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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Alegria ou felicidade?

Escrevi este texto no início de março deste ano. Numa fase bem difícil. Na época foi impossível publicá-lo, por que ele estava à flor da pele. Agora a realidade já é outra, mas pensei que ele pode ajudar outras pessoas a se entenderem. Será?

Então, divido com vocês um pouco dos meus pensamentos passados, mas com conclusões mais do que atuais. Um beijo a todos e vamos viver a felicidade, mas sem esquecer da alegria!

Quantas vezes já nos deparamos com textos que separam o joio do trigo? Desmistificam a busca desenfreada pela alegria como caminho para atingir a felicidade. Isso não é novidade para ninguém, certo?

A questão com a qual me deparei, e que, de alguma forma me surpreendeu, foi perceber que sou feliz. Tá, isso eu já sabia. E ser feliz independe de fatores externos. É uma questão interna, pessoal, intransferível. É e pronto. Eu sei que sou feliz, mesmo quando as coisas não estão lá tão boas. Eu sei isso dentro de mim. Sei que fases mais fáceis e mais difíceis revezam-se em nossas vidas e que precisamos aprender a lidar com estas estações. Ser feliz está ali, mesmo quando estamos tristes. E esta dúvida nunca me assolou. Nunca me senti infeliz (tá, provavelmente na adolescência eu me sentia assim com frequência, mas depois não.).

Então outro dia me dei conta que faz tempo que a alegria se despediu de mim. Quer dizer, foi ano passado, mas eu não tinha me dado conta! Sim, continuo sendo feliz, mas estou sem alegria. Dá para entender? Rir já não é tão fácil e espontâneo. Claro que ainda sou capaz de rir, só que tenho rido mais com os lábios que com as emoções. E isso desencadeia coisas como estresse, dor na cervical, enxaqueca, crises de choro...

E então fui buscar a fonte. E entendi que ser feliz é intrínseco, a felicidade está dentro de nós e independe de fatores, mas a alegria não. Ela vem do convívio. E depois que comecei a trabalhar de casa, piorando quando deixei meu trabalho, reduzi o convívio com pessoas. Meu mundo já não é mais o das ideias, não como eram antes. Eu amo trabalhar, pensar, ter ideias, colocá-las em prática... Estou sentindo tanta falta disso... Minha alegria foi embora, sem que eu sequer percebesse. Só me dei conta agora, há pouco tempo. Venho pensando na maneira de falar sobre isso por aqui, mas é tão difícil explicar, nem sei também se estou disposta a ouvir comentários não tão gentis (quando a gente expõe algo que não está muito bem resolvido alguns comentários são cruéis...). Mas eu queria dividir, até por que é aí que reside minha alegria. E quero resgatá-la. Como sou feliz tenho materia prima para me reconstruir, não importa quantas vezes eu tropece, eu me quebre.

Voltar a trabalhar é minha meta. De preferência no que gosto, no que sei. Mas se as portas não se abrirem, preciso de novos caminhos, de novas possibilidades. E tenho perdido a coragem para lutar. A cada negativa, a cada vez que me sinto colocada em banho maria, eu esfrio, eu desacredito em mim. Será mesmo que esta capacidade que gostam de me atribuir existe mesmo? Às vezes acho que sou uma fraude, propaganda enganosa, sei lá. Se sou assim tão boa e talentosa, por que não me absorvem? Por que minha produção não aponta para isso?

Então é hora de apelar para o Ser Feliz, naquele jeito de reconstrução total. Encontrando a causa, mergulhar de cabeça. 

Este texto foi escrito no auge do meu período sombrio, quando estava 24h em casa. Agora já não é mais assim. Ainda não estou como quero, mas estou no caminho. E enfim o convívio com pessoas já é uma realidade outra vez. Incrível a diferença que isso pode fazer em nossas vidas. Somos seres gregários. Não é qualquer um que pode tornar-se ermitão, morar isolado em uma montanha... A gente murcha sem a troca de energia... Não se isole!!!

É isso! Vamos compartilhar sempre. É o que viemos fazer aqui: aprender a conviver!!!

Beijos a todos com muito carinho,
Tati.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Família feliz de presente!

Sabe aqueles presentes que são maiores que eles mesmos? Aqueles que carregam com eles sentimentos cintilantes e a gente tem certeza que foram salpicados com muito amor? É sobre isso a história que conto hoje.

Outro dia a Cris Ramalho do Coisinhas da Cris postou sobre uns adesivos que tornaram-se febre em São Paulo, aqueles que representam as famílias, sabe? Eu não conhecia, fiquei encantada e elogiei nos comentários.

Então ela me envia uma mensagem dizendo que quer fazer a minha família e mandar de presente. Como assim? Juro, não é o primeiro presente que recebo pelo blog, mas sempre me surpreendo. Acho o gesto lindo, mas nunca acho que mereço tanto carinho assim, espontâneo. Fico lisonjeada todas as vezes que acontece, e fico igual criança!!  

A Cris se esmerou nos detalhes da minha família, fez perguntas, pesquisou (rsrs), mas não estava satisfeita ainda, colocou a família dela para procurar minha família perfeita, rsrs Até o irmão dela entrou na história. Quando ela encontrou mandou um torpedo para ele assim: "família feliz comprada!" Rsrs Imagine só a pessoa errada recebendo! Rsrs

O presente chegou, na sexta-feira de carnaval. E quando recebi o pacote tive certeza do amor que ela colocou ali. Sabe a embalagem mais caprichada que você já recebeu? Foi assim para mim. Era um adesivo, certo? Nada que quebrasse, mas lembrem-se que era uma família feliz, e famílias felizes são fortes, mas podem quebrar se não forem bem cuidadas! Ela embalou em plástico bolha. Dentro do plástico bolha uma caixinha liiiiinda de Hello Kitty, que eu amo. E dentro da caixinha? Papel de seda rosa, a foto dela do perfil do blog, com seu Schinalzinho querido, selando a embalagem. Não dava para ter dúvidas do amor que exalava dali. Então abri o papel seda e tchã-rãmmm...
 
Minha família feliz, colorida, composta pelo Vi, o Bê, o Gucci (cachorro do Bê), eu e o computador!!! Claro! O notebook estava lá, como parte da família, representando este laço incrível que é a blogosfera, os amigos virtuais e o tanto que vocês tornam-se parte da família, do dia a dia, da rotina.

Acabei demorando muito para fazer a postagem por que queria fazer a foto perfeita. Isso por que quero que a Cris entenda o que ela fez por mim. Ela não me deu apenas um presente, um adesivo. Longe disso. Ela me ajudou a voltar a acreditar, a lembrar que pessoas podem ser amigas só pelo carinho, podem agraciar-se apenas pela satisfação de fazer alguém feliz. Este presente, naquele pacotinho tão caprichado, me lembrou que pessoas podem doar amor só por que ele brota em profusão de seus corações. E essa lembrança, esta sensação, faz tudo valer à pena. Cris, será que agora você entende por que fiquei tão feliz? Obrigada, pela família feliz sim, mas mais que isso, por todo o universo de bons sentimentos que nos enviou pelo correio. Que ele te retorne em dobro!

Beijos a todos,
Tati.

P.S.: Estou preparando a postagem com os bastidores da foto de família. Vou te contar... Pena que não deu para registrar as gargalhadas. * Obrigada, vovó Mirian!*


quinta-feira, 3 de março de 2011

Faz um ano...

Hoje o blog está completando um ano como Perguntas em resposta. Isso por que eu o criei em fevereiro de 2009, como Cartas ao Vento, mas o mantive inativo. Apenas em 2010, também em fevereiro, passei a escrever no blog com menos medo, e então em março, dia 03, mudei seu nome e passei a escrever da maneira como vocês veem hoje em dia.

Quer dizer, na verdade fui me soltando aos poucos. Eu tinha pavor da tal da exposição. A ideia de que um texto escrito por mim estaria disponível para qualquer um ver era assustadora! Tudo bem, eu duvidava muito que alguém perderia seu tempo com minhas palavras e ideias loucas, mas... aos poucos os amigos foram chegando, se manifestando na forma de comentários, e o medo foi se dissipando. Quanto mais eu expunha ideias, sentimentos, maior a reciprocidade. Eu percebia que relatar minhas experiências podia ajudar algumas pessoas a se libertarem ou a se enxergarem, e também me ajuda a me entender. Isso foi uma coisa muito boa, mas não a única coisa boa do blog. Neste primeiro ano conheci pessoas incríveis, histórias ímpares, novas culturas, brasileiros confrontados com novas visões de mundo, vivendo em outros países, extrangeiros, em geral de lingua portuguesa, mas que vieram acrescentar tanto, me ensinam tanto... Amigos, de mundos tão diferentes que eu provavelmente jamais conheceria se não fosse a blogosfera. Ganhei presentes, mas mais que tudo, ganhei amigos. Coisa que eu não procurava quando aqui cheguei.

Incrível que o mundo que se descortinou para mim não era em nada o que tinha procurado aqui, mas era muito melhor. Não nego que atingi meus objetivos, perder o medo de ser lida (vocês não fazem ideia do pavor, da vergonha, que eu tinha disso!), só que agora o blog é outra coisa para mim: É um espaço de trocas, um mundo tão encantador que precisamos estar sempre vigilantes, para não deixar que domine todos os nossos espaços. 

Ontem, quando me preparava para escrever este texto de aniversário, e por isso entrei na ferramenta de estatísticas do blogger, me deparei com uma triste surpresa. Foi bem desconfortável. Só que, para não variar, a rede de apoio formada por vocês, os amigos que se chegam, que apóiam, participam, defendem, fez com que tudo mudasse de figura. De triste e chateada passei a um estado de gratidão, uma sensação de amparo. Ontem, vocês transmutaram uma energia em mim: de raiva para amor!

Então as palavras que tenho para este dia tão especial para mim (data de comemorar este novo mundo que se abriu) são de agradecimento. Obrigada por todo o carinho, por mostrarem outro lado, por tomarem as dores, não apenas ontem, mas em todo este tempo. Obrigada pelos comentários, pelos e-mails, por senti-los preocupados, cuidadosos do outro lado, como se aqui estivessem. Muitas vezes, quando estou triste ou sozinha, tenho em vocês o amparo. Quando estou muito feliz, quero também compartilhar. Vocês já são uma parte muito importante de minha vida.

Obrigada. Mil vezes obrigada!! Também quero dizer: É um prazer conhecê-los.

Há tanto a mais para dizer, mas nada pode ser maior do que a gratidão que sinto neste momento.

Beijos a todos,
Tati.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Por que hoje é hoje...

Por que hoje é dia 14/02, Valentines day em muitas partes do mundo (aqui, não, mas se importamos o halloween, por que não o dia dos namorados?);
Por que celebrar o amor é sempre uma ótima ideia.
Por que hoje é uma segunda feira com sol brilhando (ardendo) do lado de fora da janela;
Por que já recebi, e desejei, feliz dia dos namorados para o querido Antônio Rosa no facebook e também quero desejar a você, amigo (a) daqui, por que Valentine´s day também é uma oportunidade de reverenciar os amigos.
Por que, segundo nosso amigo Alê, hoje é dia de oferecer chocolates aos homens lá no Japão e eu acho que ele merece muitos Giri-choko. Os demais amigos deste blog também sintam-se presenteados. 
As mulheres, aguardem dia 14/03, que é nosso dia. Leiam mais no link (se já não leram). Enquanto isso a gente aproveita as dicas da dieta coletiva e entra em forma, ou não!

E também por que uma receita que deu errado pode ser apenas mais um ingrediente da receita que dará certo. E quando der certo você pode ouvir seu filho dizer: "Ah, mãe, mas da outra vez vamos deixar transbordar de novo? Eu me diverti!". E entender que nem sempre os momentos mais certos são os melhores. Que os melhores são aqueles em que você consegue aproveitar, do jeito que vier, com alegria. 

Por que sim e também... Ah, por que não?

É isso. Hoje acordei com muita vontade de ser feliz, de aproveitar o dia, de celebrar a vida.
Amanhã? Não sei. Quem se importa. Quero saber de hoje, ser feliz hoje. 
Então eu fui, mas volto logo. Esta é uma semana especial (sexta é aniversário do Bê) e quero falar mais sobre isso. 

Beijos a todos,
Tati.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

É dando que se recebe

Oi pessoas queridas,
Não tenho conseguido conciliar o tempo de blogar. O Bê está de férias e, geralmente, madruga. Eu gostava de acordar cedo, escrever, postar e visitar na parte da manhã. De noite ando um caco... Vou me organizar para estes novos tempos. Hoje o Bê acordou de madrugada e voltou a dormir às 6h, acho que tenho um tempinho...

Quero compartilhar com vocês uns pensamentos que andam me rodeando. Para começar contar que passamos a virada em um local onde não tem fogos! YEEESS! Do jeito que gostamos. Estávamos num sítio, em Itamonte, encravado na Serra da Mantiqueira, dá para imaginar a delícia? Para quem, como a gente, adora mato, é claro!

O maior conforto era a companhia, maravilhosa, da família da minha amiga Martha. A Martha é a dinda do Bê, uma das maiores amigas da minha vida e está morando na Costa Rica (espero que só até 2012) e veio passar um mês de férias. Foi maravilhoso! Voltamos com uma sensação de transbordamento. A tia da Martha - dona do sítio - trabalha/estuda Permacultura, o que muito me interessa, já que um dos meus campos de estudo é agroecologia. A conversa nestes dias de retiro foi estimulante, intensa, animada, tão descontraída quanto enriquecedora. 

Juntando com tudo o que tenho observado, por aqui e pela vida, percebo que estamos caminhando para um ano mais intuitivo. Será que é só impressão minha? Percebo um movimento em direção à sensibilidade, ao auto-conhecimento, não só em mim, mas nas pessoas com as quais convivo (claro que não todas). Isso é um sacudir de tapetes, levanta muita poeira! Mas não há faxina boa sem arrastar de móveis...

Daí eu chego no título do post. A lei da doação: "Quanto mais se dá, mais se recebe". Acredito muito nela, só não tenho entendido como recebo tanto... É que acho que não me doo (assim mesmo, sem acento...) com toda esta intensidade com que recebo. A vida tem me presenteado demais! Ainda está em tempo e tenho me esforçado para ser mais generosa. Pois é, me esforçado. Pode parecer artificial, é apenas o iniciar de um movimento. Até que ele se torne mais natural, espontâneo. Quem é um pouco (nem muito) mais sensível deve perceber o quanto sou auto-centrada. Isso é interessante na busca pelo auto-conhecimento, mas ao nos isolarmos deixamos de conviver, e sem convívio a gente não cresce, cessa o desenvolvimento. Perde-se a razão de ser. 

Tem um furacão em mim (para variar). Só que desta vez ele é bom, está me impulsionando para a frente. Ainda não sei que rumo darei à minha vida, algumas portas começam a se abrir. Incrível como as coisas podem, sim, bater à nossa porta quando estamos abertos. As minhas já começam a se escancarar. Eu não defini o rumo, disse apenas o que desejo para a vida (aqui) e as situações confluem para isso. 

Este ano quero ser mais doação. Quero estar mais aberta e treinar a generosidade. Perceber que dar não implica coisas materiais. Dar um abraço, um sorriso, um comentário, uma oração, um bom pensamento... Não importa. Dar o que se tem! Quer vir comigo?

Pretendo reduzir o uso da palavra EU neste blog (se contabilizá-lo é o principal metablog... kkkk), usar mais o nós, apesar de saber que é um diário, escrito mesmo na primeira pessoa, por que são auto análises, mas desejo ampliar o pensamento. Se as ideias escritas aqui puderem ajudar mais alguém já me sinto realizada.

Que 2011 seja o ano da intuição, ou do crescimento de uma consciência coletiva. Que a gente entenda o quanto estamos ligados, o quanto nossas ações e intenções interferem no funcionamento desta grande rede. Que a gente se liberte do medo, das algemas, das culpas que tanto nos murcham e empobrecem. Vamos crescer, florescer, semear! Feliz ano novo!!

Seguindo a frase: "Sempre fica um pouco de perfume nas mãos de quem oferece flores" quero dizer que vocês tem mãos perfumadas, doces, ricas, amorosas. Obrigada por tudo de bom que compartilharam em 2010. Esta vivência do blog me deu muito mais do que eu esperava, e a razão disso são vocês, pessoas do outro lado. OBRIGADA!

Beijos a todos,

sábado, 4 de setembro de 2010

Madura? Eu?!

Amigos,
Despedida dos meus óculos quebrados
A postagem da felicidade foi um sucesso, e me deixou muito feliz. Amo ler cada comentário, sentir o carinho que chega bem juntinho... É mágico.
Aventura muito radical
na casa de festas infantil

O que achei engraçado desta vez, engraçado mesmo, de fazer rir, foi a associação do meu texto com maturidade. Em muitos comentários isso foi levantado. A Tati, do Vida Bicultural, chegou a ficar em dúvida sobre a minha idade... heheh

Estou perto dos 35, falta pouco mais de um mês para isso. Ainda não me sinto balsaquiana. Aliás, dizem que a mulher de 40 é a nova mulher de 30, né? Então sou a nova mulher de 20! E se querem saber, tenho um jeito de menina de 15 muitas vezes, e gosto de brincadeiras de menina de 10!!!
Óculos fundo de copo

Não fui a única a rir ao ser associada a uma mulher madura. Marido riu junto. Por que quem convive um pouquinho que seja comigo sabe que eu sou uma moleca, brincalhona, fanfarrona... Pois é, mais uma imagem pessoal destruída... 

Escorregando no papelão

Eu gostei, claro que gostei! Fiquei com vontade de usar óculos, andar de salto agulha, tailleur estilo channel, batom vermelho na boca... mas quer saber? Me dá vontade de rir só de me imaginar assim... Acho que me sentiria uma criança experimentando as roupas da mãe... 

Careteando com meu primo,
tão ou mais bobo do que eu!
Talvez minhas palavras pareçam maduras, meu jeito de expressá-las. Como sempre gostei de ler e na casa dos meus pais tinha acesso a um acervo diversificado, cedo li clássicos. Aos 12 já tinha lido Victor Hugo, em seu "Os miseráveis", sem fazer ideia de quem era o autor. Gostei da capa, gostei da narrativa. Fui em frente. Assim também li Casa de bonecas, do Ibsen, sem entender bem onde estavam as bonecas... heheh Li o estrangeiro aos 15, mesma época em que li Servidão humana, livro que estou relendo neste momento. Eu tinha me esquecido que havia lido. Só ao iniciar a leitura fui recordando passagens, e Philip retornou à minha mente. Tenho hoje uma apreciação muito diferente da história. Será que ter lido, tão nova, tantos livros, fez com que me entendessem madura? Sei lá. Achei divertido.

Enfeitadinha na festa da Agatha
Sou sim, muito questionadora E isso faço desde criança, como uma de minhas brincadeiras favoritas. O Bê tem este mesmo traço. Acho maravilhoso! Sei também que o fato de gostar de brincar nada tem a ver com ser ou não madura. O que achei mais engraçado é que nunca imaginei esta palavra associada a mim. Foi a primeira vez. Será que já estou virando uma mocinha? kkkkkkkk

Batman e família
Eu gosto mesmo é de aproveitar as festas infantis e me jogar: na piscina de bolinhas, na cama elástica e em qualquer brinquedo que adulto possa entrar (eu não tenho peso e altura da vontade que eu tenho... snif...), adoro fazer bagunça com meus primos, inventar caretas, palhaçadas, dar gargalhadas altas, usar fantasias, mesmo quando não é carnaval... E vou entregar o jogo. Tem gente aqui em casa rindo de mim, mas quer saber? Marido não fica nada atrás. E, a título de não me deixar pagar mico sozinha, embarca nas minhas invenções malucas. Pior, tem vezes que eu é que embarco nas maluquices dele. 

A gente só entrou para cuidar das
crianças! kkkkkkk
Algumas vezes, a palhaçada é tanta que Bê fica do sofá, sacudindo a cabeça, como que a dizer: "Estes meus pais não crescem..." E nem mesmo participa do momento-dãããã. Um casal de amigos nos chama de família chocolate, por causa daquela família de cantores que SÓ cantava "é de chocolate", e olha que nós nem cantamos... heheheh

Queria agradecer o carinho e mostrar que na verdade, se me encontrarem algum dia, verão uma menina bagunceira e sonhadora. Esta Tati madura acho que fica apenas impressa em folhas de papel!

Quanto mais eu procurava nas minhas fotos, mais e mais cenas eu encontrava. Vi me ajudou a escolher algumas. Foi difícil escolher só algumas. Não quero ninguém pedindo desculpas por ter me chamado de madura, hein! Eu a-do-rei!!!!! Só não consigo me inserir no termo! E quem convive comigo acho que pensará o mesmo: sou pirracenta, boba, palhaça, mimada, brincalhona... uma criançona! Pelo menos é assim que me vejo!
Beijos a todos,
Tati.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Felicidade é uma colcha de retalhos

Um mosaico de alegrias, costurado por tristezas.

A proposta hoje é escrever sobre FELICIDADE, na Blogagem Coletiva da Glorinha do Café com bolo. E foi a mais difícil de escrever. Os outros sentimentos e emoções podiam ser pontuados. Eu pensava em medo ou raiva e vinha uma história, mesmo algumas. Eram fatos isolados, com datas e personagens definidos.

Amo estes meninos.
Motivo de ser feliz!
Felicidade não é assim. É um tapete, um panorama. Felicidade é mais constante e, ao mesmo tempo, mais dispersa. Somos felizes quando estamos alegres, e também quando estamos tristes. Somos felizes em todos os tempos verbais: Sou feliz na cena presente, ao interagir, ao viver; no passado, ao recordar; no futuro, quando sonho.

Se folheio um álbum de fotos, sou feliz em rever cada momento. Tantas histórias são reveladas em imagens congeladas por uma câmera. As risadas ecoam na mente, o calor do abraço, a sensação daquele dia. Isso não está na foto, só quem vivenciou a cena pode saber o bom que foi. 

Amigas para a vida toda,
na fase mais bonita da nossa.
De modo geral é mais fácil saber-se feliz ao recordar um momento: "Naquela época eu era tão feliz!" "Ah, bons tempos aqueles"... e outras expressões do tipo. Para ser feliz no presente é preciso uma certa tomada de consciência. Eu faço um exercício de olhar-me de cima, de fora da cena. E ali tenho a certeza do ser feliz. Lembro a primeira vez que fiz, meio sem querer. Estava rodeada por meus amigos da faculdade. Uma turma que amo, mesmo não convivendo mais. Naquele dia estávamos reunidos, brincando, rindo, contando histórias, unidos como éramos. E eu parei no tempo. Fotografei com o coração: registrei as imagens, o som das gargalhadas, o carinho que tínhamos (e temos) uns pelos outros. Este dia não me sai da lembrança. Um dia comum, sem nada que valha relatar como fato. Marcante por intensidade no sentir. Hoje quando penso nestes amigos, este dia é lembrança certa. Quase todos os nossos dias juntos eram iguais. Por algum motivo que não sei, este foi o dia da tomada de consciência. Eu nos vi por cima. Eu me vi na cena, rodeada e feliz. 

Momentos simples,
 inesquecíveis!
Depois desta ocasião treinei, exercitei, e hoje sou capaz de fazê-lo de forma pensada. Quando vivo um momento que me deixa feliz, paro um momento, pareço distante, pensativa... Estou fotografando com o coração. Não preciso pedir que façam xiiiiis. Os sorrisos tem movimento e som dentro de mim. Em muitas situações, quando me sinto plena, faço este movimento. Me destaco e filmo, gravo, registro. 

Felicidade são as covinhas do Bê, o olhar doce e apaixonado do Vi, uma garrafa de café fumegante, a voz da minha mãe, o riso do meu pai, limpando as lágrimas de gargalhar, os braços do meu sobrinho dizendo que no meu abraço quem cabe é ele, numa brincadeira que é só de nós 2, é família reunida. 

Felicidade é uma caixinha no google talk, com a palavrinha Tati no topo da mensagem. É a oportunidade de escrever este blog, de ser lida e comentada com carinho. De interagir com pessoas distantes, e que se fazem tão presentes. É também a dúvida sobre os caminhos a seguir, e saber que isto só acontece por que tenho múltiplos talentos. É a superação pessoal.

Família reunida, intensa falicidade
Todas estas imagens somam-se a situações de dificuldades e tristezas. Elas também alimentam meu lado feliz, quando me dão oportunidade de refletir, crescer, valorizar o bom. Os contrastes são importantes para valorizarmos o que temos. Lulu Santos não errou ao dizer que não existiria som sem silêncio, nem luz sem escuridão. Ainda assim, o que mais gosto, o que me faz mais feliz nos momentos superados, é ver que cresci. Sempre crescemos mais nestas fases duras. E se crescemos, a felicidade cresce em nós.

Quando superamos algo, em especial quando superamos a nós mesmos, a felicidade jorra. Eu tenho passado por uma fase de auto-superação que tem me feito muito bem. Muitas vezes são coisas pequenas, insignificantes aos olhos desatentos. Só quem as vive sabe o valor que tem. 

Meu sobrinho-filho,
um dos grandes amores da minha vida.
Ontem, após quase 3 anos, eu tive coragem de pegar no volante. Dirigi uma quadra apenas. Peguei o Bê na escola e voltei para casa. Foi uma vitória grande sobre mim mesma. Eu estou tomando posse da minha vida novamente. Este movimento pode parecer tão bobo, nem sei se vale relatá-lo aqui. Para mim, foi o passo gigante, significativo. Representa a retomada de minha vida. A ruptura com alguns nós que criei ao meu redor e me impediam de continuar. Estou saindo da crisálida, secando asas ao sol, planejando voos mais altos. Tudo se aproxima e se forma. Está ao alcance das mãos.

Sorrio, um sorriso discreto. Não há gargalhadas ou dentes expostos. Neste momento não é da alegria escandalosa que falo. Falo, sim, da felicidade. Um processo mais lento, mais calmo, aderido na alma.

Beijos a todos,
Tati.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Meu livro depende de NÓS!!

Só para atualizar: Chorei, chorei mais e ainda estou chorando... Nem vi quantos votos tenho ainda. São 18h30, acabei de chegar em casa e li, na sequencia, as manifestações de carinho de todos. Não deu para segurar. Muito choro... Não fotografo por que me acho ridícula chorando... Obrigada demais a todos!
Mil beijos,
Tati.

Amigos,

Segui a dica da Macá e me inscrevi no concurso da Ediouro Seu blog pode virar um livro. Não sei se já tenho conteúdo aqui para tanto, mas peço, encarecidamente o seu voto. Em época de eleição, quando tanta palhaçada é veiculada em horário eleitoral gratuito, e três ou quatro propostas sérias seguem no bolo, venho até vocês dizer: eu podia estar roubando, eu podia estar escondendo dolares na cueca, mas quero apenas que votem em mim e ajudem uma menina com cabeça nas nuvens a realizar seu maior sonho. Eu acredito que tenho vocação para isso, só preciso de um empurrãzinho... Me ajudem? 

Vocês podem:

1-  Votar, neste link, quantas vezes quiserem;
2- Postar o selo em seus blogs (código disponível na sidebar. É só copiar, abrir um gadget HTML e colar. 
3- Divulgar para os amigos.

Prometo coisas muito gostosas na noite de autógrafos, tá bem? E um sorriso como jamais se viu em meu rosto!

Beijos a todos,
Tati.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Os tesouros prometidos

ÊÊÊ, você voltou!! ... Curioso!!! hahaha


Ontem eu fiz um texto que era um devaneio... Uma vontade de mudar alguma coisa... Sei lá... Eu queria expor meus pensamentos, aqueles que vem me avassalando, me consumindo... Enfim, já falei demais.


Apesar de ter adorado os comentários, percebi que gerou pouca interação. Ainda assim, eram intensos, como meus sentimentos. Daí, saí e só voltei de noite. E levei um susto!! Apesar de não muito comentado, ele gerou uma manifestação que me deixou feliz, ele inspirou duas pessoas que adoro e admiro em seus textos. E na introdução das postagens elas ainda falavam com tanto carinho de mim... Fiquei toda boba!


Então, quero agradecer à Beth, do Mãe Gaia e à Giovana, do Bordados e Retalhos, a gentileza. Fico muito feliz quando alguém diz que um texto que eu escrevi fez pensar. Esta é minha meta sempre, pensar, fazer pensar (ou fazer rir, às vezes.... hehehe). 

Isso era uma coisa. A outra coisa, que também me deixou muito feliz, e que quero agradecer, foi a promoção de dia dos pais da Bonfa (Kátia Bonfadini)  e da Mari Azevedo,  que eu ganhei!!

Nossa, vocês não sabem minha emoção hoje ao abrir o blog da Mari e ver meu nome!! 
A frase-parágrafo-capítulo-testamento que postei foi essa:

3- Tatiana Pastorello
Quando viajamos para um hotel fazenda com meus pais, presente deles, meu pai sofreu uma queda assim que chegamos. Para não estragar o final de semana do neto de 5 anos, que nunca tinha vivido aquela experiência e estava mais feliz do que nunca, ele passou o final de semana no quarto, entre bolsas de gelo, analgésicos e paparicos. A única foto em que saiu é muito representativa para nós, um momento de doçura: Avô, abnegado, recebendo carinho e gratidão do neto. Esta foto merece um porta retrato, para que os gestos nunca sejam esquecidos. Como o vovô é diabético, o doce será saboreado pelo neto amado (é seu doce favorito!) e nós celebraremos este dia, pelo que de mais nobre se há para comemorar: amor de pai, amplificado em avô!


Eu ganhei em terceiro, mas como era uma só e elas aumentaram para 3, acho que estou bem na fita!! hehehe
O prêmio é este da foto: dois potinhos de brigadeiro, que já estou sabendo que é da melhor qualidade, e um porta-retrato, que já vem recheado com a foto que escolhi, óbvio que é a que conto na frase-parágrafo-capítulo-testamento, e que vocês já viram na postagem sobre a recuperação das fotos. Acreditam que esta era uma das fotos perdidas? Coisas que ninguém explica... hehehe


Deu para perceber que o prêmio não é bem meu, né? Desta vez eu vou terceirizar, senão minha frase-parágrafo-capítulo-testamento vira propaganda enganosa... ai, ai, ai!!


Mas do brigadeiro eu vou provar, vou sim!! E indico a vocês conhecerem o Atelier da Mari, e suas invenções, tem cada coisas mais linda e gostosa, tudo tão caprichado...


Hoje, quando eu mostrava para a Alê (minha espelho) ela disse:
 - Com tanto amor assim, ela só podia trabalhar com chocolate, né?


Concordei! Em tudo!!!! Mari e Kátia, muitíssimo obrigada, vocês fizeram feliz uma mulher no auge de sua TPM!!!


Beijos adoçados,
Tati.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Um programa de índio, com muito amor



Dentro da Barca. Dia de muita luz!
Quem já passou por aqui, uma vez que seja, sabe o quanto sou apaixonada por família. E não tenho nenhum astro em Câncer (a não ser o astro-rei-marido...), mas tirando os elementos mais próximos: pai, mãe, marido, filho, posso dizer que tenho paixão pelos primos! Tenho ótimas tias, não tive muita ligação com avós, mas meus primos... Ainda bem que são muitos! Amo-os com amor de irmã!

No sábado uma de minhas primas me ligou fazendo um convite interessante: - Vamos a Paquetá?
Os sapecas de farra, na Barca
Num final de semana de sol lindíssimo, sem grandes compromissos, topamos! Legal! Só fui a Paquetá quando era muito pequena e já nem me lembrava mais. Animamos o Bê. E eu corri para cá, fui pesquisar a ilha e suas atrações. Vi que o tempo de Barca era de 70 minutos, e que lá, podíamos andar de Charrete, bicicleta, pedalinho, que tinha lindas árvores, lindas paisagens. Neste processo de busca encontrei o blog da Chris - Inventando com a mamãe, pelo qual me encantei, por que ela dá ótimas dicas de passeios e brincadeiras para fazer com as crianças. E é amiga da minha querida Ingrid (Desconstruindo a Mãe), então já é minha amiga!! Anotei as dicas do dia maravilhoso que ela passou por lá, organizamos o farnel com biscoitos, sucos, roupas extras, repelentes e livrinhos (lembrem-se, 70 minutos de barca!), dormimos cedo e... Dia seguinte!

As barcas tem uns horários muito espaçados: de 7h10 passa para 10h30. Morando na roça, para estar lá às 7, tinha que dormir na Praça XV, e não acho que é uma boa opção. Então, pegamos esta barca das 10h30. As crianças encantadas! Bê nunca tinha estado no Centro do Rio. Fomos de ônibus comum, e foi super tranquilo, tanto que já planejamos novas incursões ao Centro, para visitas a museus. 
A Barca estava lotada!!! E por mais que eu possa dizer que amo o povo brasileiro, prefiro dizer isso sem estar numa situação sovaco a sovaco. É, essa parte da viagem não foi bonita não... E não me julguem elitista (o que até assumo que sou) sem ter passado por uma experiência "exótica" como essa. Hahaha

Parece até que os primos são eles!
Quando descemos da Barca, segundo palavras do meu primo in law (como eu chamo o marido da minha prima?): "Era a visão do inferno". Ah, se existe um inferno, ele deve ser parecido mesmo. Paisagem? Onde? Só dava para ver gente de todo tipo, com seus frangos e farofas, andando, amontoando-se... Um horror! Vontade de pegar a própria Barca em retorno! Mas... vamos dar mais uma chance. Circulamos por ali uns minutinhos, o grupo dispersou e deu para ver que a paisagem é mesmo linda! Precisa de cuidados, mas é lindíssima!! 

Enquanto decidíamos o que fazer o Bê definiu: "Quero andar no cavalo". Ok, charrete foi a escolha. Aliás, o passeio todo pode ser visto como uma aula de meios de transportes. Só faltou o aéreo! Subimos na Charrete, com cavalos bem tratados (nem todas são) e fomos conhecer a ilha, parando onde queríamos. Na primeira parada o Bê não quis descer. O medo que a charrete fosse embora... mas depois que viu que íamos e voltávamos, desceu, fez pose, pediu para tirarmos foto dele sozinho... hehehe Aí aproveitou tudo!
  

A parte mais divertida foi a visita ao Baobá, uma árvore que, segundo o condutor da charrete, foi plantada em 1600 e bolinha. Tem uma placa dizendo que quem beija e cuida terá sorte. Li para o Bê que quis levar o amor à natureza à risca e abraçou e beijou o Baobá. A receptividade da mamãe foi tanta que ele resolveu sair abraçando e beijando TODAS as árvores que via pelo caminho. E olha que tem muitas!! heheh Só parou quando eu expliquei que algumas são usadas como banheiro por homens porquinhos... Aí acalmou... Mas foi fofo!!!
Como tudo estava muito cheio não deu para cumprir toda a agenda. Após o passeio de charrete fomos procurar lugar para almoçar. Todos famintos, apesar dos biscoitos. Essa, para mim, é a maior deficiência da ilha. Tem muitos botecos, uns locais que servem refeições com cara de sujinha, mas poucos restaurantes. Se higiene de alimentos é minha área, fica difícil comer assim. Não consigo e nem quero! Então circulamos procurando algum lugar. Achamos um restauranta ajeitadinho, com cara de limpinho, e... aguardamos na fila, claro!! Até vagar mesa, um tempão, mas tudo bem. O chato foi a comida. Não era gostosa nem bem servida, e o preço é meio salgado (pela qualidade), mas era limpa! De bebidas só refrigerante ou cerveja, não tinha uma opção de suco ou qualquer outra coisa. Bebemos água - fonte da vida!

E... Hora de voltar. Por que a barca saía 15h. O passeio foi relativamente rápido, mas chegamos bem cansados. Felizes, como podem ver nas fotos, eu reclamei por aqui, mas gostei. A oportunidade de levar o Bê numa Barca, de ver as gaivotas tão pertinho, mergulhando em busca de peixes, o passeio de charrete, o Baobá... e em especial a companhia da Sani, do Henrique e da Sofia! Sem preço!! 

Cheguei tão cansada que nem entrei no computador. Só banho, jantar e dormir. 

Hoje, quando entrei para escrever para vocês, o comentário da Chris:


Oi Tati,




adorei o seu blog. (...) E como foi em Paquetá? O dia estava lindo, né? Acho que eu não comentei no blog que eu fui durante a semana e aí as coisas são mais tranquilas.


Ok... Quem manda se informar de véspera... kkkkk Mas valeu muito! Eu iria de novo (nunca mais num domingo, é claro!!!), até por que ficou faltando o passeio de pedalinho... 

Beijos a todos,
Tati.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Olé!! É paz!!!

Hoje eu não pretendia postar nada. Isso por que tenho que ir ao trabalho (local físico) e lá não há formas de conciliar blogagens com outras ações, mas... A notícia me estimulou demais e estou eu aqui, no computador, antes de seguir o dia.

Assisti no noticiário que a Cataluña votou uma lei que PROÍBE as touradas. Já não era sem tempo. Fico feliz que movimentos pela vida estejam acontecendo. Não é possível que ainda haja estímulo a um assassinato, com requintes de crueldade, e que isto seja prestigiado como esporte, em nome da tradição. Ora, tradição já foi jogar homens aos leões, matar, em praça pública, guilhotinados ou enforcados. A cruz também já foi uma tradição. Gerava empregos, gerava diversão (?), eram grandes eventos, com público cativo. Faz sentido? 


Um grande passo em direção à paz. Não podemos clamar por justiça e paz aos homens quando nosso exemplo é de fúria e violência.


Estou feliz demais por este primeiro ato a favor do bem estar animal. Enquanto procurava imagens para ilustrar este texto percebi fotos muito fortes, de animais em intenso sofrimento. Não é este meu perfil, está tudo lá no google, para quem quiser ver. Eu só quero olhar o lado bom, o que vem por aí. Sem touradas estamos dando um exemplo aos nossos filhos e netos. E parece que não tem nada a ver, mas lembrando que somos todos um, leis idiotas como a da palmada não serão necessárias quando os homens entenderem e praticarem o respeito. 

Enquanto buscava as imagens encontrei um blog ótimo, e ele conta a história do Ferdinando, um touro da paz, que é confundido, ao ser picado por uma abelha, com um touro feroz e vai parar nas touradas, mas o que ele gosta mesmo é de cheirar as flores que as mulheres jogam à arena. O Ricardo conta muito bem esta história, por isso lanço um link para seu Tertúlias, quem quiser, beba na fonte! Há outras interpretações para o texto, mas eu prefiro pensar neste aspecto: os animais são amorosos e de paz, não querem a guerra e o poder, como nós. Temos tanto que aprender com eles...

E para encerrar, não uma fala minha, mas de alguém com maior legado, e que já propagava tudo isso na época em que o Brasil ainda estava por ser descoberto:

"Haverá um dia, em que o homem conhecerá o íntimo dos animais. Neste dia, um crime contra um animal, será considerado um crime contra a própria humanidade." (Leonardo da Vinci)

Era isso. Um bom dia a todos,
Beijos,
Tati.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Por que sou brasileira e não desisto nunca!!

Isso faz com que eu tenha muitas histórias ilustradas para contar, um sorriso mega no rosto e um link para um download fundamental (nunca se sabe quando um marido resolverá por a mão na cumbuca, né?).

Então, senta que lá vem a história (as histórias!). As fotos aumentam se clicar nelas.

Eu fiz a postagem sobre as fotos derramadas sofrendo, mas não querendo me entregar. Ao invés de chorar sobre o leite fui catar um canudinho para sorvê-lo (ô palavra chique, sô) diretamente do solo... (novela mexicana perde fácil).

Começaram a chegar os comentários, muitos diziam ter passado por coisas semelhantes. Fiquei pensando: "não é possível que seja tão comum e ninguém faça nada a respeito". São google, busquei programinhas de recuperação. Passei o dia quase inteiro fazendo isso. Almocei em meio a downloads e testes. A maioria não funcionou bem, alguns eu não soube usar direito, mesmo nos fóruns dizendo que eram intuitivos... minha intuição não entende linguagem de máquina... Mas, enfim, agora, depois das 16h, consegui!!! Não consegui todas ainda, nem o vídeo do Bê com o touro Bondido (só as fotos), por que quando estava em 98% a bateria da máquina acabou... mas já sei que é possível e estou muito, muito, muito feliz!!!

Daí que vem as muitas histórias, por que quando tudo foi deletado eu não perdi apenas os registros da viagem, eu perdi as fotos que tiramos com o presente lindo que ganhei da Taia e as fotos do meu almoço com a She, quando entreguei o presente dela.

Agora que recuperei quero contar tudo para vocês. Estão dispostos?

1- O Presente da Taia


O Blog da Taia - Zambia meu lar, Brasil meu jardim, está de aniversário. E para comemorar a Taia fez uma promoção. Eu, que nunca tinha dado sorte, GANHEI!! Acho que foi por que desde sua viagem para o Egito eu estava sonhando com tudo aquilo, achei maravilhosa, viajei junto, li apaixonadamente tudo que ela ía contando. Você conhece o blog dela? É ótimo e eu tenho aprendido muitas coisas, além de ter feito uma amiga querida. Ah, o presente! Então, ela trouxe do Egito uns papiros que não são papiros, são feitos de bananeira, e sorteou 5 que acabaram virando 6 (vai lá conferir que vale à pena e algumas risadas). Eu ganhei o segundo e pulei igual criança pela casa. Mostrei vídeo para marido que adorou também. E passamos os dias seguinte (no meio da obra) planejando lugar para o quadro. Eu, culta como sou, pensei: "Vou colocar perto da mesa de jantar, já que representa uma refeição". Então a Taia corrigiu a tempo: "Tati, não é um jantar, é uma oferenda para o anjo da guarda". Quem disse que eu não comia doce de Cosme e Damião? Pipoca de despacho nunca comi, não...

Semana passada, naquela semana que fiquei sem internet, chegou o presente pelo correio. A casa estava um caos e a internet foi-se. Eu não tive como postar, adiei e... Hoje estou me redimindo! Achei que tinha perdido as fotos, mas estas dava para fotografar novamente, só não teriam a emoção do momento. Vejam então, nossa imagem da oferenda Egipsia, em nosso acampamento doméstico, no local onde hoje há uma geladeira, semana que vem haverá uma mesa de jantar, e atrás dela... tcham, tcham, tcham, tcham...
Ou será melhor colocar em uma parede mais à altura de um anjo da guarda Egípsio? Sei não...  

2- O Almoço com a She

Quinta-feira me encontrei com a She, do Cantinho She no centro da cidade para um almoço delicioso. O local ainda é segredo, por que será o cenário de nossa desvirtualização e contaremos assim que ela acontecer.  Mas posso dizer que foi tudo ótimo, ela é simpática , fofa, animada e divertida, assim como é em seu blog ou nos comentários beijo-beijo que nos envia. hehehe E se você, amigo que visita do outro lado, tem medo de conhecer seus amigos virtuais, não perca mais tempo. É muito bom!!!

Se já adorava esta carica antes, gosto mais agora que ela tem perfume (muito bom, por sinal) e voz. O almoço foi ótimo, o papo idem, e entreguei seu presente. O papo foi tão bom que quase esqueço e volto com o presente dentro da bolsa... heheheh Já pensou? 





3- A viagem

Recuperei a maior parte das fotos e pretendo postá-las amanhã, para não deixar este post mais gigantesco do que ele já está. E ainda falta o 4...

4 - O Download 

Para que histórias assim não sejam tão sofridas. Mas... por via das dúvidas, faça um trato como o que fiz com marido (pena que tardiamente): Nunca apagaremos fotos, a não ser no computador, depois de nos certificarmos que baixamos todas! 

Pelo sim, pelo não, segue o link para o programinha, que receberá um altar aqui em casa. Perdeu suas fotos e não sabe como recuperar? PC Inspector Smart Recovery 4.5  neles!! O processo é demorado, but... who cares? Segue o link. É tranquilo, sem vírus, grátis e baixa rapidinho. As fotos perderam um pouquinho de definição, nem liguei. Estou tããão feliz!!!

Aguardem que tem muito mais. E lembrem-se de nunca entregar o jogo, para tudo da-se um jeito!

Beijos a todos, 
Tati.


Como não chorar pelas fotos derramadas?

Sabe o presente dos sonhos? Meus pais nos deram: um final de semana delicioso em um Hotel Fazenda. Fomos os 5 (meus pais e nós três) na sexta e retornamos ontem, sob protestos do Bê, que queria morar lá. Já chamava nosso quarto de casa... hehehe

Para falar a verdade, eu não acharia nada ruim morar assim... Ah, não mesmo... mas, já não posso sonhar da mesma maneira ingênua do Bê. O que posso fazer é pensar em maneiras de colocar este plano em prática. Com o aval do terceiro membro do grupo, ficou mais fácil planejar.

Na chegada ao hotel meu pai sofreu uma queda (quando caminhava para o check in) e machucou mão, joelho e costela. Machucou mesmo, está, neste momento, com minha irmã, na clínica, para RX, com suspeita de fraturas... Mas guerreiro do jeito que é, passou o final de semana no quarto, entre bolsas de gelo, analgésicos e paparicos, para não estragar o fim de semana do neto, que estava mais feliz do que nunca.

No sábado ele amanheceu um pouco melhor, apesar da mão muito inchada, e circulou um pouco, mas não aproveitou tanto quanto poderia. E num acordo com o gerente do hotel, ganhou um novo pacote de hospedagem, que ele agendará em breve!

Nós aproveitamos tudo o que dá para se aproveitar: aproveitamos sorrisos e gargalhadas do Bê, que desconheceu, nestes 2 dias e meio, a existência do objeto sapato e circulou, livre e descalço, por todos os ambientes. Nunca em sua vidinha de 5 anos este menino viveu dias tão livres, e no dia dos avós estou mais grata do que nunca a este casal que se desdobra em carinhos explícitos. Eu adoraria ter tido avós assim, mas sou mais feliz por que meu filho os tem. 

Mas, até agora o título deste post não fez o menor sentido? Pois é... queria não lembrar, ou melhor, terei que ser forte, para nunca esquecer. Para não esquecer as imagens gravadas e deletadas.

Já contei alguma vez o quanto eu amo fotos? Sou enlouquecida por elas, que decoram todos os cantos de minha casa, lotam pastas de computador, e recheiam caixinhas no meu quarto. Tudo é motivo para cliques. Após a máquina digital a maioria mora no computador, mesmo que eu ainda sinta a forte necessidade de imprimi-las e distribuí-las por locais onde os olhos alcancem muitas vezes no circular pela casa. Só que a gente fica meio louco e fotografa de tudo um pouco. Filma de tudo um pouco, e muitas das fotos que tenho no computador não valeriam revelações. São interessantes por não custarem nada, nem mesmo espaço. 

Lá, no Hotel Fazenda, estavamos tirando as fotos mais lindas. Momentos gloriosos e simples demais. Cenas de carinho, de identificação, de contato com a natureza, brincadeiras de mãe, filho, pai, avós. Bê acarinhando meu pai machucado, Bê conhecendo e fazendo carinho em um Touro Bondido (como ele chama), nós cheios de dengo na piscina, na ponte do lago, dando pão aos patos, Bê em seus saltos acrobáticos de uma raiz de árvore exposta, enfim, uma infinidade de momentos lindos e fofos, que saíram lindos nas imagens, como nem sempre consigo. 

Daí que fui ao banheiro, e no retorno, olhos tensos do Vi: "Tati, fiz uma besteira". Gelei! Cadê o Bê? Ok, está no parquinho, inteiro, sem choro... Qual será a besteira? "Apaguei TODAS as fotos". Como assim, apagou? 

Sim, meu marido, que tem mania de mexer onde não deve, e ainda enfia a mão em cumbuca, achou que uma foto não tinha ficado boa e resolveu apagar. E neste processo, errou uma teclinha e APAGOU TODAS AS FOTOS!!! Naquele momento eu queria pedir o divórcio, eu queria gritar e sair correndo, eu me arrependi de não ter levado a máquina ao banheiro comigo... Por que diabos alguém precisa apagar uma foto de um cartão com mais de um giga de memória? Por que alguém se expõe a este tipo de risco?

Peguei a máquina e tentei de todas as formas um botão que restaurasse. Não existe, pelo menos na minha máquina, um espaço como o do Windows, uma pasta lixeira que possa ser restaurada. Eu quis chorar... Eu fiquei algum tempo (e nisso acabei com o estoque de bateria que ainda restava) tentado trazer os momentos vividos de volta. O filme do Bê com o touro Bondido. Eu não tinha mais energia... Então, olhei para o Vi, arrasado ao meu lado, levantei, sacudi a poeira e falei: Vamos tentar viver novas histórias. Que bom que temos estas na memória. Que bom que, pelo menos, vivemos o momento. Fiz isso tranquila? Não! É uma espécie de um luto, e quem já perdeu uma máquina, um HD, um computador, sabe do que estou falando. Não é frescura não... E como no luto, como quem perde um ente querido e assim fica com medo de amar, eu também tive dificuldade para novas fotos, então as que vocês vêem por aqui foram as poucas tiradas após o fatídico acidente, e por falta de inspiração, não ficaram tão legais...

A princípio tentei reproduzir momentos já vividos, mas há um ditado que eles não retornam, assim como a flecha lançada e a palavra dita, não tem? Pois é, descobri que não dá. Alguns poucos novos momentos foram fotografados, os demais, apenas vividos (a melhor parte da coisa, diga-se de passagem). E voltei para casa com aquela esperança vã, dos que não se conformam com certas dores. Eu tinha em mim a esperança de localizar, em algum ponto oculto da câmera, as fotos apenas escondidas, como nas brincadeiras do Bê, que me deixam aflita, quando ele se esconde bem escondido sob um edredom ou atrás de algum móvel e não dá um sorrisinho ou grunhido que seja. Mas elas não estavam lá. Foram perdidas. Podem estar num arquivo de memória, que pesquisarei se é possível recuperar. Tenho que pesquisar.

Aproveitamos o fim de tarde de sábado, a noite e todo o dia seguinte, mas meu sonho nesta madrugada, foi com as fotos. Me diz, como não chorar pelas fotos derramadas? Pela perda de um auxiliar de memória tão intenso como fotos e vídeos podem ser? Ainda não sei responder a estas perguntas... Ah, não sei... 

Alguém conhece um técnico destas coisas, de recuperar memórias (de HD, máquinas, etc)? Alguém, por favor, pode me dizer que há luz no fim do meu túnel? 

Mas para encerrar de forma leve, a certeza é de que novos passeios como este serão vividos, que, com ou sem foto, o Bê merece mais momentos assim. Foi um final de semana inesquecível, fotografado com o coração. Obrigada, pai e mãe, vocês são sem igual!! Amo, amo, amo!!

E com o marido está tudo bem, caso alguém fique curioso. Errar é humano, eu sei que ele também está sofrendo com o que aconteceu, e espero, não faça NUNCA MAIS algo assim... (Será?)

Beijos a todos,

Tati.