando no sonho


Imagem do google
Hoje o que eu sinto é sem palavras. Está na canção!

If I can see it, then I can do it

If I just believe it, there's nothing to it



I believe I can fly
I believe I can touch the sky
I think about it every night and day
Spread my wings and fly away
I believe I can soar
I see me running through that open door
I believe I can fly
I believe I can fly
I believe I can fly



Um ótimo final de semana a quem passar por aqui. 

Beijos a todos,
Tati.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Meus 7 sins da moda

Quando fizemos nossos nãos da moda, deu uma sensação de sermos ranzinzas, de não gostar de nada. Então a Gi, do Bordados e Retalhos teve uma ótima ideia, de apresentarmos nossos sins. Ela me indicou e até agora eu não tinha parado para fazer os meus. Hoje estou no pique! Como diz a Mila, o bichinho blogador me mordeu. Estou agitada, o resultado do BlogBooks foi adiado, tem horas que acho que deu, tem horas que acho que não deu... Todo mundo me diz para relaxar e entregar nas mãos... Mas eu não CONSIGOOOOO!!!

Ok, estou melhor... obrigada pelo copo de água. hehehehe

Tá, e cadê meus sins da moda? Vamos lá?

Eu já falei que sou apaixonada por vestidos, lembra? E que minha paixão é tanta que enlouqueci e faço coleção de modelos que desfilam pela internet. Se tivesse que dizer meu único SIM à moda, seriam vestidos, em muitas de suas possibilidades. Alguns eu tenho, outros não. São apenas coisas que eu gosto e desejo, babo de vontade, até sonho (dormindo ou acordada...).

Clique que aumenta
1- KARI: O mais mais de todos. E este eu tenho um! Ganhei no Natal, um dos melhores presentes que meus pais podiam me dar. Conhece? Se você é mulher, precisa ter um! É um tecido que vira vários vestidos, saia, uma capinha que esqueci o nome chique que se dá... Vem com um DVD ensinando várias possibilidades de amarração. Para terem uma ideia, usei o meu no Natal, como vestido. E fiz o maior sucesso! No ano novo, usei como saia, usando a estampa do outro lado. Era uma roupa completamente diferente! É o máximo!!! Link no final.

 
2- TRENCH COAT: Este ainda é objeto de desejo. Eu comprei um "quase", por que nem é tão quentinho. Quero um de lã, o meu é meia estação. Dá uma amenizada no enooorme desejo que tenho de um destes. Pelo menos por enquanto. Ok, quando se mora no Rio um casacão destes não é bem um artigo de primeira necessidade. E quando eu estiver viajando o mundo? Hein? hein? Então, está chegando a hora!! hehehe Este eu coloquei duas fotos, por que a paixão é muito grande e eu queria um de cada cor das que estão aí em cima. O meu é pretinho, o tal do básico...

3- JEANS E CAMISETA: Este é meu uniforme básico. E adoro. Não tem erro, vai bem com tudo, vou assim a quase todos os lugares. Ideal para dias de TPM, de pressa, de vontade de priorizar o conforto. Quando quero incrementar capricho nos acessórios, produzo um pouco melhor cabelos, sapatos e voilá! Estou pronta para tudo e quase qualquer coisa. É bom demais!!!
4- SORRISO LARGO: Como dizia Madre Teresa, é a forma mais rápida e eficaz de melhorar nossa aparência. Eu concordo e adoto!

5- ÓCULOS GRANDÃO, ESTILO CORUJA:  Será que é por que sou uma mãe deste tipo? Ah, sei lá. O que sei é que AMO este tipo de óculos. De preferência marrons e inteiros, claro. 

6- SAPATOS VERMELHOS: Na verdade, como toda mulher que se preze, sou louca por sapatos. Sou capaz de passar um tempo precioso apreciando uma vitrine. E comprar sapatos me dá orgasmos! kkkk AMO MUITO! De um modo geral sou controlada para comprar, como disse a Cynthia uma vez, (eu adotei a frase para mim) sou pão-dura, mais dura do que pão. Uma vez, fui ao shopping com amiga-espelho-Alê, me apaixonei por uma sandália plataforma (nem são minhas preferidas), vermelha, com uma fivelinha em strass. A coisa mais linda, com um preço tão salgado quanto sua beleza. Namorei, desfilei, pensei e me despedi. Levo como amor platônico para toda a vida! Desta vez me arrependi de não atender meus apelos consumistas... 

7- BOAS COMPANHIAS: Se o sorriso é a forma mais rápida e eficaz de melhorar nossa aparência, estando com quem amamos isso fica bem mais fácil. Não tem como eu me sentir mais bonita e "na moda" do que ao lado destes dois! 

Tá, amigos, sei que não falei tanto de moda como poderia supor. Moda é isso, não é? Meu jeito é assim!  Para encerrar, coloco uma foto minha, com meu Kari, ao lado de uma mulherada que eu AMO. A de gorrinho do Papai Noel entende tudo de moda, na dúvida, perguntem a ela.

E você? Diz sim à moda? Conta aí para a gente...

Beijos a todos,
Tati.

Tô feedida?

Que pergunta estranha, não?
Pois é. Outro dia a Roberta, do Mix, Cultura, Informação e Arte escreveu um comentário que me deixou muito cabreira:
Perguntou se eu não feed para assinar.

Como assim? Mandei um e-mail e fiquei aguardando, antes tomei um banho demorado (desculpe aí, água do planeta...), caprichei no perfume, não economizei no desodorante, leave-in com aroma muito agradável no cabelo... E esperei, até o outro dia quando recebi a resposta:


"Tati, feed é um mecanismo onde pessoas se inscrevem para rceberem a atualização de seu blog no e-mail.



Você se inscreve num programa chamado feed burner. (...)"


Ah... Então é isso? Ok. Obrigada Roberta! Fui lá no feed burner que não tem cheiro de nada, me inscrevi e... Nada aconteceu! Será que não entendi alguma etapa? 


Acho que o problema é que estou mais para toupeira que para gambá... Peço agora, aos amigos menos lesados que eu: Me ensinem o que eu faço depois? Por que eu feed sim, eu feed muito, vocês só não sentiram por que eu não sei o que fiz de errado... 

Aguardo ajuda de uma alma caridosa, ou várias! hehehe

Beijos a todos, caprichados na colônia almiscarada,
Tati.


P.S.: Acabei de saber, no blog do BlogBooks, que o resultado foi adiado para dia 28. Acho que vou explodir!!! Alta ansiedade... E eu que morro de medo de tarja preta e nunca usei nem um calmantezinho que seja em minha vida. Maracujina não é calmante, é? Pode? Em litros? Socoooooorro!!!


Mais beijos.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

EXTRA! EXTRA! Cabra Cega

Queridos,

Ontem, nasceu o primeiro filho, de uma série de muitos, da minha amiga parideira, ops... escritora! hehehe Isso mesmo! Para quem conhece, e também para quem não conhece (e precisa saber o que estava perdendo), a doce She, do Cantinho She, escreveu seu primeiro romance. 

Estou muito feliz e orgulhosa de minha amiga querida, que é talentosa, simpática, de uma humildade sem palavras. Jornalista das boas, estava quietinha fazia um tempo, só escrevendo seu livro. Que tinha um prazo de honra: Ser finalizado antes de seu aniversário. E disciplinada que só, ela conseguiu!!!! Estou feliz demais, parece até que o livro é meu. E não é que é? Já comprei meu exemplar, estou apenas aguardando chegar (leva em torno de 5 dias, por que é confeccionado sob demanda).

Amiga, tratarei seu filho com muito carinho. Preciso confessar, não vejo a hora de devorá-lo! Sim, sei que é este tipo de livro. Uma história de arrepiar, daquelas que não dará para desgrudar. Tem um pedacinho do primeiro capítulo que dá para ler, no site de vendas, e eu já fiquei super curiosa. Qual o mistério deste casal? Por que Gustavo não deixa Clara conversar com ninguém? Por que se mudaram no meio da madrugada? Alta ansiedade para conhecer toda a história!

Eu, como fã sem carteirinha, nem por isso menos fã (confeccionarei a tal carteirinha, está bem?), convido a todos: O link para conhecer o livro, com sua sinopse, e comprá-lo, está aqui. É fácil e simples. Estará também, de forma permanente, na barra lateral do blog, facilitando o acesso.

Como eu disse acima, o livro é impresso sob demanda. Isso dificulta a tal da noite de autógrafos. Quem gosta da She como eu não pode imaginar nossa amiga sem este regalo em sua primeira obra, não é? E claro, oportunidade para nos reunirmos e celebrarmos. Qual a minha ideia? Podemos comprar nossos livros. Então, marcamos uma data e realizamos o evento. Eu me ofereço para isso (quem me ajuda?), por que adooooro mesmo e não disfarço que gosto, e por que tenho certeza que a She merece este carinho e apoio.

Então vamos, povo. Quem está no Rio; no Brasil e pode vir ao Rio; fora do Brasil, planejando férias... Vamos encomendar nossos livros e marcar esta linda noite de autógrafos? Quero ver a She gastar seu pulso, curado às custas de muita fisioterapia, esforço, dedicação em tantas e tantas assinaturas. E aí, She? Topa?

Se você ainda tem dúvidas de onde encontrar o livro, segue aqui, mais uma vez e de forma BEM explícita, o link:
O que não podemos é deixar de prestigiar, não acha?

Parabéns, amiga!! Estou mega orgulhosa de você!

Beijos a todos,
Tati.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

De alhos a bugalhos

Mudando completamente de assunto. Queria apresentar a vocês uns gatinhos que eu conheci e me apaixonei.
Eles também são finalistas do Blogbooks, só que na categoria quadrinhos, óbvio.
Eu fiquei encantada, por que sou louca por gatos e tive/pertenci a uma por 15 anos. Eu lia os quadrinhos e parecia retratar minha Florzinha. Ou seja, eles sabem mesmo retratar a alma dos gatos, e o fazem de forma muito divertida.
Então, para os amantes de felinos, apresento os GeekCats. Não são lindos?

Acho que até amanhã estou de volta. As palavras já se ordenam dentro de mim, capitão Frase está colocando ordem no alfabeto!

  Mais aqui: http://geekcats.com/br/

Beijos a todos,
Tati.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fui ali, me perdoar, e já volto!

Oi amigos,

Hoje é uma postagem diferente. Estes dias não estou muito bem. A situação experimentada na última quinta ainda me machuca. Preciso colar alguns caquinhos, e escrever tornou-se um pouco mais difícil. Como sei que criei um padrão de atualizações diárias, e sei que tem amigos que passam por aqui, aguardando por isso, achei por bem avisar. Vou tirar uns dias para pensar, me reestruturar. Não entendo por que destemperei como fiz. O motivo talvez não seja assim tão intenso quanto estou pintando, marido acha que estou "pintando o diabo mais feio do que parece" ou "fazendo tempestade em copo d´água". Até acho que ele está certo, porém da mesma maneira intensa que sinto alegria, sinto tristeza. E ainda estou envergonhada pelo que aconteceu.

Como é algo que interfere com o blog, me sinto tirando casquinha de machucado cada vez que passo aqui. Atendi ao que estava combinado (e foi uma semana repleta), então fiz todos os textos que vocês leram desde lá: O anúncio de finalista do BlogBooks, o texto da Coletiva de sentimentos, a notícia do Bonfa Convida e a postagem de aniversário da Glorinha. Querem saber? Nunca me senti tão sem naturalidade para escrever como nestes dias. Parece que voltei lá ao início do blog, quando eu temia julgamentos, ser mal vista, sei lá. É como se o tempo todo tivesse que me justificar. Acho isso um pé no saco! (sorry o termo chulo).

Já entendi uma coisa sobre perdão e relacionamentos. Perdoar quem não nos é tão importante, pode até ser fácil e a gente segue em frente, mas para que o relacionamento se mantenha, a relação precisa ser maior do que a ofensa. E aqui no blog criamos relacionamentos muito rápido, e com pouca história, pouca vivência. Nunca olhamos nos olhos uns dos outros (salvo raras exceções e encontros), não conhecemos tom de voz, nem sabemos quem somos exatamente, a não ser pelas palavras. Não vivemos histórias em comum que solidifiquem, sustentem a relação. Ela se quebra com facilidade, e pode ser bem difícil retomá-la. Quando o desculpe, assim como o está desculpada saem por escrito eles podem ser verdadeiros, sentidos, ou apenas palavras soltas. Como saber?  E como a relação é muito frágil, pode ser rompida sem volta. Isso eu não sei. E não quero mais falar neste assunto. 

Para não me tornar chata, repetitiva, uma destas pessoas que parecem rastejar em busca de perdão, (Eu não sou assim MESMO!) vou ficar na minha por uns dias, me entender, me perdoar. 

Neste momento o perdão que me interessa é o meu. É estar bem comigo. Saber que errei, que sou falível, que refletirei para evitar novos deslizes. Estou em busca apenas disso. E isso só posso ter comigo. Será então uma semana daquele tipo, lua de mel de reconciliação, do tipo que tantos casais experimentam, sabe? Só que minha lua de mel é interior. No casamento vai tudo bem, obrigada!

Voltarei me amando mais, de preferência com boas histórias sobre outros assuntos. Para isso estarei com amigos do lado de cá, aqueles que conhecem meu sorriso e meu olhar. 

Desculpem a ausência forçada. Espero que entendam a necessidade que me assola. Não deixarei de visitar blogs amigos, só não pretendo publicar textos por estes dias, nem estar tão presente como costumo ser. Quantos dias? Não sei. Até me sentir à vontade de novo por aqui. Que seja rápido então, né?

Beijos a todos,
Tati.

sábado, 18 de setembro de 2010

Feliz aniversário, amiga querida!


Hoje eu queria te dar um abraço beeem apertado, te olhar nos olhos, sorrindo e dizer que sinto orgulho de ser sua amiga;
Confessar que fico inflada quando você diz que se parece comigo, por que te admiro muito! Admiro sua maneira destrambelhada, que é parecida com a minha, e me divirto com nosso jogo de comentários repletos de identificação. Solto uma gargalhada nestas ocasiões, te imagino fazendo o mesmo do outro lado.
Você é linda e autêntica e amo a maneira como junta palavras, enchendo-as de alma, de vida. Admiro demais o seu talento e sonho em vê-la autora de muitos livros, celebrada, reconhecida. Aclamada por crítica e público. Este é o seu destino.
Hoje rezo para minha amiga atéia, para que seu dia seja rodeado de flores, que o som seja de uma orquestra de pássaros afinados, que o abraço acolhedor da família te envolva, que não faltem palavras e gargalhadas de amigos.
Que em sua vida sempre haja espaço para o sonho, para a fantasia, a reflexão, a graça!
Eu tenho muito a dizer, tanto a te agradecer, foi nas esquinas do seu café com bolo que meu blog desabrochou, e tenho certeza, muitos outros também. Nas brincadeiras propostas por você perdi o medo de me expor, de falar de sentimentos e daquilo que me vinha na alma. Nestes caminhos fiz tantos amigos... você divide o bolo, e isso é pura generosidade! Obrigada por tudo, amiga. Tomar café com Glorinha é sempre um momento de intensa felicidade.
Você é especial para mim!

Um grande beijo com muito carinho.
FELIZ ANIVERSÁRIO AMIGA ALMA GÊMEA!!!!!!

Um beijo,
Tati.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Estou na casa ao lado

Amigos, 

Quis deixar o texto para escrever na hora, apesar de já saber disso há duas semanas. É que queria escrever no calor da emoção. Só que vou dizer, hoje é emoção demais para mim!!!

Sabe aquele blog que você se apaixona à primeira vista? Por que é lindo, por que tem conteúdo, por que.. por que... Então da primeira vez que você entra, você lê uma porção de postagens, ama uma porção de coisas, namora fotos, ideias, viagens; admira  criatividade e bom gosto, e resolve deixar um comentário tímido? E então esta pessoa, de um blog grandão, cheio de seguidores, retorna quase imediatamente ao seu blog, seu texto (não deixa mensagem genérica de agradecimento), é extremamente gentil e passa a ser sua seguidora (detesto este termo)? Então, eu vivi esta história com a Bonfa.

Cheguei até ela por um pedido da Margaret, que estava participando de um dos muitos concursos que a Kátia Bonfadini promove, e que são sempre muito criativos. Aliás, criatividade é com ela mesma! E capricho, muito capricho!

Eu me apaixonei primeiro pelo Casos e Coisas e na sequência, pela própria Bonfa. Ela é uma fofa! Se você não a conhece, não sabe o que está perdendo. Ela estava envolvida naquele concurso que ganhei, lembra, do dia dos pais, junto com a Mari?

Um dia, há pouco tempo atrás, eu decidi me tornar mais ousada. Fiz alguns movimentos, inclusive pedir votos por aqui, e deu certo. Então resolvi me arriscar mais um pouquinho. É que a Bonfa tem uma coluna às sextas, que chama Bonfa Convida. Eu, abusadinha que só, escrevi para ela pedindo que me convidasse. Eu queria muito ser recebida por esta grande anfitriã. Enviei o e-mail e... me arrependi! Que audácia! Que abuso! Como peço para entrar na festa dos outros? Não recebeu educação em casa, não? 

Não é que a fofa da Bonfa me responde dizendo que adorou a ideia? Me deixando super à vontade para escrever sobre o que falar? Então, de comum acordo, acabamos optando por reeditar o Amor ao Silêncio. Por que é um dos meus textos faoritos, e dela também. Conhece? Não conhece? Não deixe de prestigiar, vai me fazer muito feliz!

Por favor, passem no Casos e Coisas da Bonfa e vejam como esta grande blogueira recebe bem seus convidados. Eu me senti hóspede de honra (e olha que fui esta convidada folgadinha que eu confessei, hein!).

Bonfa querida, eu esperei a hora para ter as palavras certas, mas não consigo tê-las comigo, só coração palpitando, sorriso frouxo, uma gratidão sem tamanho... OBRIGADA por tanto carinho e gentileza.

Um beijo a todos,

Tati.

Onde está minha inscrição da OAB?


Esta é minha participação na blogagem coletiva proposta pela Glorinha, do Café com bolo. O tema hoje é perdão, e não podia ser mais oportuno para mim. Aproveito a ocasião para um mea culpa

Vocês conhecem esta historinha? Eu já conhecia e já até a li algumas vezes para os assistidos de um trabalho que eu participava. A gente lia e interpretava, claro! 

Que fofo, né? Leia e depois conversamos:



Havia um menino que tinha um temperamento difícil.
Seu pai deu-lhe um saco de pregos e disse-lhe que, a cada vez que perdesse a paciência, pregasse um prego na cerca dos fundos de sua casa. 
No primeiro dia o menino pregou 37 pregos na cerca. 
Então foi diminuindo gradualmente. Ele descobriu que era mais fácil conter seu temperamento do que bater pregos na cerca. 
Finalmente chegou o dia em que o menino não perdeu mais a  paciência.
Ele contou isso ao seu pai, que sugeriu que agora o menino  tirasse um prego da cerca para cada dia que ele conseguisse conter seu temperamento.
Os dias foram passando e o menino pôde, finalmente,  contar a seu pai que não havia mais pregos na cerca.
O pai pegou o filho pela mão, levou-o até a cerca e disse:
-"Você fez bem, meu filho, mas veja os buracos na cerca. A cerca  nunca mais será a mesma. Quando você fala coisas ruins, ofende, elas  deixam uma cicatriz como estas. Você pode enfiar uma faca em um homem e tira-la. Não importa quantas vezes você diga que sente muito, a  ferida continuara lá. Uma ferida verbal é tão ruim quanto uma física".


Pois é. Li e reli tantas vezes... Pensa que eu aprendi? Coisa nenhuma...

Ontem eu magoei uma pessoa. E me sinto péssima por isso. Magoei por que julguei, por que interpretei tão mal uma situação... Criei um bicho, fui contra o bom senso. Se eu prestasse mais atenção ao que esta pessoa demonstra, jamais a colocaria em xeque. 

Eu não tenho a menor dificuldade em pedir desculpas. Este tipo de orgulho besta não me assola. No entanto eu me exponho muitas vezes ao expor as pessoas a isso. Se desse um tempo às questões, se as colocasse em perspectiva, poderia evitar muitos aborrecimentos.  Existe um exercício, que eu conheço, apesar de não ter feito, de pensar no que um fato afetaria sua vida daqui há uma semana, um mês, um ano. Era algo que não afetaria minha vida depois de poucos dias. Em uma semana seria passado, pior do que isso, nem era verdade!

Minha atitude foi mesmo mesquinha e desnecessária. A mesma conversa poderia ter acontecido de outra forma se eu partisse do melhor. Eu optei por partir do pior, do julgamento. Do MAU julgamento. Não à toa para ser juíz é necessário muitos anos de estudo, de dedicação. Ainda assim, há acusação e defesa,  testemunhas, provas, às vezes juri... Tantas e tantas coisas antes de se condenar alguém. Quem sou eu para dizer isso ou aquilo de outra pessoa, seja ela quem for? E se a pessoa em questão sempre foi doce e generosa, não apenas comigo, mas com as pessoas em geral, ao seu redor? É, ontem me senti pequena por que estava mesmo pequena. E hoje vou me perdoar, por que preciso, mas preciso, mais que isso, aprender.

É a primeira vez que erro feio assim? Não, nem a segunda. Eu tenho um instinto impulsivo que me irrita. Achei que estava sob controle, dei bobeira e ele se manifestou. Que vergonha senti de mim mesma quando percebi o quanto estava equivocada. 

Um antigo chefe meu dizia que, quando apontamos um dedo para alguém estamos, de forma simultânea, apontando 3 para nós mesmos, e um para o chão (baixando o nível ou o padrão). Ouvi está frase há muitos anos. Guardei, só não apliquei. Disfarcei de "quero entender" quando na verdade estava julgando. Está lá, por escrito. Eu reli e percebi que me sentiria mal se lesse algo assim. Agora já foi, e me arrependo. Tirei o prego e deixei o furo na madeira. Se tivermos oportunidade, podemos tratá-la, lixar, polir, envernizar... Isso o tempo mostrará. Por enquanto sinto que perdi um amigo, e que a responsabilidade está comigo. Ou eu cresço ou mais situações como estas acontecerão.

Para não terminar tão entregue e derrotista, lembrei de uma frase do Emmanuel, dita por Chico  Xavier em uma situação pior do que esta (quando descobriu que seu sobrinho estava cobrando por lugares na fila para o atendimento): 

"Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

Com erros e acertos, nossa história continua. É isso, hoje não sei como encerrar. Ainda estou triste comigo.

Um beijo a todos,
Tati.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Obrigada é pouco...

Amigos queridos,

Eu pensei em ficar quietinha, e aguardar, com paciência, o dia 24, quando saberemos se deu ou não para virar livro. Só que me dei conta que estar entre os 10 não é uma vitória minha, não apenas. Sinto que é nossa... E se não virar livro? Provavelmente estarei tão triste dia 24 que não conseguiria agradecer o empenho. Então o dia de agradecer é hoje!

Agora não depende mais de nós. É com eles, equipe de editores da ediouro e o vencedor do ano passado: Pergunte ao Urso.

O que preciso dizer é que vocês me emocionaram demais. Me fizeram acreditar que é mesmo possível, está sendo. Não importa o resultado (avaliador, se você passar por aqui, esta frase não é para você, ok? Desconsidere este depoimento nos autos!) nós conseguimos! É, nós sim!! Por que foram tantos amigos comprando meu sonho. Quando eu entrava em um blog amigo e encontrava o link para a votação com o "Vote na Tati" eu me derretia. Vocês não fazem ideia da gratidão que habita em mim.

Ontem passei o dia em alta expectativa, coitados dos meninos... hehehe Só deram o resultado de noite, e como eu sabia que hoje tinha a blogagem da Cíntia deixei esta comunicação para o inicio da noite de hoje. 

Vou agradecer nominalmente, de novo, à Fran (Diário de Bordo- Lund/Suécia); Gi (Bordados e Retalhos); Nilce (A vida de uma guerreira); Lúcia  (De amor e de...); Denise (Tecendo Ideias); Regina (Faz de Conta); Tati (Vida Bicultural); Fefa (Fefa na holanda); Nika (Falações); Macá (Agenda Ilustrada); Cê (Cantinho da Cê); Manú (Light), Leci Irene (Vida: histórias, glórias...) por que além de força, colocaram links de votação em seus blogs. Vocês não fazem ideia do que é entrar, despretensiosamente para ler uma postagem e encontrar um "vote na Tati", ou outros dizeres tão ou mais fofos. Eu sei que já disse isso lá em cima, é que é emocionante demais para mim mesmo... Nossa quantidade de votos foi expressiva. Os organizadores optaram por não divulgar os resultados e respeitarei as regras, mas posso afirmar, com tranquilidade em função do resultado final, que vocês participaram ativamente, e que ficamos bem colocados! 

Comecei uma lista enorme de amigos a agradecer e apaguei. Tenho medo de ser injusta, o risco de esquecer de citar um nome neste momento é imensa. Então manterei apenas os dos links, mas os agradecimentos são muito maiores. São tantos a agradecer... não quero ser injusta com ninguém. Senti muitas pessoas ao meu lado, me apoiando. Aqueles que votavam, e até "ferraram a vota", né She?, aqueles que passavam para dar uma força, para dizer que acreditam no meu talento... Cada momento destes foi marcante e alimentou o sonho. Pode ser dia 24, pode ser um pouco depois, sei que vai acontecer. E devo muito desta confiança a vocês.

Obrigada! Obrigada! Obrigada! Infinitas vezes. 

Eu estou ensaiando este texto desde ontem e não consigo encontrar palavras que representem o que me vai por dentro.

Aproveitando o tema da Cintia: Vocês me deixaram repleta de amor!!!

Um beijo a todos,
Tati.

Amar nem sempre é fácil

Quando meu pai operou o coração, seja pelo desgaste, seja pela medicação, ele entrou num processo de depressão. Meu pai é aquela pessoa com uma energia intensa: Se está bem, a energia da casa inteira flui, em contrapartida, se está mal, afunda com toda a família. Ele tem um magnetismo muito forte. Sendo assim, esta foi uma fase muito dura para todos nós.

Tínhamos passado por um período tenso com a doença do coração, cuidados intensivos em casa, tanto antes como depois da cirurgia. Ele inspirava atenção e estávamos ali, disponíveis. Quando a depressão instaurou-se a coisa ficou bem mais difícil. Não é nada fácil lidar com um depressivo. Ele ficava ali, prostrado, amuado, sem vontade para nada. Era estranho, chato, desgastante... Por um tempo nos empenhamos; sem ver melhoras, vai dando uma vontade de entregar os pontos. Chega uma hora que você sente raiva da pessoa! 

Nesta fase eu li em uma revista a seguinte frase: "Me ame quando menos mereço, é quando mais preciso".

Estes dizeres tocaram fundo em mim. Foi a partir disto que escrevi o texto que agora transcrevo. Ainda acho que um anjinho soprou cada uma dessas palavras ao meu ouvido. Deixei-o sobre a cama de meus pais, para que minha mãe e minha irmã lessem. Para que entendessemos que ele não estava bem e precisava, mais que nunca, de nós. Pensar sobre isso foi fundamental neste período. Agora compartilho com quem as quiser ler. Que possa ajudar outros que passam pelo mesmo drama. E saiba, tudo passa!

Me ame quando menos mereço, é quando mais preciso.
Família não é um aglomerado de pessoas reunidas numa casa. É um grupo, composto por pessoas que se amam, se respeitam e se admiram. Que se conhecem ou, pelo menos, tentam. Que quando não conhecem buscam compreender, aceitar.
Tolerância, carinho, diálogo, cooperação. São palavras-chave para a convivência feliz, na busca da harmonia.
Não devemos estar unidos apenas quando a doença se exterioriza no corpo. A doença da alma deve ser vista com maior atenção.
Unir forças para tentar detê-la. Visitas diárias ao coração machucado, à alma ferida.
Alimentar o espírito fraco com palavras e gestos nutritivos e saborosos.
Juntos tudo ficará mais fácil. A crise existe, está aí. Todos conhecemos, apesar de não sabermos lidar com ela. Também sabemos do grande amor que sempre reinou neste lar.
Cabe a nós consertar. É uma prova, um teste. Vamos passar por ele, de mãos dadas, mentes fortes e confiantes.
Estejamos juntos, em amor, e nada pode abalar um lar.
Beijos, Tati.  (ago, 2000).

Na minha família, prima é irmã!
Este foi um primeiro passo. As coisas não são simples, e não foram. Hoje meu pai está bem, é um homem ativo. Apesar de aposentado, trabalha e é reconhecido no que faz. Se dá muito bem com minha mãe, com quem está casado há quase 36 anos, numa relação de cumplicidade e carinho. Depois disso meu sobrinho JP nasceu, trazendo muita alegria. Acho até hoje que foi ele que salvou me pai, foi seu grande anti-depressivo, tomado em grandes goles, já que moram juntos, e sem contra-indicações. Nossa família se fortaleceu. Outras crises já nos acometeram, superamos todas! Juntos! Por que há muito amor entre nós!

Esta foi minha participação na blogagem coletiva proposta pela florzinha Cintia do Meu Cantinho, em comemoração aos 2 anos do seu blog. Parabéns, querida!

Beijos a todos,
Tati.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Do seu tamanho

Olhou para as sapatilhas: Lindas, vermelhas. As fivelas, delicadas, tinham o formato de joaninha. Era sem sombra de dúvidas seu par de sapatos favorito. Tentou mais uma vez... como doía apertar-lhes contra os dedos, mesmo com estes encolhidos, não estava fácil entrar. Por fim, conseguiu! Doía um pouco, andaria menos... Não importava, não poderia abrir mão destes sapatos.

Com eles foi, pela primeira vez, ao grande teatro, levada pelas mãos de sua tia. Combinavam com as roupas mais bonitas, ficavam lindos com seus jeans da moda, e também com os vestidos, inclusive o branco rendado, que usara em sua festa de aniversário. Estavam presentes, emoldurando seus pés, em tantas e tantas fotos, fotos de tantos e tantos momentos felizes. Não podia se desfazer assim desta sapatilha, justo desta? Lembrou de sentir-se leve usando-a, correndo, fingindo-se bailarina, nas pontas dos pés...

Olhou o solado, tamanho 32. Calçava ela agora 33/34. Chorou! A mãe, vendo Sofia tão sofrida, tentou ajudar. Procuraremos outra sapatilha igual. Foram às lojas, entraram em contato com o fabricante... nada! Até encontraram novos pares em vitrines, só que a numeração encerrava-se no 32. Não havia tamanho maior para aquele modelo.

Sofia chorou, sofreu. Por que abdicar de seus sapatos favoritos? A vida não era justa...

Quantas vezes agimos como Sofia em nossas vidas? E não falo do jeans 38 quando agora usamos 42... Falo de ideias, de pessoas, de situações. Quantas vezes crescemos, não cabemos mais naquele antigo pensamento, e ainda assim fazemos questão de desfilar, com dedos apertados, em nome do "eu sou assim"?

Crescer dói. É necessário refletir e perceber o que deve caminhar conosco e o que deve ficar para trás. Nunca somos os mesmos. Às vezes precisamos passar por grandes provações para mudarmos, outras vezes basta um livro, uma conversa, e uma nova percepção sobre o mundo se abre para nós. Quando isso acontece, é hora de ir em frente. Abandonar as velhas crenças, velhas ideias, sem medo. Sem crises de consciência. Sem apegos vãos. Por que insistir em ideias ou rotinas que já não nos acrescentam? Se você já não se sente feliz numa tarefa, executa por simples ação do hábito, é hora de trocar seus sapatos. Estes, estão menores que seus pés.

Com amigos dá-se o mesmo. Não falo de sermos ingratos, frívolos, nada disso. Há amigos que nos são vitais em certos pontos de nossas vidas. Em determinado momento, entretanto, seguimos caminhos diversos. Isso é natural. As experiências são individuais. Cada um as processa a seu modo. Quando tudo o que conseguimos com um amigo é "relembrar os bons tempos", sem criar novos tempos, é hora de seguir. Encontrá-lo de vez em quando, trocar e-mails ou mensagens de orkut, facebook, twitter ou seja lá qual nova moda surgir. Agora, por que forçar o convívio se nada mais se acrescenta? Vocês cresceram, e foram para lados opostos.

Se Sofia insistir em manter-se nos sapatos que não lhe servem, caminhará cada vez menos, novos passos serão tão dolorosos... Se aceitar o inevitável, entender que seu sapato vermelho ainda é especial, mantido onde deve permanecer, nas lembranças e nas fotografias, estará pronta para novos desafios. Em breve poderá experimentar seu primeiro par de salto alto, e desfilará como uma mocinha. Poderá descobrir o prazer, que só uma mulher é capaz de entender, de entrar em uma sapataria, de admirar uma bela vitrine onde os mais variados modelos exibem-se, majestosos ou despojados. E desejá-los!

Pense em sua vida. Quais as ideias ultrapassadas que insiste em arrastar, como correntes, atrasando sua caminhada? Que tal uma bela faxina nos gaveteiros de sua mente? Há tanto por se renovar, não acha?

Beijos a todos,
Tati.