Por que há questões que são melhor respondidas com novas indagações!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Não diga adeus, diga até logo

Oi amigos queridos,

Na última semana eu vinha me lembrando de um post da Elaine Gaspareto em que ela nos propunha refletirmos sobre "como seria nosso último post". O que gostaríamos de deixar caso deixássemos de atualizá-lo?

E por que estou pensando nisso? É por que neste momento não estou conseguindo mantê-lo. As postagens tem escasseado e as visitas e comentários aos amigos mais ainda. Não estou conseguindo dar conta. Tenho postagens que desejo escrever desde janeiro, como a visita da Gi à minha casa, que foi um dia ultra especial. Já faz algum tempo eu venho perdendo aquela coragem de me expor. E como não tenho conseguido visitar na mesma medida que recebo visitas, me sinto constrangida de escrever novas postagens. Não sei explicar bem o que é. Só que já faz um tempo que tenho pensado no assunto. Desta vez é menos um ato impulsivo do que os que costumo ter. Eu refleti sobre isso!

Não pretendo deletar o blog. Ele me trouxe muitas alegrias e a principal delas foram vocês, os amigos blogueiros (ou não) com quem troquei tantas figurinhas. Vou com saudades. Levo vocês e esta grande experiência em meu coração.

Não sei se voltarei a blogar algum dia. Talvez. Talvez mais cedo do que eu imagino... Sei lá. Não estou fazendo planos. O que sei é que agora não está dando. E a medida mais natural que encontrei foi esta. Não estou com nenhum problema pessoal, só não estou dando conta da vida de cá e da vida daqui. E na hora de escolher, claro, optei pela vida do lado de cá da tela. Mas vocês seguem dentro de mim. 

Como eu aprendi, não devemos dar adeus, mas sim, até logo. A gente sempre se encontra, se esbarra. Há ainda o e-mail, e eu ainda posso visitá-los.

Obrigada por tudo. Foi mesmo um prazer. Agora é hora de nova jornada. 

Um beijo a todos,
Tati.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Por que alguns tem coragem de dizer o que a maioria não tem...

Depois do que a professora Amanda Gurgel disse eu não tenho mais nada a comentar. Como representante da mesma classe, em outra escala, em outro estado, menos sofrida, mas não tão menos assim, faço coro. 

Gostaria que a fala desta professora chegasse ainda mais longe, mas mais que tudo, gostaria que mudasse alguma coisa. Que os políticos juntassem o pouco de vergonha que lhes resta (se é que resta alguma) e mudassem alguma coisa. Que sentissem vergonha de aumentar seus salários diante da realidade da população que eles, teoricamente, representam. Que sentissem vergonha de tocar no assunto da reforma da previdência quando se aposentam, após 2 mandatos, com valores exorbitantes. 

Vergonha alheia é isso. Vergonha por estes políticos que ainda se acham espertos por que estão lotados de dinheiro que vaza pelas cuecas e meias, mas sem um mínimo de caráter que os permita serem chamados gente. 
Assistam e divulguem! Esta professora do Rio Grande do Norte foi capaz de dizer, na cara da Secretária de Educação e outros políticos, o que muitas vezes pensamos, mas nos acovardamos de enfrentar. Palmas para ela.

Beijos a todos,
Tati.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

De parar o trânsito

Dia mais do que especial. Quero registrá-lo e compartilhar com vocês.
Hoje eu parei o trânsito!!!! Por que estava linda? Nããããooo... Isso eu sou sempre! kkkkk
Vamos contar do início.
Íiiih! Lá vem...

Ontem estava levando o Bê para escola quando de repente:

 - LA-VA-JA-TO! Lava Jato! Eu li lava jato!

E ele exclamava entre eufórico e mesmo surpreso! Isso mesmo, por que este ano o Bê está se alfabetizando e já lê trabalhinhos da escola, apesar de não acreditar que está lendo. Desta vez ele se deu conta. Foi maravilhoso! Momento mágico que só quem já experimentou sabe do que se trata. 

Daí que hoje passamos novamente pelo Lava Jato e ele:
- Olha mãe, ali o lava jato que eu li ontem.
- Isso mesmo, Bê. Viu, agora você pode ler tudo o que quiser. Sabia que as palavras ficam muito felizes de serem lidas? 
- Então ele começou a tentar, mas poxa, rápido assim ele não consegue ler...
E foi então que eu fui para a pista da direita, atrás dos ônibus, e dirigi devagarinho. Por que eu até sou uma boa cidadã consciente, mas antes de tudo eu sou A MÃE DO BÊ!

Brincadeirinha, eu reduzi só um pouquinho (e fiquei mesmo atrás dos ônibus), mas não causei transtorno na cidade. Isso eu deixo para as obras da prefeitura, que tem feito um ótimo trabalho neste aspecto. Mas o importante é registrar que no dia 11 de maio de 2011 o Bê leu o primeiro letreiro com consciência de que estava lendo. Era essa a informação que eu não queria perder. A emoção foi devidamente fotografada com o coração.

Beijos a todos,
Tati.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Nosso presente para vocês

Olá todos, em especial todAs!


Queria oferecer um presente original neste dia das mães. E consegui uma ajuda e tanto! Foi feito com muita gratidão pelo carinho de vocês, principalmente pelo pequeno. O famoso "quem meu filho beija, minha boca adoça" (meu avô dizia endossa! rsrs)!

Então aproveitem a oportunidade. Espero que gostem e se divirtam um pouquinho. Nós demos muitas risadas!



FELIZ DIA DAS MÃES, com muuuuuita sorte, carinho e amor!


Um beijo a todos, 
Tati e Bê.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Feminina

Quando eu estava entrando na adolescência queria entender o que era ser menina, o que estava mudando em mim e tantas coisas. Me lembro que nesta época eu ouvia muitas vezes esta música do Quarteto em Cy tentando entender. Mas é tudo subjetivo demais para uma menina que está tentando tornar-se mulher. Não aprendi muito ali, a não ser o tom de voz, muito feminino, delicado, e beeem diferente do meu, que é rouco, grave, bem mais forte. Como disse a Cris Ramalho, estou mais para Ivete que para Sandy (adorei isso, sabia Cris?).

Bem, mas o que isso tem a ver? É que nunca mais tinha ouvido a música. E ontem voltei a pensar no: "O que é feminina?" Daí fui escutar a música e me dei conta do quanto ela é "mulher de antigamente". Uma mulher que costura, cozinha e de noite "deixa outro fogo queimar", ou seja, está à disposição do marido... E enquanto eu ouvia pensava no quanto tudo mudou. No tanto que conquistamos desde esta época. 


Algumas destas lutas, batalhas, nós sentimos na pele. Muitas foram sentidas por nossas mães, pela geração anterior. A gente já chegou com as portas abertas. E sabe, eu não estou disposta a hastear bandeiras dos outros. Eu sou simpatizante das questões de gênero, mas esta não é mesmo a minha causa. Eu vivo esta mudança no meu dia a dia, vivo um casamento em que muitas vezes eu assumo a posição antes masculina, no trabalho, na tomada de decisões e o Vi é o antigo feminino, no cuidado com a casa e o filho. Então eu imponho na prática esta mudança, não na luta, mas não sou uma pessoa alheia ao mundo, sei que faço parte de uma minoria. Agora, para esta minoria da qual faço parte há uma nova questão que se apresenta. Por que nós conquistamos o mercado de trabalho e muitos direitos sim, mas a que custo?

O que venho pensando é que depois da geração que queimou sutiãs, que bateu pé firme por direitos iguais veio outra geração, com caminhos mais abertos para isso. Esta geração seguinte pode usar calças, inclusive com corte mais masculino, usar cabelos curtos, decidir se quer dar ou não para o cara, e isso não incluir um casamento, pode morar sozinha e ser dona do seu nariz. Muito bom! Mas será que é o que todas desejam? Daí há um caminho na contra-mão. Há muitas histórias de mulheres que viveram esta escolha da independência, da escolha profissional, liberdade financeira, sexual, etc. E de repente perceberam que seriam mais felizes como mães, em casa, em seus ninhos. Para muitas isso acontece com a chegada dos filhos, um desejo de acompanhar de perto, de participar mais desta oportunidade, desta responsabilidade. E qual o problema com isso? É aí que vem a inversão da coisa. Aquelas mulheres que queimaram sutiãs e sofreram pela libertação, pelos direitos iguais, sentem-se ofendidas por estas mulheres que escolheram um caminho mulherzinha. E isso também é um contra-senso. Se eu sou livre posso escolher o que quero para mim, não é? Posso decidir de que forma me sinto feliz? 

Na minha casa não tem diferença neste sentido. Vi lava banheiro tanto quanto eu, e muitas vezes ele está limpando um quarto enquanto eu assisto um filme, mas em outros momentos eu estarei em alguma tarefa enquanto ele assiste ao futebol. Um apóia o outro em suas questões profissionais e damos suporte nas questões domésticas para suprir o outro. Somos iguais em direitos aqui em casa. Na prática e não na teoria. 

Isso não significa que eu não enxergue que há uma alteração nos papéis, e que eles não estão bem definidos. Quem é a mulher hoje? Quem é o homem? O que é feminino? Somos mesmo tão iguais? Tenho certeza que não. Ainda bem, somos muito diferentes! Direitos iguais sim, na prática de cidadania, mas entendendo que somos diferentes. Eu adoro galanteios, gentilezas, pegada. Por que sou mulher, e cultivo meu lado romântico, sutil, subjetivo, emotivo, sensível, intuitivo. Eu não quero ser igual a um homem, nem na maneira de me apresentar, nem nas escolhas. Homem tem um jeito mais agressivo de ser, de se impor, é deles. Meninos gostam de brincar de heróis, de luta. É atávico, talvez. Eu achei que era só educação e tentei ser diferente com o Bê, mas brincar de bonecos com ele significa fazê-los lutar, enquanto eu quero que eles conversem. Ele vai comigo para a cozinha e prepara doces, pães de queijo, bolos. Muito legal! Ele também põe a mesa, ajuda na casa. Só que não tem um comportamento feminino, nem precisa ter. Estas são características nossas. Um homem não pode ser gentil? Precisa ser! Mas pode continuar homem. Um homem de um novo tempo. Sem uma guerra de forças, de quem pode mais. Concordo com o que a Si  falou sobre a propaganda do Bombril, é de péssimo gosto. Eu não pretendo tornar-me esta mulher. Eu amo os homens, e amo ser mulher/ feminina. 

Meu marido não é meu rival, é meu parceiro. De igual para igual, mas com muitas diferenças!!! E isso é o que enriquece a relação. Viver esta disputa de gêneros, de quem pode mais, de quem dá mais... isso sim é rivalidade! Não pretendo levantar esta bandeira jamais! 

O assunto é extenso e um tanto polêmico, não pretendo esgotá-lo, pode ser que retorne a ele, se achar necessário. Sei que serei bastante criticada. Faz parte. É uma parte da minha visão do assunto, da minha vivência, E pretendo ser respeitada nela, assim como respeito quem pensa diferente. 

Beijos a todos,
Tati.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A dona da história

BOM DIAAA!!!

Eu tinha programado esta postagem (na verdade, repostagem) para o dia 7 de maio, véspera dos dia das mães. Mas sabe-se lá o que aconteceu, por que o blog está com a data de 7/5 em 2/5... rsrs
De qualquer forma posso usá-la então para iniciar a SEMANA DAS MÃES. Por que concordo que dia da mulher e dia das mães e dia do índio é todo dia!!! 


Não dava para passar esta semana sem falar DELA!
Minha mãe é uma mãe aquariana, e apesar d´eu não ter conhecimentos aprofundados sobre isso (ajudem-me Astrid, Antônio e Marcelo), ela é uma mãe aquariana típica e formou um pouco do que vocês tem conhecido de mim.

Minha mãe é aquele ser que transforma o cotidiano em algo mágico. Não era uma mãe muito típica em certos aspectos. Ela não era daquele tipo que se preocupava com unhas cortadas, dentes escovados, cabelos penteados. Não, isso era muito pequeno para sua mente futurista. Minha mãe nos ensinava a sonhar.

Ela contava histórias ótimas, também lia livrinhos, mas gostávamos mesmo era das que inventava e pedíamos assim:
- Mãe, conta uma história da sua cabeça?
E até esta história ela contou. De como sua cabeça foi crescendo, de grão de ervilha até melão ou melancia, em todas as fases, com todas as esferas que conseguiu se lembrar.

Mas o melhor de minha mãe foi sempre a maneira que nos estimulou a criar, a pensar, a ter ideias, a expressá-las. Minha mãe é bem coruja. Nisso é tão típica como todas as mães (quem já viu comentários dela pelo blog?). E muito culta também. Lá em casa (casa de mãe é para sempre, né?) tem uma biblioteca imensa, com grandes clássicos e pensadores que leio desde adolescente. Ela nunca regulou. Pelo contrário, o estímulo era total!

Nossa casa sempre foi a Central de Encontro dos amigos. Todos queriam estar lá. Iam mesmo depois da escola, muitas vezes sem avisar, e ficavam até o cair da tarde. Pensa que ela reclamava? Que nada, inventava mais alguma coisa para o almoço e comíamos todos juntos, numa grande festa. Sempre à mesa. Isso em casa era sagrado e trouxe para minha casa. Nada de prato no colo em frente à TV. Refeições são horas de interação. Momentos felizes para compartilhar. E até hoje, após as refeições de domingo, passamos muito tempo sentados à mesa rindo, brincando, conversando.

Uma vez, num fim de tarde, muitos amigos em casa, nem sei dizer quantos, toca a campainha. No carro: a diretora da escola, a coordenadora, a psicóloga...  enfim, uma junta educacional completa. Nós não tinhamos telefone na época e uma aluna não tinha voltado para casa. A mãe ligou para a escola. Informando-se por lá alguma professora deu a dica. Deve estar no "clube". Isso mesmo, foi assim que a professora referiu-se à casa de meus pais. Foram todas, e realmente, a amiga estava confortavelmente instalada em uma almofada na sala.

Muitas outras histórias deste tipo. Minha mãe me ensinou a ter asas! A acreditar nos meus sonhos, e a sonhar. Quantos de vocês tiveram a oportunidade de levar seu amado cachorro para cantar parabéns no seu aniversário? Eu pude. Quem tinha medo teve que se afastar. Na hora do parabéns ela deixou que eu o trouxesse, cantou parabéns juntinho dela e depois tiramos foto. Só então voltou para seu cantinho, na área de serviço do apartamento, até que a festa acabasse. É disso que falo quando digo que ela alimentava (e ainda alimenta) meus sonhos.

Sua maneira de estudar conosco era maravilhosa. As associações que criava para que eu não esquecesse Estados e Capitais: Se é um Rio Grande ele precisa de um Porto Alegre, para o desembarque; O que oferecemos para Santa? Flores, então, Florianópolis só pode ser em Santa Catarina... e assim aprendi todas! Só desta cabecinha iluminada poderiam surgir tantas ideias!

Fazia gincanas, com pistas escondidas pela casa inteira, embaixo de sofá, sobre prateleiras, em cada cantinho uma informação de história, ciências, geografia, um bis ou outro doce e novas pistas. Só éramos capazes de adivinhar a pista seguinte com a informação da matéria, mas nada decorado. Tudo entendido! Ao final, na última pista, uma barra de chocolate ou outro prêmio desejado, para TODOS, não apenas para o que chegou primeiro. Já havia em nossa casa um jogo de cooperação, destes que se tem falado hoje em dia... Minha mãe é do futuro!

Posso passar o resto dos meus dias contando momentos assim sobre minha mãe e a maneira deliciosa como nos educou. Eu e minha irmã somos pessoas de muita sorte.

Quando eu era mais nova ficava aborrecida por que, quando ía na casa de minhas amigas elas eram paparicadas pela própria mãe e eu era só uma amiga, mas quando as amigas estavam na minha casa elas eram super paparicadas pela minha mãe. Tirando o exagero escorpiano, eu não entendia que minhas amigas eram paparicadas por serem queridas para mim, e pelo amor enorme que existe nesta mulher que amo tanto.Assim também todos os namorados (meus e de minha irmã) sempre foram tratados como filhos. E precisa ver como ela mima meu marido, preparando seus pratos favoritos, comprando presentinhos ou apenas com palavras! Eu choro daqui já sabendo que ela vai chorar de lá. E vou encerrar por que a quero viva por muito tempo ainda.


Não posso finalizar antes de dizer que, depois de ser esta mãe maravilhosa, ela tornou-se uma avó como nem Dona Benta soube ser. Ela é puro amor, puro açúcar. O Bê e o João são abençoados em poder contar com ela.

E vou contar uma cena inesquecível e ilustrar: Quando o Bê era muito pequenininho eu tive alguns problemas para amamentar (história para outro momento) e minha mãe esteve ao nosso lado o tempo inteiro. Um dia, por fome, cólica, refluxo... nem sei, ele não parava de chorar. Eu, desesperada, já não sabia mais o que fazer. Ela o pegou, olhou em seus olhinhos e começou a conversar. Ele não tinha nem 2 meses. Parou de chorar e ficou olhando para ela, num olho no olho emocionante que eu fotografei, e nem precisava. A imagem é clara em minha mente, e muito mais rica em cores e sabores. Certos momentos são melhor fotografados com o coração.
 

Hoje repito a postagem do ano passado por um motivo muito simples. É a ela que desejo homenagear. Homenageá-la é uma forma de homenagear a todas as mães (inclusive a mim mesma) pela doação, pelo amor, pela presença, por nos apoiarem em nossos primeiros passos e nos seguintes, enquanto seus olhos podem acompanhá-los e mais além.

FELIZ DIA DAS MÃES!
Beijos a todos,

Tati.