Por que há questões que são melhor respondidas com novas indagações!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Bê e Deus

O Bê tem uma curiosidade infinita. E quando o assunto é Deus, religião, espirutualidade... A coisa se amplia! Vou fazer um pequeno apanhado das últimas/ melhores/ que eu me lembro...

- Mãe, eu sei que Deus não é tudo!
*Comassim?! E eu já querendo contrariar a criança, doutrinar, falar, falar, falar (como mãe é chata!)... Então ele me interrompe em minha homilia-espírita.
- Sabe por que eu sei que O Deus não é tudo, mãe? Por que ele não inventaria as drogas.

UAU! Você tem mesmo SÓ 6 anos? 

- Mãe, se O Deus inventou tudo, quem inventou O Deus?

Hein?!

- Acho que estou vendo O Deus lá naquela nuvem (e aponta para o céu).
- Filho, Deus é uma energia de trabalho. Ele não é ocioso, não fica sentado em uma nuvem.
- Mãe, Ele fica ali sim. É que o trabalho DO Deus é enviar amor e energia para todas as pessoas!
Então tá! 

Envolve meu pescoço, todo carinhoso e lança:
- Você é minha irmã.
- Ah é? E quem é a sua mãe?
- Ué, a namorada DO Deus, né!
rsrsrs

Num sinal/ semáforo próximo à nossa casa fica um rapaz que joga bolinhas, ele já tem 28 anos, mas tem alguma deficiência mental, parece um crianção e é muito gente boa. E, entre uma luz vermelha e outra verde, a gente sempre conversa com ele. Às vezes levamos um lanche, mas na maioria das vezes é mais bate papo mesmo. O Bê adora o Jeferson, que também adora o Bê. 
Outro dia a pequena criatura me vem com a grande ideia.

- Mãe, eu tive uma ótima ideia! A gente podia trazer o Jeferson para morar aqui com a gente, né?
O que eu respondo? Assumo que estou anos luz atrás dele e que ainda não sou capaz deste amor universal, imenso, que ele já adquiriu? Ainda bem que o Jeferson em questão tem pai, mãe, irmãos... Ufa! Desta vez eu me safei!

Dá para aguentar com uma criança destas? 

Beijos a todos, dia destes tem mais,

Tati.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Tudo é uma questão de como se fala...

Às vezes, coisas que parecem ruins ou negativas, podem transmutar-se em ótimas situações. Tudo depende de como as encaramos e das palavras que usamos.
daqui

Ontem esqueci de mandar lanche para o Bê. Coisas de uma mãe que nunca precisou se preocupar com isso. Filho sempre no integral, e desde o início do mês mudou de rotina...

Quase 15h (horário do lanche), me dou conta! Liguei correndo para a escola, que graças à Deus é uma escola pequena, e pedi ao funcionário - e nosso amigo- que liberasse o lanche que eu pagaria na saída. Ufa! Situação resolvida, mas a mãe, né? Mãe se acha uó quando isso acontece...

Então hoje de manhã Bê resolve abordar o assunto.

- Mãe, ontem achei que você tinha esquecido meu lanche!
- Poxa filho, desculpa! Já pensou. Eu tinha esquecido, mais aí liguei... blá, blá, blá.
- Daí a Laura (amiguinha fada de turma) disse para eu ver que você podia ter deixado pago. Eu perguntei, mas por que ela faria isso? E a Laura respondeu "São surpresas que as mães fazem". E abriu um sorriso maravilhoso e agradecido pela surpresa inesperada.

Fiquei apaixonada! Que desfecho maravilhoso para uma trapalhada materna. Nada como as crianças de hoje em dia para mudar o rumo das histórias, né?

Agora aprendi mais uma. Vez ou outra farei uma "surpresa de mãe". Problema resolvido!

Beijos a todos, acho que estou voltando!!!

Tati.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Na ponta dos pés


Nem só de bailarinos vive esta expressão.
Ela já nos tirou o sono muitas vezes, já nos deslocou de lugar em lugar, de busca em busca, mas sempre sem respostas satisfatórias.
Eis que agora, depois de ver o Bê revirado em todos os ângulos, por dentro e por fora (até mapeamento genético a criança fez) chegou-se à conclusão de que "não sei". Isso mesmo. Ninguém sabe por que e ponto. É apenas mais uma questão para as grandes dúvidas da humanidade. Apesar da humanidade em questão restringir-se à meia dúzia de pessoas...
Mas enfim. A boa notícia é que o Bê não tem qualquer alteração neurológica. Aliás, ele não tem qualquer alteração. Está de alta do Sarah por que lá é reabilitação neuromilcoisas e se não tem complicações neurológicas não faz sentido estar lá, certo? Liberou a vaga para outro amiguinho. Pronto, seguimos nós, flutuando na ponta dos pés, mas sem saber quem nos guia. Aliás, sem quem nos possa guiar. É normal? Muito ouvi dizer que é normal. Histórias começam a se somar, até de um zagueiro da Turquia já fiquei sabendo. Então, meu pequeno segue sua caminhada nas pontas dos pés, dançando pela vida. Que ele tenha coragem de firmá-los. Que ele assuma sua força, sua luta, seu compromisso. Que ele saiba que estaremos ao lado, para apoiá-lo. E que realmente estejamos.

Um beijo a todos os amigos que sempre perguntam por ele. Este minipost (quase uma twitada! kkk) é só para dar um alô e responder aos e-mails que ainda chegam perguntando sobre ele.
Obrigada, de coração, por todo o carinho com o Bê que vocês sempre tiveram. Ele está bem, sapeca como sempre, levado como nunca, lendo tudo que lhe passa pela frente...

Eu estou com saudades, mas como no blogger, também aparecem uns malwares quando resolvo iniciar modificações estruturais. Natural, um dia será mais leve enxergar nossos defeitos e mudá-los! rsrs

Beijos a todos (saudade beeeem grande), volto um dia, ainda não sei quando.
Tati.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Alegria ou felicidade?

Escrevi este texto no início de março deste ano. Numa fase bem difícil. Na época foi impossível publicá-lo, por que ele estava à flor da pele. Agora a realidade já é outra, mas pensei que ele pode ajudar outras pessoas a se entenderem. Será?

Então, divido com vocês um pouco dos meus pensamentos passados, mas com conclusões mais do que atuais. Um beijo a todos e vamos viver a felicidade, mas sem esquecer da alegria!

Quantas vezes já nos deparamos com textos que separam o joio do trigo? Desmistificam a busca desenfreada pela alegria como caminho para atingir a felicidade. Isso não é novidade para ninguém, certo?

A questão com a qual me deparei, e que, de alguma forma me surpreendeu, foi perceber que sou feliz. Tá, isso eu já sabia. E ser feliz independe de fatores externos. É uma questão interna, pessoal, intransferível. É e pronto. Eu sei que sou feliz, mesmo quando as coisas não estão lá tão boas. Eu sei isso dentro de mim. Sei que fases mais fáceis e mais difíceis revezam-se em nossas vidas e que precisamos aprender a lidar com estas estações. Ser feliz está ali, mesmo quando estamos tristes. E esta dúvida nunca me assolou. Nunca me senti infeliz (tá, provavelmente na adolescência eu me sentia assim com frequência, mas depois não.).

Então outro dia me dei conta que faz tempo que a alegria se despediu de mim. Quer dizer, foi ano passado, mas eu não tinha me dado conta! Sim, continuo sendo feliz, mas estou sem alegria. Dá para entender? Rir já não é tão fácil e espontâneo. Claro que ainda sou capaz de rir, só que tenho rido mais com os lábios que com as emoções. E isso desencadeia coisas como estresse, dor na cervical, enxaqueca, crises de choro...

E então fui buscar a fonte. E entendi que ser feliz é intrínseco, a felicidade está dentro de nós e independe de fatores, mas a alegria não. Ela vem do convívio. E depois que comecei a trabalhar de casa, piorando quando deixei meu trabalho, reduzi o convívio com pessoas. Meu mundo já não é mais o das ideias, não como eram antes. Eu amo trabalhar, pensar, ter ideias, colocá-las em prática... Estou sentindo tanta falta disso... Minha alegria foi embora, sem que eu sequer percebesse. Só me dei conta agora, há pouco tempo. Venho pensando na maneira de falar sobre isso por aqui, mas é tão difícil explicar, nem sei também se estou disposta a ouvir comentários não tão gentis (quando a gente expõe algo que não está muito bem resolvido alguns comentários são cruéis...). Mas eu queria dividir, até por que é aí que reside minha alegria. E quero resgatá-la. Como sou feliz tenho materia prima para me reconstruir, não importa quantas vezes eu tropece, eu me quebre.

Voltar a trabalhar é minha meta. De preferência no que gosto, no que sei. Mas se as portas não se abrirem, preciso de novos caminhos, de novas possibilidades. E tenho perdido a coragem para lutar. A cada negativa, a cada vez que me sinto colocada em banho maria, eu esfrio, eu desacredito em mim. Será mesmo que esta capacidade que gostam de me atribuir existe mesmo? Às vezes acho que sou uma fraude, propaganda enganosa, sei lá. Se sou assim tão boa e talentosa, por que não me absorvem? Por que minha produção não aponta para isso?

Então é hora de apelar para o Ser Feliz, naquele jeito de reconstrução total. Encontrando a causa, mergulhar de cabeça. 

Este texto foi escrito no auge do meu período sombrio, quando estava 24h em casa. Agora já não é mais assim. Ainda não estou como quero, mas estou no caminho. E enfim o convívio com pessoas já é uma realidade outra vez. Incrível a diferença que isso pode fazer em nossas vidas. Somos seres gregários. Não é qualquer um que pode tornar-se ermitão, morar isolado em uma montanha... A gente murcha sem a troca de energia... Não se isole!!!

É isso! Vamos compartilhar sempre. É o que viemos fazer aqui: aprender a conviver!!!

Beijos a todos com muito carinho,
Tati.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A geladeira que queria mudar de vida

daqui
Era uma vez uma geladeira branca e feliz como muitas geladeiras. Ela morava em uma casa também feliz, e servia a uma família há muitos anos. Por suas prateleiras passavam muitas delícias. Ela sabia que era importante para a família e trabalhava com afinco, dia e noite. 

Mas um dia a geladeira foi desligada. Passou alguns meses em um depósito no período de mudança da família. Naqueles meses ociosos a geladeira deu para pensar! E como pensou... Coisas divertidas e outras nem tanto, lembranças de sorrisos ou caretas das crianças ao abri-la. E foi então que uma ideia brotou:
- Depois de tantos anos de trabalho no setor de serviços seria muito interessante mudar de ramo... Eu queria mesmo é fazer parte da indústria do entretenimento! Já pensou que vida divertida!! Sem contar que o turno é mais curto. Terei mais horas de descanso... É acho que preciso mudar o rumo de minha vida!

E foi assim, com estas ideias mirabolantes, que a geladeira branca, e já não tão feliz, foi religada na casa nova. Mas agora já não funcionava tão bem. E de noite, no silêncio da casa, ouviam-se seus suspiros e lamentos, lá na cozinha. Ela ainda acendia luz, armazenava alimentos, resfriava, mas já não com tanta alegria. E nestes novos tempos a vontade de mudar de vida tornava-se mais forte. E se perguntava: 
- Mas o que posso eu fazer? Só sei resfriar... Como posso trabalhar com entretenimento assim?

Foi mais ou menos nesta época que uma propaganda de ringue de patinação foi presa em sua porta por um imã. A geladeira, agora apenas branca, já não feliz leu o folder e acendeu a luz:
-  É isso!!! Eu posso ser uma máquina de neve! Claro! E posso continuar trabalhando para a família. Eles tem três crianças que gostariam de brincar com neve. Eu serei muito mais feliz como brinquedo! Estarei na industria do entretenimento. Eles me ligarão na hora de brincar, farei parte da diversão e das gargalhadas da família, e depois poderei descansar tranquilamente no meu canto. Perfeito! Mas... como os farei perceber que sou ótima máquina de neve?
E foi então que a geladeira começou a produzir gelo incessantemente. Era cansativo, ela sabia, mas valeria à pena quando eles a descobrissem. Congelava, nevava, criava camadas e mais camadas de gelo. Seu congelador ficava até pequeno de tão congelado. Uma beleza de trabalho!
daqui
A mãe da família dedicava mais tempo do que nunca à sua geladeira, o que a fazia sentir que seu dia de mudar de vida estava chegando. Elas nunca estiveram tão próximas! 

Só que um dia, a mãe da família, muito chateada, comentou com o pai da família:
- Esta geladeira precisa ser substituída. Ela está congelando demais. Vai estragar os alimentos... Está no mínimo e ainda congela...
daqui

E a geladeira, numa tentativa desesperada de mostrar que podia ser máquina de neve, congelava ainda mais. Até que, enfim foi desligada. Uma nova geladeira foi instalada em seu lugar. E a velha geladeira branca, que um dia fora feliz, seguiu em um caminhão, rumo ao ferro velho. No ferro velho foi desmontada e suas peças separadas para venda. E seu sonho de tornar-se máquina de neve jamais pôde ser realizado.
Moral da história 1: Se você deseja mudar o rumo da sua história, tenha certeza que o que você deseja fazer faz algum sentido (e tem mercado).

Moral da história 2: Se decidiu que é isso mesmo, então mude! Mas mostre seus talentos a quem possa se interessar por eles. 

Moral da história 3: Estou ficando tempo demais dentro de casa! O que rendeu uma história de fundo doméstico muito non sense, mas também rendeu um post! Saudades de passar por aqui.

Acho que é mesmo hora de lançar mão dos carnês das Casas Bahia ou Ricardo Eletro e procurar uma nova e branca amiga. A nossa quer mesmo virar máquina de neve...

Beijos a todos, beijos com muuuuita saudade!!!
Tati.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Não diga adeus, diga até logo

Oi amigos queridos,

Na última semana eu vinha me lembrando de um post da Elaine Gaspareto em que ela nos propunha refletirmos sobre "como seria nosso último post". O que gostaríamos de deixar caso deixássemos de atualizá-lo?

E por que estou pensando nisso? É por que neste momento não estou conseguindo mantê-lo. As postagens tem escasseado e as visitas e comentários aos amigos mais ainda. Não estou conseguindo dar conta. Tenho postagens que desejo escrever desde janeiro, como a visita da Gi à minha casa, que foi um dia ultra especial. Já faz algum tempo eu venho perdendo aquela coragem de me expor. E como não tenho conseguido visitar na mesma medida que recebo visitas, me sinto constrangida de escrever novas postagens. Não sei explicar bem o que é. Só que já faz um tempo que tenho pensado no assunto. Desta vez é menos um ato impulsivo do que os que costumo ter. Eu refleti sobre isso!

Não pretendo deletar o blog. Ele me trouxe muitas alegrias e a principal delas foram vocês, os amigos blogueiros (ou não) com quem troquei tantas figurinhas. Vou com saudades. Levo vocês e esta grande experiência em meu coração.

Não sei se voltarei a blogar algum dia. Talvez. Talvez mais cedo do que eu imagino... Sei lá. Não estou fazendo planos. O que sei é que agora não está dando. E a medida mais natural que encontrei foi esta. Não estou com nenhum problema pessoal, só não estou dando conta da vida de cá e da vida daqui. E na hora de escolher, claro, optei pela vida do lado de cá da tela. Mas vocês seguem dentro de mim. 

Como eu aprendi, não devemos dar adeus, mas sim, até logo. A gente sempre se encontra, se esbarra. Há ainda o e-mail, e eu ainda posso visitá-los.

Obrigada por tudo. Foi mesmo um prazer. Agora é hora de nova jornada. 

Um beijo a todos,
Tati.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Por que alguns tem coragem de dizer o que a maioria não tem...

Depois do que a professora Amanda Gurgel disse eu não tenho mais nada a comentar. Como representante da mesma classe, em outra escala, em outro estado, menos sofrida, mas não tão menos assim, faço coro. 

Gostaria que a fala desta professora chegasse ainda mais longe, mas mais que tudo, gostaria que mudasse alguma coisa. Que os políticos juntassem o pouco de vergonha que lhes resta (se é que resta alguma) e mudassem alguma coisa. Que sentissem vergonha de aumentar seus salários diante da realidade da população que eles, teoricamente, representam. Que sentissem vergonha de tocar no assunto da reforma da previdência quando se aposentam, após 2 mandatos, com valores exorbitantes. 

Vergonha alheia é isso. Vergonha por estes políticos que ainda se acham espertos por que estão lotados de dinheiro que vaza pelas cuecas e meias, mas sem um mínimo de caráter que os permita serem chamados gente. 
Assistam e divulguem! Esta professora do Rio Grande do Norte foi capaz de dizer, na cara da Secretária de Educação e outros políticos, o que muitas vezes pensamos, mas nos acovardamos de enfrentar. Palmas para ela.

Beijos a todos,
Tati.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

De parar o trânsito

Dia mais do que especial. Quero registrá-lo e compartilhar com vocês.
Hoje eu parei o trânsito!!!! Por que estava linda? Nããããooo... Isso eu sou sempre! kkkkk
Vamos contar do início.
Íiiih! Lá vem...

Ontem estava levando o Bê para escola quando de repente:

 - LA-VA-JA-TO! Lava Jato! Eu li lava jato!

E ele exclamava entre eufórico e mesmo surpreso! Isso mesmo, por que este ano o Bê está se alfabetizando e já lê trabalhinhos da escola, apesar de não acreditar que está lendo. Desta vez ele se deu conta. Foi maravilhoso! Momento mágico que só quem já experimentou sabe do que se trata. 

Daí que hoje passamos novamente pelo Lava Jato e ele:
- Olha mãe, ali o lava jato que eu li ontem.
- Isso mesmo, Bê. Viu, agora você pode ler tudo o que quiser. Sabia que as palavras ficam muito felizes de serem lidas? 
- Então ele começou a tentar, mas poxa, rápido assim ele não consegue ler...
E foi então que eu fui para a pista da direita, atrás dos ônibus, e dirigi devagarinho. Por que eu até sou uma boa cidadã consciente, mas antes de tudo eu sou A MÃE DO BÊ!

Brincadeirinha, eu reduzi só um pouquinho (e fiquei mesmo atrás dos ônibus), mas não causei transtorno na cidade. Isso eu deixo para as obras da prefeitura, que tem feito um ótimo trabalho neste aspecto. Mas o importante é registrar que no dia 11 de maio de 2011 o Bê leu o primeiro letreiro com consciência de que estava lendo. Era essa a informação que eu não queria perder. A emoção foi devidamente fotografada com o coração.

Beijos a todos,
Tati.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Nosso presente para vocês

Olá todos, em especial todAs!


Queria oferecer um presente original neste dia das mães. E consegui uma ajuda e tanto! Foi feito com muita gratidão pelo carinho de vocês, principalmente pelo pequeno. O famoso "quem meu filho beija, minha boca adoça" (meu avô dizia endossa! rsrs)!

Então aproveitem a oportunidade. Espero que gostem e se divirtam um pouquinho. Nós demos muitas risadas!



FELIZ DIA DAS MÃES, com muuuuuita sorte, carinho e amor!


Um beijo a todos, 
Tati e Bê.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A dona da história

BOM DIAAA!!!

Eu tinha programado esta postagem (na verdade, repostagem) para o dia 7 de maio, véspera dos dia das mães. Mas sabe-se lá o que aconteceu, por que o blog está com a data de 7/5 em 2/5... rsrs
De qualquer forma posso usá-la então para iniciar a SEMANA DAS MÃES. Por que concordo que dia da mulher e dia das mães e dia do índio é todo dia!!! 


Não dava para passar esta semana sem falar DELA!
Minha mãe é uma mãe aquariana, e apesar d´eu não ter conhecimentos aprofundados sobre isso (ajudem-me Astrid, Antônio e Marcelo), ela é uma mãe aquariana típica e formou um pouco do que vocês tem conhecido de mim.

Minha mãe é aquele ser que transforma o cotidiano em algo mágico. Não era uma mãe muito típica em certos aspectos. Ela não era daquele tipo que se preocupava com unhas cortadas, dentes escovados, cabelos penteados. Não, isso era muito pequeno para sua mente futurista. Minha mãe nos ensinava a sonhar.

Ela contava histórias ótimas, também lia livrinhos, mas gostávamos mesmo era das que inventava e pedíamos assim:
- Mãe, conta uma história da sua cabeça?
E até esta história ela contou. De como sua cabeça foi crescendo, de grão de ervilha até melão ou melancia, em todas as fases, com todas as esferas que conseguiu se lembrar.

Mas o melhor de minha mãe foi sempre a maneira que nos estimulou a criar, a pensar, a ter ideias, a expressá-las. Minha mãe é bem coruja. Nisso é tão típica como todas as mães (quem já viu comentários dela pelo blog?). E muito culta também. Lá em casa (casa de mãe é para sempre, né?) tem uma biblioteca imensa, com grandes clássicos e pensadores que leio desde adolescente. Ela nunca regulou. Pelo contrário, o estímulo era total!

Nossa casa sempre foi a Central de Encontro dos amigos. Todos queriam estar lá. Iam mesmo depois da escola, muitas vezes sem avisar, e ficavam até o cair da tarde. Pensa que ela reclamava? Que nada, inventava mais alguma coisa para o almoço e comíamos todos juntos, numa grande festa. Sempre à mesa. Isso em casa era sagrado e trouxe para minha casa. Nada de prato no colo em frente à TV. Refeições são horas de interação. Momentos felizes para compartilhar. E até hoje, após as refeições de domingo, passamos muito tempo sentados à mesa rindo, brincando, conversando.

Uma vez, num fim de tarde, muitos amigos em casa, nem sei dizer quantos, toca a campainha. No carro: a diretora da escola, a coordenadora, a psicóloga...  enfim, uma junta educacional completa. Nós não tinhamos telefone na época e uma aluna não tinha voltado para casa. A mãe ligou para a escola. Informando-se por lá alguma professora deu a dica. Deve estar no "clube". Isso mesmo, foi assim que a professora referiu-se à casa de meus pais. Foram todas, e realmente, a amiga estava confortavelmente instalada em uma almofada na sala.

Muitas outras histórias deste tipo. Minha mãe me ensinou a ter asas! A acreditar nos meus sonhos, e a sonhar. Quantos de vocês tiveram a oportunidade de levar seu amado cachorro para cantar parabéns no seu aniversário? Eu pude. Quem tinha medo teve que se afastar. Na hora do parabéns ela deixou que eu o trouxesse, cantou parabéns juntinho dela e depois tiramos foto. Só então voltou para seu cantinho, na área de serviço do apartamento, até que a festa acabasse. É disso que falo quando digo que ela alimentava (e ainda alimenta) meus sonhos.

Sua maneira de estudar conosco era maravilhosa. As associações que criava para que eu não esquecesse Estados e Capitais: Se é um Rio Grande ele precisa de um Porto Alegre, para o desembarque; O que oferecemos para Santa? Flores, então, Florianópolis só pode ser em Santa Catarina... e assim aprendi todas! Só desta cabecinha iluminada poderiam surgir tantas ideias!

Fazia gincanas, com pistas escondidas pela casa inteira, embaixo de sofá, sobre prateleiras, em cada cantinho uma informação de história, ciências, geografia, um bis ou outro doce e novas pistas. Só éramos capazes de adivinhar a pista seguinte com a informação da matéria, mas nada decorado. Tudo entendido! Ao final, na última pista, uma barra de chocolate ou outro prêmio desejado, para TODOS, não apenas para o que chegou primeiro. Já havia em nossa casa um jogo de cooperação, destes que se tem falado hoje em dia... Minha mãe é do futuro!

Posso passar o resto dos meus dias contando momentos assim sobre minha mãe e a maneira deliciosa como nos educou. Eu e minha irmã somos pessoas de muita sorte.

Quando eu era mais nova ficava aborrecida por que, quando ía na casa de minhas amigas elas eram paparicadas pela própria mãe e eu era só uma amiga, mas quando as amigas estavam na minha casa elas eram super paparicadas pela minha mãe. Tirando o exagero escorpiano, eu não entendia que minhas amigas eram paparicadas por serem queridas para mim, e pelo amor enorme que existe nesta mulher que amo tanto.Assim também todos os namorados (meus e de minha irmã) sempre foram tratados como filhos. E precisa ver como ela mima meu marido, preparando seus pratos favoritos, comprando presentinhos ou apenas com palavras! Eu choro daqui já sabendo que ela vai chorar de lá. E vou encerrar por que a quero viva por muito tempo ainda.


Não posso finalizar antes de dizer que, depois de ser esta mãe maravilhosa, ela tornou-se uma avó como nem Dona Benta soube ser. Ela é puro amor, puro açúcar. O Bê e o João são abençoados em poder contar com ela.

E vou contar uma cena inesquecível e ilustrar: Quando o Bê era muito pequenininho eu tive alguns problemas para amamentar (história para outro momento) e minha mãe esteve ao nosso lado o tempo inteiro. Um dia, por fome, cólica, refluxo... nem sei, ele não parava de chorar. Eu, desesperada, já não sabia mais o que fazer. Ela o pegou, olhou em seus olhinhos e começou a conversar. Ele não tinha nem 2 meses. Parou de chorar e ficou olhando para ela, num olho no olho emocionante que eu fotografei, e nem precisava. A imagem é clara em minha mente, e muito mais rica em cores e sabores. Certos momentos são melhor fotografados com o coração.
 

Hoje repito a postagem do ano passado por um motivo muito simples. É a ela que desejo homenagear. Homenageá-la é uma forma de homenagear a todas as mães (inclusive a mim mesma) pela doação, pelo amor, pela presença, por nos apoiarem em nossos primeiros passos e nos seguintes, enquanto seus olhos podem acompanhá-los e mais além.

FELIZ DIA DAS MÃES!
Beijos a todos,

Tati.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Bê e o casamento real

Estavam sentindo falta dele? E quem disse que as asneirinhas param de jorrar? Claaaaro que não. A fonte é fértil! 

Sexta passada, anúncio do Globo reporter, que seria sobre o casamento real. E para variar, Chapelin manda: Será que Kate será tão querida como Diana?

Então comentando com Vi que este tipo de pergunta é menos feito pelas pessoas/ população, do que criado pela mídia, e que é a cara do Gobo repórter, que adora estas comparações esdrúxulas, tipo: Quem é melhor, o homem ou a mulher?
Comentários encerrados. Outros assuntos se seguiram. Chamo Bê para escovar os dentes.
Ele entra no banheiro, se olha no espelho e pergunta: "De quem as pessoas gostam mais, da baiana ou do skate?"
E eu só entendi do que se tratava quando ele segue:
Qual é melhor? Macho ou fêmea?
Gargalhadas pela casa inteira. Um tempo até conseguir explicar para o pequeno que nos olhava.
Mas convenhamos, para o mundo dele faz mais sentido falar em Skate e Baiana que em Kate e Diana, não é mesmo? E o que ele não pode é deixar de participar da conversa, seja ela sobre o que for!

Beijos a todos,
Tati.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ousadia

"Minha vontade é de romper com conceitos e toda a ordem estabelecida, mas então eu pondero. Pondero e fico ali, parecendo uma pessoa sensata e cheia de juízo(?), enquanto na realidade o que penso é bem o contrário do que vivo". 



Este parágrafo é parte do comentário que deixei para o Cacá e que rendeu o post passado. Então depois que escrevi ainda passei um tempo pensando. E me dei conta do quanto, irrefletidamente, fiz isso minha vida inteira. Eu sei onde estão minhas asas, mas eu sempre fugi delas, por medo de enlouquecer. Não enlouquecer em sentido figurado, mas medo da loucura, doenças psiquiátrica mesmo. Que loucura me dar conta disso agora! É tão libertador!!

Em muitas áreas da minha vida eu fiz assim. Foram sempre escolhas. Desde os amigos, os esportes, relacionamentos e questões profissionais. Eu sempre me encarcerei. Estou sempre aparando meus galhos, minhas asas. Eu me engaiolo o tempo inteiro. Sabia que fazia isso nos meus relacionamentos, não como gaiolas, mas como ninho. Eu sempre busquei pessoas que me dessem âncoras, um norte, por que sempre me senti tão perdida, sem estrutura... 

Então optei por me apaixonar (e casar) com a melhor pessoa que conheço. E se você o conhece sabe que não é adulação o que estou dizendo. Mas também a pessoa mais calma, tranquila e equilibrada que já encontrei. E tentei aprender com ele a ser assim, só que na verdade eu nunca quis ser pacata, eu só tinha medo de expor esta explosão que mora em mim. 

Sabe quando de repente tudo faz sentido? O período do final do ano passado e início deste ano,  a angústia, a sensação de estar perdida, um grito que não dava mais para sufocar. Ele sairia sozinho se eu não o libertasse. Então a sensação de estar sem esqueleto. Que não saí contando por aí por que era difícil até para mim de entender. Mas agora está claro demais! Estou escrevendo um tanto eufórica em enxergar tudo isso. Talvez você não consiga entender, não sei. É que abriu a cortina e tudo fez sentido. Eu perdi o medo. Não tenho mais medo de ser quem sou, de mostrar O QUE sou! E nem do julgamento que possa sofrer. Faz parte, é um risco que se corre. 

Outro dia estava conversando com o Vi sobre ousadia. Eu tenho enorme admiração por pessoas ousadas. Talvez por que, lá no fundo, eu soubesse o quanto desejava ser assim. E posso ser! Quando eu achava que outros estavam tolhindo minha liberdade não me dava conta que quem a tolhia era eu! Eu criei as muralhas e os alicerces, as algemas e amarras. Só eu posso soltá-las e é o que estou fazendo neste momento. Venho fazendo este tempo todo sem me dar conta. Agora é consciente, o que ajuda muito na caminhada.

Meu trabalho atual ajudou na reflexão e em breve vou contar tudo isso para vocês. É muito interessante e um julgamento que vivi me fez olhar para mim com olhos externos para então entender o que os olhos internos teimavam em não ver. Alê Nascimento, você tem noção do quanto isso está sendo interessante?

Não tenho mais medo dos livros que evitei, dos assuntos que encerrava antes de concluir, de estudar o que me fará refletir mais e mais. Não tenho mais medo de ouvir a opinião do outro, por mais divergente que seja da minha.  E principalmente, a partir de agora, vou domar meu medo de não aceitar esta opinião, seja ela de quem for. Ousarei tomar minhas próprias decisões, levem-me elas onde me levarem.
Eu sou assim, e isso é ótimo!

Beijos a todos,
Tati.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Maturidade?

Quem somos nós? 
Um texto que li no blog do Cacá me fez expressar em palavras o que venho pensando faz um tempo. 
Era assim:
"Com o passar dos anos vou vivendo em busca de um meio termo entre assumir um conservadorismo que não me atrofie e procurando negar uma adesão sem críticas às modernidades sem substância que querem me arrebatar de arrastão". E o título é Maturidade! Mais aqui


Eu me sinto assim, numa corda bamba sem fim. Esta corda bamba gera tantos conflitos...
Eu sei que não é exatamente sobre isso que fala o Cacá, mas na hora em que li, o pensamento ganhou forma, e fazia tempo que queria expressá-lo, não apenas senti-lo. 

Eu me sinto diferente, sempre me senti. Não fisicamente, que neste quesito sou muito igual. Comum até. Mas no pensamento, na maneira de ver o mundo eu sou muito diferente. Desde sempre. Meus gostos não combinam com o da maioria das pessoas, meu jeito de ver as coisas também não. E como não ser um ET neste mundo? Por que quando a gente está aqui tem que fazer parte da sociedade, certo? E eu quero! Quero me sentir aceita, integrada, parte. Mas para isso eu preciso me adequar. E me adequar é um longo processo.

Eu nasci aqui, sempre vivi aqui, mas não me sinto adequada. Para isso estou sempre criando freios que me coloquem na mesma posição. Quando digo freios não estou me colocando acima, estou me colocando diferente. Acho que eu ando em um caminho paralelo, sei lá. Sou uma estrangeira na minha própria terra. Eu penso azul enquanto todos pensam amarelo! E isso é uma angústia constante! É o assumir o conservadorismo. Agir como esperam que eu aja, por que é o certo a se fazer. Então eu decido que pensarei amarelo, e me cerco das coisas mais triviais possível. E consigo viver refreada assim por um tempo, quase acredito que já faço parte. Mas daí chega o dia em que me sinto sufocada. Em que meu pensamento azul quer voar, quer vir à superfície. E eu fico mal. Por que eu gosto de pensar azul. Eu enxergo coisas que quero expressar, deixar vir à tona, mas que não encaixam na ordem vigente. 

Será que publicar este texto fará com que as pessoas me vejam como uma louca? Será que meu medo a vida inteira foi este? Ser vista como louca? O que é a loucura?

Engraçado que quanto mais louco o meu pensamento, mais comum eu me torno. Quem me conhece, convive comigo, me acha pacata, tranquila, convencional, certinha demais. O que escondo sempre é a loucura das minhas ideias. Por que acho que ninguém nunca as compreenderá. Por que tenho medo do julgamento, da exclusão. Nossa! Como tenho medo da rejeição!!! 

Será que é assim mesmo? Será que todos temos um pouco disso? Será que louco é meu pensamento ou esta nossa maneira insana e egoísta de existir? De ter? De ignorar alguém que passa fome na rua e dirigir para um banquete de Páscoa? De achar que gente vale mais do que animais? De fingir que gosta de alguém que detesta? De cumprir regras com as quais não concorda por que "está na lei"? São tantas questões... Eu me adequo, eu cumpro o protocolo, mas no meu pensamento não há regras da sociedade que possam mandar. Ainda bem!  

Eu estou muito tentada a publicar este texto. Posso me arrepender, mas estou numa fase boa, tranquila, de encontro. E estou buscando esta tal maturidade que o Cacá cita, mas de uma forma que eu possa participar da sociedade sem anular quem sou. Algumas coisas estão acontecendo e tem dado certo. Vamos ver o que o futuro reserva, não é?
Foi muito confuso? Muito non sense? Fiz sentido? 
Beijos a todos,
Tati.

domingo, 24 de abril de 2011

Justificando sem justificar

Oi!
Como assim? A pessoa some por um século e de repente aparece com o oi mais deslavado? 
Pois é... Perdi uma porção de coisas: aniversário da Beth e da Margarida, duas queridas que queria homenagear; o lançamento do livro da Glorinha - Na esquina do tempo, nº 50-; o encontro nacional, grande oportunidade de conhecer gente de longe como a Nilce e a Macá (comprei até presentinho para a Rafa. Nilce, mande seu endereço por e-mail, tá? Rsrs), além das que moram perto e que ainda não conheci. Também rever aquelas que já encontrei, gostei e não vi mais... 
Bem, o pior da história é que não tenho desculpas ou explicações plausíveis. Sumi por que sumi. Não fui por que não fui. Não há justificativa... E fiquei triste de não ter ido... Tá, assumo: Sou um ser complexo...
Mas hoje - Páscoa - passei para dizer que estou viva, estamos bem. O tratamento do Bê não justifica nada, por que a fase difícil já passou faz tempo. Quando começou o tratamento acabou o calvário. Estamos num momento bem mais tranquilo este ano, desde janeiro.
No mais, trabalhando bastante (Graças a Deus!!) e vivendo um pouco mais.
Saudades de todos. 
Por favor, não entendam este post como descaso pelo blog, por que não é. Estou me reorganizando para equilibrar vida blogueira e vida real, só que sou uma negação em organizações, e sempre me atrapalho com esta coisa de tempo-espaço. Mas chego lá! E então, chego aqui!
Beijos a todos e uma ótima páscoa.
Tati.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Família feliz de presente!

Sabe aqueles presentes que são maiores que eles mesmos? Aqueles que carregam com eles sentimentos cintilantes e a gente tem certeza que foram salpicados com muito amor? É sobre isso a história que conto hoje.

Outro dia a Cris Ramalho do Coisinhas da Cris postou sobre uns adesivos que tornaram-se febre em São Paulo, aqueles que representam as famílias, sabe? Eu não conhecia, fiquei encantada e elogiei nos comentários.

Então ela me envia uma mensagem dizendo que quer fazer a minha família e mandar de presente. Como assim? Juro, não é o primeiro presente que recebo pelo blog, mas sempre me surpreendo. Acho o gesto lindo, mas nunca acho que mereço tanto carinho assim, espontâneo. Fico lisonjeada todas as vezes que acontece, e fico igual criança!!  

A Cris se esmerou nos detalhes da minha família, fez perguntas, pesquisou (rsrs), mas não estava satisfeita ainda, colocou a família dela para procurar minha família perfeita, rsrs Até o irmão dela entrou na história. Quando ela encontrou mandou um torpedo para ele assim: "família feliz comprada!" Rsrs Imagine só a pessoa errada recebendo! Rsrs

O presente chegou, na sexta-feira de carnaval. E quando recebi o pacote tive certeza do amor que ela colocou ali. Sabe a embalagem mais caprichada que você já recebeu? Foi assim para mim. Era um adesivo, certo? Nada que quebrasse, mas lembrem-se que era uma família feliz, e famílias felizes são fortes, mas podem quebrar se não forem bem cuidadas! Ela embalou em plástico bolha. Dentro do plástico bolha uma caixinha liiiiinda de Hello Kitty, que eu amo. E dentro da caixinha? Papel de seda rosa, a foto dela do perfil do blog, com seu Schinalzinho querido, selando a embalagem. Não dava para ter dúvidas do amor que exalava dali. Então abri o papel seda e tchã-rãmmm...
 
Minha família feliz, colorida, composta pelo Vi, o Bê, o Gucci (cachorro do Bê), eu e o computador!!! Claro! O notebook estava lá, como parte da família, representando este laço incrível que é a blogosfera, os amigos virtuais e o tanto que vocês tornam-se parte da família, do dia a dia, da rotina.

Acabei demorando muito para fazer a postagem por que queria fazer a foto perfeita. Isso por que quero que a Cris entenda o que ela fez por mim. Ela não me deu apenas um presente, um adesivo. Longe disso. Ela me ajudou a voltar a acreditar, a lembrar que pessoas podem ser amigas só pelo carinho, podem agraciar-se apenas pela satisfação de fazer alguém feliz. Este presente, naquele pacotinho tão caprichado, me lembrou que pessoas podem doar amor só por que ele brota em profusão de seus corações. E essa lembrança, esta sensação, faz tudo valer à pena. Cris, será que agora você entende por que fiquei tão feliz? Obrigada, pela família feliz sim, mas mais que isso, por todo o universo de bons sentimentos que nos enviou pelo correio. Que ele te retorne em dobro!

Beijos a todos,
Tati.

P.S.: Estou preparando a postagem com os bastidores da foto de família. Vou te contar... Pena que não deu para registrar as gargalhadas. * Obrigada, vovó Mirian!*


segunda-feira, 21 de março de 2011

Um brinde ao Arcanjo

Não é novidade, para o Cacá, minha admiração pelo Arcanjo Isabelito Salustiano. Ele é um homem que não teve uma vida nada fácil, mas supera, segue em frente. E tem uma visão muito particular do mundo, tornando-o uma espécie de estrangeiro em sua própria terra. Sua maneira de falar naturalmente sobre as coisas nada naturais, estranhas, ou de ver com estranheza o óbvio, nos faz pensar. Ele nos mostra, de outra forma, o comum, o cotidiano, sabe como? E te faz repensar aquelas coisas que são reproduzidas sem qualquer questionamento, às vezes pela vida inteira.

Não o conhece? Então eu te convido a conhecer o Cacá ou José Cláudio Adão. Eles não estão plagiando um ao outro, são a mesma pessoa, está bem? Sabendo que esta confusão já aconteceu, esclareço antes que aconteça de novo! Rsrs

Arcanjo Isabelito Salustiano é um personagem que o Cacá permitiu vir à vida, sim, por que tenho certeza que ele tem vida própria em alguma dimensão por aí. Tem dúvidas? Leia esta fantástica entrevista com o cara. Talvez seja minha postagem favorita dentre tantas do Cacá (e olha que sou muito fã dos seus escritos). 

Então estou feliz demais em saber que ele dá nome ao novo livro do escritor José Cláudio Adão. Um autor talentoso, inteligente, espirituoso. É um livro de crônicas e está à venda pela Seven Virtual Books. Ah, tem um recurso muito interessante também na loja virtual. Você pode alugar o livro! Como assim? Você pode pagar um valor baixo pelo download e ler no próprio computador por um período determinado. Eu quero comprar o meu e estou pensando numa forma de possibilitar que ele venha autografado. Idéias?

Para finalizar quero dizer a meu amigo Cacá que estou feliz e orgulhosa em saber de sua nova obra. Estou também curiosa por ler suas crônicas. Ah, e ansiosa por compartilhá-las. Por que uma coisa que a gente precisa fazer neste mundo cada vez mais banalizado, que dá tanto valor à mediocridade, é difundir a cultura, a inteligência, o bom hábito de pensar. E isso há de sobra em suas palavras.

Parabéns Cacá!   

Amigos, não deixem de conhecê-lo. Vale muito à pena. Comecem pelo ótimo blog Uai, mundo? (é, ele é mineiro... rsrs) e, caso se apaixonem por seus escritos como eu, partam para o livro, ou os livros... 

Não viu os links? Eu facilito as coisas:

Uai, mundo: O Blog do Cacá aqui
Entrevista com o Arcanjo aqui
Seven Editora Virtual aqui 

Beijos a todos,
Tati.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Um bombom aí?

daqui
Ei pessoal,

Vocês conhecem a Elaine Gaspareto, do Um pouco de mim? E a Luci Cardinelli, do Vida? Elas estão juntas no Blog Solidário, uma iniciativa super interessante para levar ajuda a quem precisa. E neste momento estão ajudando um abrigo em Nova Friburgo e planejam presentear as crianças na Páscoa e as mulheres no dia das mães. No blog da Elaine há maiores informações.

 Elas fazem tudo direitinho e com muito carinho, e prestam contas no final! 

Bem, neste momento a Elaine está pedindo 30 caixas de bombom, ou o equivalente em dinheiro. Segundo a própria Elaine, em torno de R$ 6,00. 

É muito pouco, concorda? Não nos deixaria mais pobres, e pode fazer a alegria de alguém. Uma caixa de bombons pode não resolver o problema, mas ameniza um pouquinho. É um gesto de carinho. E quem não gosta de carinho? De se sentir lembrado? Elas pensaram em tudo. Há outros pedidos, como cosméticos para o dia das mães e etc. Vale dar uma conferida no Blog Solidário e ver como pode contribuir, mas não deixe de fazer, um pouquinho que seja. Pequenos gestos podem mudar o dia de alguém. E mudando um dia, somos capazes de mudar a vida inteira! 
 
Enquanto achamos que elas estão doando bombons elas estão aproveitando para distribuir tesouros, daqueles impalpáveis. E nos convidam a fazer parte.

Quer saber como fazer? Vai lá!!!

daqui
As iniciativas não param por aí. A Liliane, do Sonhar e Ser fará aniversário. E sabe como ela planeja comemorar? Oferecendo um enxoval para uma criança que nascerá no mesmo dia, filha de pais que não tenham condições financeiras para isto. Não é genial! A Lili, que tem o coração maior do que o cofrinho, está aceitando contribuições para o enxoval. Ideia muito boa, não é? Vamos comemorar com ela?

Beijos a todos,
Tati.

terça-feira, 15 de março de 2011

Como assim?

Que ser é este que vinha me invadindo? Quero mais não! Esta parte de mim é como certos temperos, tem que vir em doses homeopáticas. Muito, envenena.

Até onde me lembro eu sou uma moleca bagunceira, palhaça, que detesta perder uma piada. Diz minha mãe que prefiro perder o amigo que a piada, mas quer saber? Nunca perdi um amigo assim... Perco quando fico chata e rabugenta... Ah, aí eu perco mesmo até a minha própria amizade! Rsrs

Então chega! Já foi, já deu. Eu fiquei na cadeira do pensamento tempo suficiente, não quero mais fazer pirraça, está bem? É, ontem olhei de cima para mim e percebi que me tornei uma menina mimada, dizendo: "Eu quero! E quero agora! E quero do meu jeito!" Sabe a menina na fantástica fábrica de chocolate, a Veruca Salt? Então? E para onde isto estava me levando? Para onde pode levar qualquer um?

Ah, cansei! Minha escolha de vida é outro canal, outra vibração.

Ontem eu queria dar um grito, mas resolvi me acalmar. Lembrei de uma frase que me veio como inspiração há um tempo atrás. Anotei de noite, meio dormindo e fui ler pela manhã. E é este pensamento que vocês leram na postagem de ontem. Leu? E por que tirei os comentários? Por que eu estava azeda, e sensível. E fiquei com medo das palavras, por que tinha uma falha no dique e qualquer palavra poderia romper a represa. Eu precisava muito ficar quietinha, no meu canto, pensar e renascer. O outro motivo, e talvez mais forte, é que pouco tenho comentado nos blogs amigos, e me sinto sem graça de colocar novas postagens e não retribuir. Então eu me proibi de receber comentários... rsrs Maluca total! 

Mas é isso. Eu quero colorir de volta minha alma, deixar o sorriso, e a gargalhada dominarem. Meu sorriso é minha marca registrada, por que escondê-lo? Estou abandonando o lado negro da força e voltando para a superfície. Quero continuar reflexiva sim, mas no caminho que estava seguindo não poderia ajudar ninguém, estava naufragando em minha própria vida! Para que refletir e não mudar para melhor? Reflexão só é válida se traz crescimento, amadurecimento. E amadurecer não significa endurecer, pelo contrário. Sem perder a ternura jamais, não é Che? 

LEVANTAR ANCORAS, ZARPAR!!!

Agradeço ainda as palavras da Mari Hart, que se não foram para mim eu peguei emprestado e vesti a carapuça. Claro que eu já estava neste processo de subida, mas um chacoalhão é sempre bem vindo.  
daqui
Beijos a todos, me aguardem que estou chegando,
Tati.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Para mim mesma

"O Universo tem todo o tempo do mundo para a gente aprender
Quando a gente acerta, ele se expande.
Acertar, na linguagem do universo, não significa fazer certo,
significa aceitar de bom grado"

Lição dura de aprender! Foi soprada no meu ouvido...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Doces vontades

daqui
Sabe quando a gente fica sem namorado e parece que todos no mundo estão em pares, apaixonados, e que só nós sobramos? Faz tempo que não me lembro desta sensação, mas... de uns tempos para cá a sensação que tenho é que todos estão trabalhando, estão crescendo em suas carreiras e eu estacionei! Eu sei que pode ser temporário, que o principal obstáculo neste momento é minha ansiedade, que preciso me acalmar, fazer os contatos necessários e aguardar. Ouvir com um sorriso uma possibilidade do tipo: "assim que tivermos um projeto em que você se encaixe..." E eu lá sou mulher de me encaixar em projeto? Eu quero participar das ideias, gosto de contruir os projetos...

Então hoje, final do carnaval, retorno da vida normal e a insônia voltou. Como tivemos uma noite ultra mal dormida os meninos foram cedo para a cama. E por que meu sono não vem? 

Sabe quando você inveja qualquer trabalhador simplesmente por que TEM um emprego? Se sentir útil, ter contra-cheques, descontar um monte de dinheiro que faz falta hoje e renderá uma aposentadoria mixuruca no futuro, vale transporte, ticket refeição, colegas de trabalho... Não importa! Estudei tanto, sonhei tanto, corri atrás, mas olhar possibilidades e não ter nada em mãos é como olhar vitrine de doceria com bolso e barriga vazios... Uma vontade de entrar, de escolher, de participar do banquete, e a certeza de não ter sido convidada, de não fazer parte.

Sinto a cobrança velada nos olhos e palavras da família, mas mais que tudo sinto a minha cobrança. Em cada limitação que precisamos enfrentar. No começar a duvidar que sou capaz, se aquelas expectativas depositadas em mim eram fundamentadas. Tenho fugido de escrever no blog por que até meu bom humor fugiu de mim. Estou uma chata rabugenta, a própria garota-enxaqueca. E não do tipo caricato, engraçado. Percebi que o blog estava tomando este rumo e tentei um texto mais bobo, engraçadinho (lembram como era há um tempinho atrás?). Quando terminei e li, percebi o fiasco. Podia servir de roteiro para programinhas tipo Zorra Total, daqueles que se não tiver claque você não entende que é para rir... Ó céus... Meu bom humor era o que me salvava... Alê, cadê você para trocar tiradas espirituosas? Acho que era em nossos cafés que eu me abastecia. Será?! Saudade de não ter tempo para nada por que tinha muito trabalho a fazer, mas também das ideias fervilhando, de colocar a mão na massa, de pilhas e pilhas de artigos para ler, projeto para escrever, a chatisse das burocracias... Ai, que saudade do meu trabalho!!!

Que este limbo não dure muito tempo. Dinheiro faz falta sim, e muita. Mas a saudade maior é de me sentir produtiva, integrada. Da alegria que o trabalho nos traz. E do sono no final de um dia exaustivo. 

Se eu demorar a aparecer é por que estou por aí, caçando aquela Tati brincalhona e divertida, acho que ela está num jogo de esconde-esconde, a sem graça... Ops, não... sem graça é essa Tati que ficou! Sem graça e sem sorriso no rosto. O que significa que perdi parte da minha identidade. Se eu voltar chatinha de novo vocês podem atirar sapatos em mim! De preferência os dois pés (Calço 37). Tá, tentativa infame de fazer piadinha. Claque, manifeste-se! 

Beijos a todos, desculpem aí qualquer coisa... Não reparem a bagunça...

Tati.

P.S.: Vocês viram que agora não dá para copiar meus textos? Obra da querida Elaine Gaspareto. Agora ficou mais difícil plagiar. Ela faz não só isso como muito mais: Deixa seu blog lindo e a sua cara, além de organizado e levinho. Quer saber como? Chama que ela vai!

Mais beijos e FUI!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Faz um ano...

Hoje o blog está completando um ano como Perguntas em resposta. Isso por que eu o criei em fevereiro de 2009, como Cartas ao Vento, mas o mantive inativo. Apenas em 2010, também em fevereiro, passei a escrever no blog com menos medo, e então em março, dia 03, mudei seu nome e passei a escrever da maneira como vocês veem hoje em dia.

Quer dizer, na verdade fui me soltando aos poucos. Eu tinha pavor da tal da exposição. A ideia de que um texto escrito por mim estaria disponível para qualquer um ver era assustadora! Tudo bem, eu duvidava muito que alguém perderia seu tempo com minhas palavras e ideias loucas, mas... aos poucos os amigos foram chegando, se manifestando na forma de comentários, e o medo foi se dissipando. Quanto mais eu expunha ideias, sentimentos, maior a reciprocidade. Eu percebia que relatar minhas experiências podia ajudar algumas pessoas a se libertarem ou a se enxergarem, e também me ajuda a me entender. Isso foi uma coisa muito boa, mas não a única coisa boa do blog. Neste primeiro ano conheci pessoas incríveis, histórias ímpares, novas culturas, brasileiros confrontados com novas visões de mundo, vivendo em outros países, extrangeiros, em geral de lingua portuguesa, mas que vieram acrescentar tanto, me ensinam tanto... Amigos, de mundos tão diferentes que eu provavelmente jamais conheceria se não fosse a blogosfera. Ganhei presentes, mas mais que tudo, ganhei amigos. Coisa que eu não procurava quando aqui cheguei.

Incrível que o mundo que se descortinou para mim não era em nada o que tinha procurado aqui, mas era muito melhor. Não nego que atingi meus objetivos, perder o medo de ser lida (vocês não fazem ideia do pavor, da vergonha, que eu tinha disso!), só que agora o blog é outra coisa para mim: É um espaço de trocas, um mundo tão encantador que precisamos estar sempre vigilantes, para não deixar que domine todos os nossos espaços. 

Ontem, quando me preparava para escrever este texto de aniversário, e por isso entrei na ferramenta de estatísticas do blogger, me deparei com uma triste surpresa. Foi bem desconfortável. Só que, para não variar, a rede de apoio formada por vocês, os amigos que se chegam, que apóiam, participam, defendem, fez com que tudo mudasse de figura. De triste e chateada passei a um estado de gratidão, uma sensação de amparo. Ontem, vocês transmutaram uma energia em mim: de raiva para amor!

Então as palavras que tenho para este dia tão especial para mim (data de comemorar este novo mundo que se abriu) são de agradecimento. Obrigada por todo o carinho, por mostrarem outro lado, por tomarem as dores, não apenas ontem, mas em todo este tempo. Obrigada pelos comentários, pelos e-mails, por senti-los preocupados, cuidadosos do outro lado, como se aqui estivessem. Muitas vezes, quando estou triste ou sozinha, tenho em vocês o amparo. Quando estou muito feliz, quero também compartilhar. Vocês já são uma parte muito importante de minha vida.

Obrigada. Mil vezes obrigada!! Também quero dizer: É um prazer conhecê-los.

Há tanto a mais para dizer, mas nada pode ser maior do que a gratidão que sinto neste momento.

Beijos a todos,
Tati.

quarta-feira, 2 de março de 2011

PLÁGIO - Atualizado

Pessoal,

Hoje descobri uma coisa que me deixou estarrecida.
Encontrei um texto meu publicado em outro blog, como se fosse da pessoa.
Estou arrasada, de verdade. Sabia que as pessoas faziam coisas assim, mas encontrar meu texto copiado foi um balde de água fria. Está aqui, assinado como se dela fosse.
Pensei em escrever um comentário solicitando que tire do ar. Claro que estou com raiva, quem não estaria?
Vontade de tirar meus textos do ar, sei lá. Vi agora de manhã e ainda não sei o que fazer.
Escrevi um comentário sobre o fato. Vou aguardar o desenrolar da coisa. Mas que a sensação é muito estranha, ah, isso é!

Atualizando: Quero agradecer o apoio dos amigos. Já denunciei ao google e pretendo sim, se for necessário, tomar medidas mais drásticas, mas a princípio vou aguardar que ela se pronuncie e se retrate. A única coisa que peço, de coração, é que não ofendam. Agradeço que se posicionem sim, que me ajudem a descobrir como agir neste caso. Me sinto amparada. Mas não agridam. Quando fazemos isso perdemos toda e qualquer razão.

Beijos,
Tati.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Mãe insuficiente?

Chegou a hora de contar uma história muito difícil. Só quem já passou (ou está passando) por isso sabe do que se trata. Já ensaiei muitas vezes falar no assunto, mas sempre mudava de ideia. Por que há situações em nossas vidas que nos machucam de tal maneira... 

O Bê nasceu prematuro, mas com bom peso, como já contei outras vezes. E foi para casa no dia correto, junto comigo. Eu acalentei sonhos de amamentação, de ser uma vaca leiteira. Aliás, eu morava ao lado de uma amiga que jorrava leite mesmo com protetor de seio. Minha irmã, que tinha menos seios que eu, tinha amamentado até 2 anos. Meu sobrinho cresceu forte, saudável, só no peito. Ela doava leite para uma maternidade pública. Um orgulho! Eu também sonhei com isso. Afinal, a boa mãe, a mãe esclarecida, amamenta, não é? Só que a realidade pode ser um pouco diferente.

Entendam que meu texto NÃO é contra amamentação. Sou super favorável a ela, adoraria ter amamentado meu filho e vê-lo engordar SÓ com meu leite. A realidade não foi assim e quase matei meu filho por isso.

Quando eu tinha 16 anos fiz uma redução de mama. Eu tinha seios gigantes em uma época em que isso não era "moda", dificílimo encontrar sutiãs e eu era esportista, magrinha de seios enormes, que me atrapalhavam no esporte que era minha vida. Tenho certeza que se me contassem o que eu viveria aos 29 anos eu teria feito mesmo assim (eu tinha 16!).

A questão é: quando o Bê nasceu eu segui todas as instruções, ele mamava e dormia, eu feliz. Então fomos para a primeira consulta, de uma semana. E ele tinha perdido peso demais. A primeira pediatra - uma louca! - resolveu passar suplemento e umas pílulas para diluir nele, que depois fiquei sabendo é uma espécie de anabolizante. Comprei, mas não usei. Trocamos de pediatra. 

O novo pediatra se envolveu na minha luta para amamentar, e consegui chegar aos 8 meses, mas não somente. Tive que suplementar. Até me convencerem a usar a mamadeira, e devo isso ao Dr Mario (pediatra) meu filho quase morreu. Quase morreu de fome! Dói contar isso. Mas eu fiz pelo melhor. Eu queria muito fazer a coisa certa. Sou pesquisadora, fui em busca de respostas. Não saía de casa, mas internet ajuda, existem muitos materiais técnicos, científicos nela. Em todos, as únicas respostas que encontrei diziam coisas assim: "Não existe leite fraco"; "toda mãe tem o leite necessário para seu filho" "filho que mama no peito sente-me mais amado, é mais inteligente, desenvolve-se melhor, fala mais cedo...". Existem quadrinhos comparatórios entre os dois tipos de criança e a criança suplementada é quase o cocô do cavalo do bandido... A mãe? Ah, difícil não sentir-se como eu me sentia: mãe insuficiente. Tenho alguns textos-desabafo bem fortes escritos nesta época, mas fica para outra ocasião.

Deixei muitas vezes o Bê no colo do Vi, após mamadas frustrantes, para chorar angustiada, sentindo-me a pior mãe do mundo por não ser capaz de uma coisa tão natural. Se toda mãe tem o leite suficiente e eu, apesar dos esforços, não conseguia, que tipo de mãe era eu?

Todos os esforços mesmo! Mate da leite? Litros e litros. Canjica da leite? toneladas! Plasil aumenta o leite? Três dias seguidos a cada duas semanas (por recomendação do pediatra, que fique claro). Até cápsulas de alfafa eu tomei, na intenção de parecer-me com uma vaca, por suposto... Ah, e tome de aspirar ocitocina!

O que sei é que tomei aversão à latinha de leite, como se ela fosse minha rival, minha inimiga. Ela era capaz de fazer pelo meu filho o que eu não fazia. Ela era melhor mãe que eu, mesmo que todo o resto ficasse para mim. Por que não há símbolo maior da maternidade do que a amamentação. A birra acirrou-se de tal forma que o Vi assumiu as mamadeiras. Duas diárias, o resto do tempo eu lutava para mantê-lo no peito. Não sei se foi bom, por que foi sofrido demais. Se hoje tivesse outro filho relaxaria e daria leite em pó sim, de forma mais feliz e relaxada. Não sofreria na véspera de consultas semanais como sofri por 4 meses, como se estivesse diante de um exame para o qual não estudei. O medo da balança, do Bê não ter atingido o peso estipulado, era aterrorizante!  Me tirava o sono. O período na sala de espera do pediatra era um calvário, sempre na expectativa que ele aumentasse o número de mamadeiras no período, que reprovasse ainda mais meu leite. 

Hoje uma amiga está passando por situação semelhante e eu queria dizer isso para ela. Dizer o que ninguém me disse, muito menos quem deveria informar: Meu filho sabe-se amado, falou mais cedo que a maioria, inclusive que o vizinho que só mamou no peito, aquele cuja mãe jorrava leite, é feliz, inteligente, magro, mas saudável, por que é um dos mais altos da turma. Não tem qualquer problema de dicção. Teve uma única gastroenterite em toda sua vida, aos três anos de idade, por um vírus que pegou no hospital. Hoje vejo que estas pesquisas, que direcionam à amamentação, e são válidas, são alarmistas, sim! Elas excluem mães que, como eu ou como a Rosi, em seu Mundinho Particular, não tiveram condições de amamentar exclusivamente. Existe leite fraco, existe leite insuficiente, não devemos tornar uma mãe insuficiente só por isso. A gente pode suprir esta falta de leite materno com mamadeiras oferecidas com amor, com tempo para nos dedicarmos ao filho. Há outras muitas formas de sermos boas mães. Um filho RN já é estresse suficiente para criarmos novos. Podemos encontrar mais leveza nesta nova fase de nossas vidas. Dedicarmo-nos mais à parte boa, ao aconchego, à felicidade que está ali. 

Talvez eu não esteja contando esta história da maneira como gostaria. Ela foi uma luta tão intensa, quando poderia ter sido algo mais leve. Eu poderia ter matado meu filho, que muitas vezes chorou de fome! Fazem ideia do que é isso? Claro que na época eu não entendia. Eu colocava no peito, por duas, três horas seguidas. E repetia: "não existe leite fraco" para todos que tentassem me dissuadir desta insanidade: Minha mãe, o Vi. Eu tinha certeza que assim que eu sucumbisse, que passasse para a mamadeira, encontraria a resposta, e não teria como voltar atrás. Por que há quem diga que criança que experimenta mamadeira desiste do peito. Com a gente não foi assim. Em casa o Bê mamava nos dois, e só dispensou meu peito, aos 8 meses, quando já nem gota saía direito. A mamadeira ele largou mais tarde, aos três anos. Mas aí ela já era minha aliada.

A parte boa de tudo isso? O Vi "amamentou" o Bê. Com isso, tornou-se um pãe. Estreitou laços, fortaleceu a relação. A intimidade entre os dois não deve em nada à intimidade mãe-filho. Hoje estou falando sobre isso, mesmo sem refletir mais e amadurecer o texto por que estou solidária à Rosi. Sei exatamente o que ela está vivendo por que vivi na pele. E tudo que eu queria, naquela época, era uma pessoa que me dissesse que tudo ficaria bem, que meu filho não perderia em nada por ser suplementado. Que eu era uma grande mãe em cuidar dele da melhor forma que eu tinha, com amor.

Rosi, você é uma grande mãe. E o Dudu tem sorte em tê-la ao lado dele. Não é o peito que nos faz mães, não é a amamentação que passará valores, qualidades, entendimentos. Há outras formas de exercer nosso amor aos filhos, tão ricas quanto o leite. Estou a seu lado. Conte comigo para o que puder te ajudar!

Beijos a todos,
Tati.