Por que há questões que são melhor respondidas com novas indagações!

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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Não diga adeus, diga até logo

Oi amigos queridos,

Na última semana eu vinha me lembrando de um post da Elaine Gaspareto em que ela nos propunha refletirmos sobre "como seria nosso último post". O que gostaríamos de deixar caso deixássemos de atualizá-lo?

E por que estou pensando nisso? É por que neste momento não estou conseguindo mantê-lo. As postagens tem escasseado e as visitas e comentários aos amigos mais ainda. Não estou conseguindo dar conta. Tenho postagens que desejo escrever desde janeiro, como a visita da Gi à minha casa, que foi um dia ultra especial. Já faz algum tempo eu venho perdendo aquela coragem de me expor. E como não tenho conseguido visitar na mesma medida que recebo visitas, me sinto constrangida de escrever novas postagens. Não sei explicar bem o que é. Só que já faz um tempo que tenho pensado no assunto. Desta vez é menos um ato impulsivo do que os que costumo ter. Eu refleti sobre isso!

Não pretendo deletar o blog. Ele me trouxe muitas alegrias e a principal delas foram vocês, os amigos blogueiros (ou não) com quem troquei tantas figurinhas. Vou com saudades. Levo vocês e esta grande experiência em meu coração.

Não sei se voltarei a blogar algum dia. Talvez. Talvez mais cedo do que eu imagino... Sei lá. Não estou fazendo planos. O que sei é que agora não está dando. E a medida mais natural que encontrei foi esta. Não estou com nenhum problema pessoal, só não estou dando conta da vida de cá e da vida daqui. E na hora de escolher, claro, optei pela vida do lado de cá da tela. Mas vocês seguem dentro de mim. 

Como eu aprendi, não devemos dar adeus, mas sim, até logo. A gente sempre se encontra, se esbarra. Há ainda o e-mail, e eu ainda posso visitá-los.

Obrigada por tudo. Foi mesmo um prazer. Agora é hora de nova jornada. 

Um beijo a todos,
Tati.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Feminina

Quando eu estava entrando na adolescência queria entender o que era ser menina, o que estava mudando em mim e tantas coisas. Me lembro que nesta época eu ouvia muitas vezes esta música do Quarteto em Cy tentando entender. Mas é tudo subjetivo demais para uma menina que está tentando tornar-se mulher. Não aprendi muito ali, a não ser o tom de voz, muito feminino, delicado, e beeem diferente do meu, que é rouco, grave, bem mais forte. Como disse a Cris Ramalho, estou mais para Ivete que para Sandy (adorei isso, sabia Cris?).

Bem, mas o que isso tem a ver? É que nunca mais tinha ouvido a música. E ontem voltei a pensar no: "O que é feminina?" Daí fui escutar a música e me dei conta do quanto ela é "mulher de antigamente". Uma mulher que costura, cozinha e de noite "deixa outro fogo queimar", ou seja, está à disposição do marido... E enquanto eu ouvia pensava no quanto tudo mudou. No tanto que conquistamos desde esta época. 


Algumas destas lutas, batalhas, nós sentimos na pele. Muitas foram sentidas por nossas mães, pela geração anterior. A gente já chegou com as portas abertas. E sabe, eu não estou disposta a hastear bandeiras dos outros. Eu sou simpatizante das questões de gênero, mas esta não é mesmo a minha causa. Eu vivo esta mudança no meu dia a dia, vivo um casamento em que muitas vezes eu assumo a posição antes masculina, no trabalho, na tomada de decisões e o Vi é o antigo feminino, no cuidado com a casa e o filho. Então eu imponho na prática esta mudança, não na luta, mas não sou uma pessoa alheia ao mundo, sei que faço parte de uma minoria. Agora, para esta minoria da qual faço parte há uma nova questão que se apresenta. Por que nós conquistamos o mercado de trabalho e muitos direitos sim, mas a que custo?

O que venho pensando é que depois da geração que queimou sutiãs, que bateu pé firme por direitos iguais veio outra geração, com caminhos mais abertos para isso. Esta geração seguinte pode usar calças, inclusive com corte mais masculino, usar cabelos curtos, decidir se quer dar ou não para o cara, e isso não incluir um casamento, pode morar sozinha e ser dona do seu nariz. Muito bom! Mas será que é o que todas desejam? Daí há um caminho na contra-mão. Há muitas histórias de mulheres que viveram esta escolha da independência, da escolha profissional, liberdade financeira, sexual, etc. E de repente perceberam que seriam mais felizes como mães, em casa, em seus ninhos. Para muitas isso acontece com a chegada dos filhos, um desejo de acompanhar de perto, de participar mais desta oportunidade, desta responsabilidade. E qual o problema com isso? É aí que vem a inversão da coisa. Aquelas mulheres que queimaram sutiãs e sofreram pela libertação, pelos direitos iguais, sentem-se ofendidas por estas mulheres que escolheram um caminho mulherzinha. E isso também é um contra-senso. Se eu sou livre posso escolher o que quero para mim, não é? Posso decidir de que forma me sinto feliz? 

Na minha casa não tem diferença neste sentido. Vi lava banheiro tanto quanto eu, e muitas vezes ele está limpando um quarto enquanto eu assisto um filme, mas em outros momentos eu estarei em alguma tarefa enquanto ele assiste ao futebol. Um apóia o outro em suas questões profissionais e damos suporte nas questões domésticas para suprir o outro. Somos iguais em direitos aqui em casa. Na prática e não na teoria. 

Isso não significa que eu não enxergue que há uma alteração nos papéis, e que eles não estão bem definidos. Quem é a mulher hoje? Quem é o homem? O que é feminino? Somos mesmo tão iguais? Tenho certeza que não. Ainda bem, somos muito diferentes! Direitos iguais sim, na prática de cidadania, mas entendendo que somos diferentes. Eu adoro galanteios, gentilezas, pegada. Por que sou mulher, e cultivo meu lado romântico, sutil, subjetivo, emotivo, sensível, intuitivo. Eu não quero ser igual a um homem, nem na maneira de me apresentar, nem nas escolhas. Homem tem um jeito mais agressivo de ser, de se impor, é deles. Meninos gostam de brincar de heróis, de luta. É atávico, talvez. Eu achei que era só educação e tentei ser diferente com o Bê, mas brincar de bonecos com ele significa fazê-los lutar, enquanto eu quero que eles conversem. Ele vai comigo para a cozinha e prepara doces, pães de queijo, bolos. Muito legal! Ele também põe a mesa, ajuda na casa. Só que não tem um comportamento feminino, nem precisa ter. Estas são características nossas. Um homem não pode ser gentil? Precisa ser! Mas pode continuar homem. Um homem de um novo tempo. Sem uma guerra de forças, de quem pode mais. Concordo com o que a Si  falou sobre a propaganda do Bombril, é de péssimo gosto. Eu não pretendo tornar-me esta mulher. Eu amo os homens, e amo ser mulher/ feminina. 

Meu marido não é meu rival, é meu parceiro. De igual para igual, mas com muitas diferenças!!! E isso é o que enriquece a relação. Viver esta disputa de gêneros, de quem pode mais, de quem dá mais... isso sim é rivalidade! Não pretendo levantar esta bandeira jamais! 

O assunto é extenso e um tanto polêmico, não pretendo esgotá-lo, pode ser que retorne a ele, se achar necessário. Sei que serei bastante criticada. Faz parte. É uma parte da minha visão do assunto, da minha vivência, E pretendo ser respeitada nela, assim como respeito quem pensa diferente. 

Beijos a todos,
Tati.

domingo, 24 de abril de 2011

Justificando sem justificar

Oi!
Como assim? A pessoa some por um século e de repente aparece com o oi mais deslavado? 
Pois é... Perdi uma porção de coisas: aniversário da Beth e da Margarida, duas queridas que queria homenagear; o lançamento do livro da Glorinha - Na esquina do tempo, nº 50-; o encontro nacional, grande oportunidade de conhecer gente de longe como a Nilce e a Macá (comprei até presentinho para a Rafa. Nilce, mande seu endereço por e-mail, tá? Rsrs), além das que moram perto e que ainda não conheci. Também rever aquelas que já encontrei, gostei e não vi mais... 
Bem, o pior da história é que não tenho desculpas ou explicações plausíveis. Sumi por que sumi. Não fui por que não fui. Não há justificativa... E fiquei triste de não ter ido... Tá, assumo: Sou um ser complexo...
Mas hoje - Páscoa - passei para dizer que estou viva, estamos bem. O tratamento do Bê não justifica nada, por que a fase difícil já passou faz tempo. Quando começou o tratamento acabou o calvário. Estamos num momento bem mais tranquilo este ano, desde janeiro.
No mais, trabalhando bastante (Graças a Deus!!) e vivendo um pouco mais.
Saudades de todos. 
Por favor, não entendam este post como descaso pelo blog, por que não é. Estou me reorganizando para equilibrar vida blogueira e vida real, só que sou uma negação em organizações, e sempre me atrapalho com esta coisa de tempo-espaço. Mas chego lá! E então, chego aqui!
Beijos a todos e uma ótima páscoa.
Tati.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Faz um ano...

Hoje o blog está completando um ano como Perguntas em resposta. Isso por que eu o criei em fevereiro de 2009, como Cartas ao Vento, mas o mantive inativo. Apenas em 2010, também em fevereiro, passei a escrever no blog com menos medo, e então em março, dia 03, mudei seu nome e passei a escrever da maneira como vocês veem hoje em dia.

Quer dizer, na verdade fui me soltando aos poucos. Eu tinha pavor da tal da exposição. A ideia de que um texto escrito por mim estaria disponível para qualquer um ver era assustadora! Tudo bem, eu duvidava muito que alguém perderia seu tempo com minhas palavras e ideias loucas, mas... aos poucos os amigos foram chegando, se manifestando na forma de comentários, e o medo foi se dissipando. Quanto mais eu expunha ideias, sentimentos, maior a reciprocidade. Eu percebia que relatar minhas experiências podia ajudar algumas pessoas a se libertarem ou a se enxergarem, e também me ajuda a me entender. Isso foi uma coisa muito boa, mas não a única coisa boa do blog. Neste primeiro ano conheci pessoas incríveis, histórias ímpares, novas culturas, brasileiros confrontados com novas visões de mundo, vivendo em outros países, extrangeiros, em geral de lingua portuguesa, mas que vieram acrescentar tanto, me ensinam tanto... Amigos, de mundos tão diferentes que eu provavelmente jamais conheceria se não fosse a blogosfera. Ganhei presentes, mas mais que tudo, ganhei amigos. Coisa que eu não procurava quando aqui cheguei.

Incrível que o mundo que se descortinou para mim não era em nada o que tinha procurado aqui, mas era muito melhor. Não nego que atingi meus objetivos, perder o medo de ser lida (vocês não fazem ideia do pavor, da vergonha, que eu tinha disso!), só que agora o blog é outra coisa para mim: É um espaço de trocas, um mundo tão encantador que precisamos estar sempre vigilantes, para não deixar que domine todos os nossos espaços. 

Ontem, quando me preparava para escrever este texto de aniversário, e por isso entrei na ferramenta de estatísticas do blogger, me deparei com uma triste surpresa. Foi bem desconfortável. Só que, para não variar, a rede de apoio formada por vocês, os amigos que se chegam, que apóiam, participam, defendem, fez com que tudo mudasse de figura. De triste e chateada passei a um estado de gratidão, uma sensação de amparo. Ontem, vocês transmutaram uma energia em mim: de raiva para amor!

Então as palavras que tenho para este dia tão especial para mim (data de comemorar este novo mundo que se abriu) são de agradecimento. Obrigada por todo o carinho, por mostrarem outro lado, por tomarem as dores, não apenas ontem, mas em todo este tempo. Obrigada pelos comentários, pelos e-mails, por senti-los preocupados, cuidadosos do outro lado, como se aqui estivessem. Muitas vezes, quando estou triste ou sozinha, tenho em vocês o amparo. Quando estou muito feliz, quero também compartilhar. Vocês já são uma parte muito importante de minha vida.

Obrigada. Mil vezes obrigada!! Também quero dizer: É um prazer conhecê-los.

Há tanto a mais para dizer, mas nada pode ser maior do que a gratidão que sinto neste momento.

Beijos a todos,
Tati.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Saudades absurdas!

Oi pessoal,
Muita coisa para contar, pouco tempo para blogar. O Bê está de férias, estou mãe full time, e isso é novidade para mim. ô tarefa difícil, sô!

O ano, mais uma vez, não começou fácil por aqui. Que tristeza o que está acontecendo com nosso Estado do Rio. Me dei conta que não renovo meu guarda-roupas na velocidade das tragédias no Brasil. Quando atingiu Santa Catarina eu mandei muitas bolsas, mochilas cheias. Roupa a beça. De lá para cá, só diminui. Hoje mandamos apenas roupas do Bê (que cresceu muito, graças a Deus) e compramos mantimentos. Enquanto isso nossos governantes lavam as mãos (e dizem, é com água termal, por que o salário deles pode pagar e eles não tem nada com as tragédias que nos afligem).

Tem coisas boas acontecendo também, louca para entrar com calma, contar histórias, me atualizar nas histórias e pensamentos dos amigos... Hoje o Vi foi colocar o Bê para dormir eu corri aqui para dizer a vocês, ao menos, que estou morreeeendo de saudades.

Em breve estarei de volta (as aulas começam dia 08/02. U-hu!). Quero saber quando mãe tira férias. Se a resposta for NUNCA, então nem me conte, está bem? Deixe que eu descubro com o tempo, para não assustar! kkkkk

Quero também agradecer todo o carinho com a Alê. Não falei que ela era ótima?

Beijos a todos e até breve,


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sem resoluções, mas mais resoluta!

Para este texto eu nem mesmo espero comentários. Foi mais uma conversa com meus botões, um "falar alto por escrito". Entendo se não tiverem paciência para ler, mas sugiro que façam o teste. Claro que se quiser deixar um beijo, vou adorar! Escrever me ajuda a me entender. E segundo o texto, os NFs são conhecidos como a personalidade que busca identidade. Concordo!

Eu adoro fazer listas (a maior parte delas eu perco ou "esqueço em casa", como a de mercado, mas eu faço!). Só que este ano quero fazer diferente. Não quero uma lista de resoluções do tipo: perder  3 kg, entrar para academia, blá, blá, blá. Quero entrar 2011 sem listas, deixando a pessoa controladora que sempre fui para trás, quero deixar o acaso fazer seu trabalho, interferir menos. 

Neste ritmo entrei no divertidíssimo blog do Ronda  (você tem que conhecer!) e ele sugeria um teste de personalidade que eu não conhecia. Adoro estas coisas e fui uma adolescente daquelas que comprava revista de testes (e fazia todos!). Claro que este é diferente, baseado na teoria de Jung (Então, no final dos anos 50, surge Isabel Briggs Myers, que com o auxílio das teorias de Jung, realizou o trabalho sobre o tipo de personalidade que levou David Keirsey à escrever Please Understand Me, o livro que reavivou o interesse popular pelos quatro temperamentos - daqui) Quando comecei a responder (40 questões) achei meio estranho. Tinha questões que me confundiam, eu retornava, não concordava com as opções... Pensei: Vai dar tudo errado... Mas quando fui ver a resposta levei um susto. Se eu tirasse medidas para uma luva não me cairia tão bem. Li para o Vi e a gente chegou a dar risadas de algumas partes, é que alguns traços estavam ali, tão reforçados que esboçavam uma caricatura. Fiquei apaixonada. O Vi fez também e encontrou o seu, apesar d´eu não concordar tanto com o resultado dele. Depois descobrimos que muitas empresas utilizam este teste em suas contratações, para conhecer perfil de candidatos. Divulgamos na família e minha mãe fez também.

O que é legal de testes assim, profissionais e sérios, é que você tem a chance de se reestruturar. Eu já sabia aquelas coisas que estavam ali, não era novidade, mas eu não saberia sistematizar tudo aquilo. Quando você vê seus pontos fortes e fracos descritos assim - listados- algumas dúvidas se dissipam e dá para pensar em estratégias de melhora pessoal. Sim, meu foco nesta vida é autoconhecimento e melhora íntima. O resto é oportunidade para chegar a este fim. Fiquei tão entusiasmada que fui em busca de maiores explicações. Cheguei a um outro site que sistematiza melhor, tem inclusive uma lista das profissões mais indicadas. Ah, como eu queria ter feito isso antes... 

Eu sei que meu perfl é todo de comunicadora. E foi este o resultado: ENFP - O Defensor de Causas. É o que vejo na vida, no meu mapa astral, no teste de personalidade, etc. Sabe-se lá por que motivo eu não levei isso em consideração quando fiz vestibular. Acho que nesta época eu não sabia disso. Minha personalidade não tinha desabrochado, estava embrionária em mim. Agora eu tento criar novas formas de lidar com as escolhas que eu fiz. Torná-las certas. Sempre há caminhos possíveis. Estou buscando.

Com todos estes pensamentos cicloneando minha mente resolvi pensar O QUE eu gostaria de fazer. Que tipo de trabalho me fará feliz? O que tem que ter? E eis a lista:
- Trabalhar com pessoas, oportunidade de trabalho em equipe;
- Trabalhar por pessoas: Sempre procuro isso, auxiliar pessoas, ajudá-las a encontrar seus caminhos, dar apoio, ensinar... é por aí...
- Uso da criatividade SEMPRE! Detesto coisas monótonas e repetitivas. Gosto da expansão, da criação.
- Atividade e movimento. 
- Poder pensar. 
- Chance de escrever: Ah, essa eu nem preciso explicar, não é?
- Ambiente agradável e não competitivo - colaborativo! Trabalhar juntos é sempre melhor.
- Espaço para crescer, onde ideias possam ser ouvidas. 
- Um trabalho comprometido com a melhora da sociedade.

Ele existe, em algum lugar. E é para lá que estou indo!

Beijos a todos (Grata se chegaram até aqui... rsrs) e lembrem-se, amanhã é Dia de Alê,
Tati.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O que deixo para trás em 2010

Este texto faz parte da blogagem coletiva proposta pela Crica Viegas, do Um pouco de tudoComo ela mesma sugeriu: "Pode ser um projeto que não se concretizou, um passado definitivamente enterrado, um projeto que tá na gaveta com possibilidade de ainda sair dela, algo bom ou ruim que tenha ficado no ano de 2010, uma lembrança boa, uma vontade, o tema é seu!!!" Quer participar? Escreve seu texto e avisa para ela! 


Este é o tema sobre o qual mais desejo falar por ora. Isso por que fecharei 2010 deixando muitas coisas para trás. A principal delas é o meu trabalho. A equipe para a qual trabalhava desde 2007. Ok, nem é tanto tempo, para mim foi uma vida. Aprendi muito, conheci minha amiga-espelho (hoje nem imagino minha vida sem ela), experimentei coisas que jamais havia imaginado, inclusive participar da produção de vídeos educativos - ponto alto deste tempo na equipe. Muitas coisas boas aconteceram, algumas ruins também, mas saio com um saldo de boas recordações superior ao das tristezas. Isso é ótimo. Não está sendo fácil. Muitas coisas interferiram neste desfecho. A principal é que o tema, a área de trabalho do meu chefe mudou. E eu não quero mudar a minha! Levei algum tempo para entender, ter certeza, aceitar. Agora é começar de novo. Do zero. A Alê (daqui) disse que a gente nunca recomeça do zero, a gente tem bagagem, não volta ao ponto de partida. Pode ser, mas eu me vejo começando 2011 no mesmo ponto em que estava em 2007, quando escrevi para meu chefe pedindo espaço em sua equipe. É diferente, mas tão igual... Dizem que atitudes iguais levam a resultados semelhantes. Eu quero que algumas coisa se repitam, mas não tudo. Estou pensando nos caminhos possíveis. Sei que quero continuar na mesma instituição.

Ontem, quando escrevi para a Astrid, ela me respondeu dizendo que se identificava muito comigo, que quando lia o que eu escrevia lembrava-se dela mesma com a minha idade. Comentei no jantar com o Vi, dizendo "que bom, não é? Quem sabe quando eu tiver a idade dela também serei assim, terei produzido alguma coisa, evoluído?"  A sensação atual é de estar como um cachorro correndo atrás do próprio rabo. Sim, pode parecer engraçado, mas não é. Não sei se em algum momento já se sentiu assim:  Repetindo tarefas inúteis, que não trarão qualquer resultado ou consequência. Apenas movimentos mecânicos. 

Estou de cabeça fria e sei que é o que amo. É o que faço de graça, se preciso for. Faço de alma, coração, cérebro. Sorriso aberto. A questão é que quando não temos uma boa condição socioeconômica não dá para dizer "vou me realizar profissionalmente", e pronto! Todo o peso nas costas do marido. Ajuda frequente dos pais. Tenho 35 anos! Uma casa, marido, filho. Não posso viver meu sonho cor de rosa se ele não trouxer "divisas" para minha casa. 

Deixarei em 2010 um sonho, e entrarei 2011 com mais questões: O que faço agora? Bolsista novamente? E até quando? Isso supre as necessidades de minha família? Quais as outras opções que me restam? A parte boa de começar de novo são as muitas possibilidades, a parte assustadora é ter que definir uma direção. E, de preferência, acertar!


É, eu poderia, tranquilamente, deixar em 2010 o perfeccionismo, essa necessidade carrasca de fazer certo, de perfeição e graça. Mas acho que ela ainda entra comigo no próximo ano.

Começarei 2011 como mãe e dona de casa. Não me agrada. Desculpe se acabo com a boa imagem que fazem de mim. Sou péssima nesta função. Eu adoro ser mãe e até acho que sou boa nisso, desde que eu não precise ser 24h/dia. Assim não funciono bem. Cuidar da casa então... Sou uma negação nesta função. Não sei fazer bem e não gosto. Faço, por que tem que fazer. Não sinto qualquer prazer nas tarefas. Nem aquele papo de satisfação em ver limpo e arrumado. Nesta hora eu me sinto uma bagaceira, suja e suada, cansada, e fico ainda mais estressada em verem bagunçando e sujando. Viro uma bruxa! 

Como mãe 24h/dia não tenho conseguido trabalhar muito, aliás, estou trabalhando NADA. Tem um garotinho que me chama de 5-5 minutos, até para não dizer coisa nenhuma. Como me concentrar? Quero me recolocar, fazer alguns contatos, mas está difícil conseguir. Sei que a única alternativa é relaxar e esperar fevereiro, quando as aulas recomeçam. Aí poderei trabalhar no tempo em que ele estiver na escola. Mas ainda não consigo deixar para trás meu lado ansioso, tenso. Eu quero, quem sabe chegou a oportunidade que faltava?

Voltando à entrevista da Astrid, fiquei pensando se não seria a hora de me entender como mãe. De aceitar melhor este desafio. Nada fácil, convenhamos. Quem sabe aceitar como férias, um tempo para nos curtirmos. Pensar em trabalho quando as aulas retornarem? Está sendo pesado, sabe? Uma vontade de girar a roda, de movimentar meu mundo... Sou ansiosa, controladora. Pode ser mesmo o exercício que faltava, para que eu aprenda esta lição, do ponderar, da paciência e tranquilidade, mais fé, mais confiança. Sei lá. Se eu aprender a me dominar, nas últimas semanas que me restam, posso entrar 2011 como uma nova Tati. Será que consigo mudar assim, tão rápido? 

Com tudo isso pode ser que eu esteja deixando em 2010 uma Tati mais tensa, tornando-me uma pessoa mais ponderada, em busca de equilíbrio. Mais envolvida com minha casa, com minhas funções domésticas. Não sou uma mulher deste tipo, mas ela pode emergir em 2011. Não será uma perda e sim um ganho.  E quando, em 2011, eu retornar ao mercado de trabalho (nem cogito outra hipótese), voltarei cuidando melhor da minha casa também.

Sendo muito sincera não sentirei saudades de 2010. Não foi um ano repleto de realizações. Ainda assim foi um ano de família unida, saúde tranquila, pequenas conquistas. Foi o ano em que tornei este blog público e que conheci tantos amigos, ano em que me permiti escrever para ser lida. Pode ter sido um ano de semeaduras, algumas BEM duras. Que venha 2011, e que seja mais macio. Os pés estão cansados! Obrigada por estarem comigo em 2010. Não quero deixá-los para trás. Vamos pular sete ondas de braços (virtuais) dados? Vamos juntos? E que novos sonhos possam nascer neste ano. Que a certeza do caminho a seguir se faça, por que não é mais tempo de procura, é tempo da jornada.  Em 2011 quero apreciar mais a paisagem do caminho, esquecer um pouco do destino e aproveitar a viagem. Mas quero ir na janela desta vez!  


Beijos a todos,
Tati.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Apresentando "a novidade"

Tenho uma novidade, estou muito feliz com ela, espero que compartilhem de minha alegria.

Outro dia recebi, por e-mail, uma mensagem muito bem escrita. Intensa, profunda, clara, interessante, agradável de ler, que fazia pensar. Uma amiga querida havia escrito, mas na primeira linha vinha um pedido: Não divulgue! Ela compartilhou com pouquíssimos amigos (sim, éramos 3 ou 4). Respondi na hora: "Amiga, você escreve muito bem, precisa compartilhar. Por que não cria um blog?" Ela respondeu que já pensou no assunto, mas tinha medo da exposição. 

Daí, alguns dias depois, eu estava muito triste, com medo de estar deprimida, liguei para esta amiga querida. Eu não tinha ânimo para nada, tudo estava nublado, arrastado, sem gosto. As poucas coisas que eu fazia, fazia forçada, de maneira mecânica... Minha casa era um reflexo óbvio, tudo bagunçado, fora do lugar... Eu precisava mudar aquilo! O Vi é meu apoio em todas as horas, mas nestas, ele simplifica demais. Minha complexidade não faz sentido para ele, sua sugestão foi: "Faça uma lista do que você tem que fazer e execute-a!" Sim, para ele isso faz muito sentido (e com ele, funciona!). Comigo, seria apenas mais alguma coisa para me sentir culpada por não ter executado. Mas o que quero contar é que, quando estava deste jeito, um caos completo, decidi que tinha que fazer alguma coisa. Peguei o telefone e liguei para ela. Ela é terapeuta, mas acima de tudo, é uma amiga sensata, em quem confio, e que tem ideias que respeito. É uma pessoa que consegue ver o lado bom das coisas. A Alê (que não é a Alê espelho, é minha outra amiga Alê) foi minha vizinha naquele condomínio que morro de saudades. Nossa amizade começou compartilhando o espaço e as descobertas da maternidade. Ela é mãe do Vini, um garotinho com um sorrisão mega feliz, mas com um geniozinho que vou te contar... Não é mole não!
Se a maternidade foi o ponto de partida, não é nosso elo mais forte. Nós conseguimos ir muito além. A gente discute filosofia, ideias de vida, filmes e, claro, desenhos animados (hihihi).

Quando liguei para ela eu mal conseguia falar, começava e chorava, me senti ridícula nesta hora. A Alê não quis saber, me perguntou onde eu estava. Lembrou que tinha uma paciente marcada para as 15h, e que a gente precisava se encontrar imediatamente. Mentalmente ela resolveu tudo e meia hora depois estávamos juntas. Sentamos para tomar um suco/refrigerante e conversar. Aquela conversa não mudou apenas o meu dia, mudou o meu rumo, ligou o motor. Eu me senti querida e importante, sabia que não estava sozinha e que o que me faltava era entrar em movimento. Eu venho me isolando demais! Foi pouco tempo, mas foi o suficiente. Foi intenso e especial. Ela disse, de maneira doce e carinhosa, o que eu precisava escutar. Ela me colocou no colo, mas aproveitou para me sacudir!

No dia seguinte ela me ligou para saber se eu estava melhor. Disse que nossa conversa a tinha deixado inspirada e que tinha escrito alguns textos. Ela escreve não apenas com conhecimento dos assuntos, mas de maneira bastante agradável de ler. Insisti para que ela criasse um blog, aliás, eu vivo sugerindo isso, mas ela se esquiva. Quem não viveu isso que atire a primeira tecla. Esse medo também já me corroeu, demorei a perdê-lo. De tarde, um estalo. Liguei para ela, que ficou de pensar. Esta semana ela me mandou um e-mail com a resposta e é esta a novidade que quero contar.

A partir da semana que vem o Perguntas em Resposta terá uma colaboradora fixa. Estamos pensando em quartas-feiras para suas postagens. Convido-os a conhecê-la, a experimentar seus textos. São mesmo muito bons!

Então é isso, a partir da semana que vem estarei compartilhando com vocês um pouco do meu coração, na forma de uma pessoa que amo, e que agora fará parte deste mundo maravilhoso. Recebam-na com o carinho que me recebem, posso pedir isto a vocês? Saibam que é uma pessoa muito especial, batalhadora, com um sorriso que não há como não se apaixonar. Uma mulher linda, com uma família feliz, lutando para conquistar seu espaço. É, a gente tem muito em comum e as conversas costumam ser longas e profundas, mas a gente também discute cortes de cabelo e episódios dos Backyardigans, ou ideias de festas para nossos pequenos. Bem, vou deixar que ela se apresente, está bem? Vocês vem nos visitar na quarta? Vou esperar!!

Beijos a todos,
Tati.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Saber agradecer

"Algumas das maiores dádivas estão nas preces não atendidas" - Garth Brooks

Olá amigos,

Longa ausência, muitas histórias. A maioria delas dentro da minha cabeça. Lembram da frase: "Se suas palavras não forem melhores que o silêncio"? Então, foi um destes momentos. Eu não tinha nada de bom para dizer, ou melhor, eu não conseguia dizer nada de bom. Melhor calar. Foi um período nublado para mim. Andei numa horrível fase de auto piedade. Quer saber por que? Por que estou tempo demais sozinha, e isso me faz só ter meu umbigo para enxergar. Péssimo! As coisas ficam enormes. Tomam uma dimensão despropositada, perdem a perspectiva, parecem insolúveis.

Eu quase sucumbi. Então olhava o sorriso do Bê, e sua vontade de atenção, seu jeito espoleta e carinhoso. O Vi com olhos súplices, numa forte tentativa de entender o que para ele não faz sentido. Eu sabia que precisava mudar. Ele me deu um pacote gigante de vitaminas (por que o desânimo tornou-se físico). Será que estão ajudando? A verdade é que tomei coragem e pedi ajuda. Primeiro por e-mail, para a querida Norma, que veio em meu socorro. Foi generosa e amiga. Em seguida tive coragem de procurar uma amiga de convívio pessoal, também terapeuta, mas não a procurei por isso, e sim por que ela é sensata e alguém em quem confio. Ela se dispôs a me encontrar na mesma hora. Sentamos em um restaurante e só tomamos suco e refrigerante, o importante era conversar. Ela me disse as coisas que podia me dizer, eu entendi o quanto o isolamento vinha me fazendo mal. Ninguém é uma ilha. Eu gosto de interagir, preciso me por em movimento. Quando começamos este processo do isolamento não percebemos, mas ele vai nos sugando. Quando me dei conta, já não conseguia mais interagir nem por aqui. Este retorno é um movimento forçado, sair de casa também tem sido. Depois que me coloco em movimento as coisas começam a acontecer, sempre foi assim.

Fui em busca também de colo de mãe, que sem muitas perguntas me deu o que eu precisava. Sorte maior, um primo que amo muito veio de Santos passar uma semana, e pude aproveitar o afeto generoso que ele trouxe na bagagem.

Então hoje de manhã, ouvi uma música que me fez repensar algumas coisas. E me lembrou do quanto tenho a agradecer. Não sei se conhecem, eu não conhecia. É mágica, e vou destacar, traduzindo ao meu modo, a parte que achei mais interessante:


"Algumas vezes eu agradeço a Deus pelas preces não atendidas. Se ele não atendeu, não significa que não se importe. Algumas das maiores dádivas de Deus estão nas preces não atendidas". 

Se repensarmos nossas vidas, as voltas que ela dá, perceberemos tantas destas dádivas. Estou em busca deste entendimento. Não fiquem preocupados comigo, se voltei a escrever, a me comunicar, já estou caminhando para a melhora. Em breve estarei 100%. Obrigada por cada demonstração de carinho, por cada mensagem dizendo sentir saudades. Vocês são muito especiais!

Fiquem com Deus, dias melhores sempre nos chegam, mas precisamos estar abertos para recebê-los, e aceitá-los. 

Beijos a todos,
Tati.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Novas ideias sobre velhas questões

 Ontem a Jaci (Pandora) fez um texto importante. Ela mostrou o outro lado de uma discussão que disfarça-se de visão intelectual e libertadora, mas esconde um manter a velha ordem. Confesso que ainda não tinha olhado de frente para este lado da questão. Falo sobre a notícia amplamente veiculada da censura às obras de Monteiro Lobato, como de conteúdo racista.

Nasci branca, filha de pai e mãe brancos. Sou uma pessoa comum e mediana, daquele tipo que passa desapercebida na massa, que sente-se representada num filme ou comercial. Meu cabelo é liso e castanho, minha origem é italiana. No Rio, sou do grupo naturalmente aceito. Não posso discorrer sobre o que é preconceito ou discriminação, não a sofri na pele. Qualquer inferência seria pura especulação. 

Ainda assim, nunca gostei de piadas preconceituosas, não importa o tipo de preconceito: o bêbado engraçado, o mal falar da sogra, contra pobre, negro, gays, mulheres burras (?!). Tudo isso só serve para reforçar estereótipos  e diminuir a auto estima, dificultar a colocação destes grupos como iguais e sua auto aceitação. SOMOS IGUAIS, INCLUSIVE EM NOSSAS DIFERENÇAS!



Li a obra completa do Monteiro Lobato quando criança e não percebi nada disso. OPA! Aí está o problema. Estas questões já são tão naturais que sequer as percebemos! Somos capazes de dar risada de uma piada sobre o negrinho ou a bichinha. Não devíamos achar graça. Pense bem: São visões de mundo que se perpetuam ao tornarem-se corriqueiras. 

Se eu olho um casaco de pele e vejo beleza, glamour, eu posso consumi-lo um dia. Se vejo cadáveres, jamais terei coragem de colocá-lo em meu corpo. Assim também é o preconceito. Não podemos olhar e ver com naturalidade. Não posso andar na rua e interpretar a negrinha como possível empregada da minha casa, a bichinha como um ser afetado e que só pensa em seduzir qualquer bofe que passar. Negros, e gays, são cidadãos. Exercem suas profissões, constituem família, pagam contas, impostos... O Bê outro dia queria pintar um desenho e escolheu o lápis cor de pele. Como assim?! Sabiam que na caixa dos lápis um rosa clarinho tem este nome? E a pele marrom? amarela? bege? vermelha? preta? Quantas cores de pele nós temos? Mostrei para ele. Em casa já temos diferenças: O Vi é pardo! Onde ele aprendeu esta cor-de-pele? Na escola! Imagine para os amigos de outras tonalidades? Ele nasceu branco por acaso, podia nascer de qualquer cor. Meu sogro é bem escuro. Conversamos e ele entendeu, mostrei, no próprio livro didático, imagens de muitas crianças em uma festinha, cada uma de uma cor. Espero que tenha levado a nova visão para a escola. O Bê é bom nisso! Não dá mais para fingirmos que não vemos. Errei em uma coisa, não fui à escola conversar. Mea culpa

Ainda não tenho uma opinião formada sobre o assunto (obras de Lobato), por que é tudo muito recente e nunca tinha pensado sobre isso. Agradeço quem levantou o tema, só de debatê-lo já é enriquecedor. Pode ser que notas de rodapé resolvam a princípio, nem sempre são lidas, não tem grande importância no livro; a mim soam como cala-boca para a polêmica. Pena... Tirar as obras de circulação não parece fazer sentido. A esta altura, século XXI, obras proibidas também soam como retrocesso. Mas não acho que SÓ por que ele é Monteiro Lobato, SÓ por que tem suas obras em evidência por tanto tempo, não deva ser revisto. Se fosse assim, Einstein jamais questionaria Newton. Quem ousaria? Desta forma ainda acreditaríamos que tudo é absoluto. Gente, não podemos mais acreditar nisso! A teoria da relatividade nos provou o contrário. E isto não é só na física, só no caderno ou no laboratório. É na vida. Vamos olhar as diversas perspectivas e opiniões. 

Recomendo a leitura desta Caixa de Pandora, da Jaci. Não vamos definir nossas posições antes de pensar novos ângulos e possibilidades. Vamos enriquecer o mundo e não empobrecê-lo. Adoro a possibilidade de sacudir o óbvio e encontrar novas visões.

Falando nisso, ainda não dei a resposta que o Bê me pediu, mas AMEI a resposta da Leci Irene, e seguirei por este caminho. Obrigada por todo o carinho na postagem sobre o Bê. Não sabem o prazer que me dá compartilhá-lo com vocês. Aproveitei para homenagear o melhor amigo do Bê, Arthur. Amizade que nasceu antes que eles tomassem consciência de quem são. E amam-se e respeitam-se como são, pelo que são.

Beijos a todos,
Tati.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

As maneiras de Deus falar comigo

Você já ouviu falar em Abraham-Hicks? Não vou entrar em detalhes, é confuso e longo, mas deixo o link para as explicações. Para entender o que vou contar basta saber que são uma energia, um grupo de espíritos/ mentores, que manifestam-se através da médium Ester-Hicks.

Um dia os descobri e fiquei encantada. No Brasil, há uma mulher, Cláudia Giovani, que traduz os textos deles. Eu me cadastrei, há bastante tempo, num newsletter que ela envia. Fazia tanto tempo que não recebia que havia esquecido. Mas hoje, chegou. E a citação de Abraham que ela trouxe caiu como luva. Entendi que era um telegrama endereçado a mim. Vou tomar jeito e assumir a direção. AGORA! Mas antes de fazer isso, vim compartilhar estas ideias com vocês. Vai que a mensagem atinge mais gente?

Então me despeço deixando a mensagem, que apesar de óbvia nem sempre a gente se lembra. Diz que as coisas caem do céu sim, mas para isso você precisa jogá-las para cima! :)

"Minha criança, eu nunca farei para você o que você pode fazer por si mesma. 
Nunca irei roubar-lhe a oportunidade de você se mostrar a sua própria habilidade e talento. 
Sempre a verei como a criadora capaz, efetiva e poderosa que veio para ser.
E estarei atrás, aplaudindo-a, como seu mais ardoroso fã. Mas não farei para você aquilo que veio para fazer para si mesma.
Qualquer coisa que precise de mim, peça, estarei sempre pronto para elogiar ou assisti-la, estarei sempre aqui para encorajar seu crescimento, não para justificar minha experiência através de você."

E aí? O que achou? 

Não pretendo sumir. Vou apenas reduzir este período e me dedicar ao que preciso - e quero!-. Preciso trabalhar mais! Esta semana foi intensa, com 3 festas lindas, repletas de amor e positividade. 

Um grande beijo a todos,
Tati.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O desafio das perguntas em resposta

Minha ideia essa semana era não entrar no blog. Na verdade, mal tenho ligado computador, mas hora do almoço, enquanto preparo uma gororoba gourmet para a ocasião, vim alimentar o vício e encontrei este delicioso convite da Isa, do Tantos Caminhos (Ih... pelos termos utilizados sinto que estou com fome). Daí vou tentar responder no tempo em que meu macarrão com epa cozinha, ok?

Isa, amei o desafio! Além de responder as perguntas, pedem que a gente escolha 5 para desafiar, então lá vai:

1- Karine - Blog da Ká
2- Tati - Vida Bicultural
4- Edu - Olhar o tempo

Ops... Viraram 7 (nunca escondi que sou péssima em matemática). Sintam-se à vontade para responder ou não, entendam apenas como um carinho que quis fazer a vocês. Esse desafio consiste em fazer um autorretrato (esquisita a grafia após a reforma ortográfica, né?), baseado em questões prévias e, desafiar quem o ler, a proceder de modo igual.

1 – Se me dou bem com a minha sogra?
Muito bem. Ela tem gênio forte, como eu, mas cada vez que penso em me chatear me lembro que ela fez e educou muito bem o Vi,  fico grata e relevo.  Sempre são coisas bobas. Ela é carinhosa e atenciosa com o Bê. E me trata com respeito e carinho também.  Além disso ela cozinha super bem! hahahaha

2 – Qual o seu desafio?
Vencer minhas variações de humor. Aprender a amar sem questionar/ racionalizar. Isso eu ainda não sei não... Dominar meu jeito controlador de ser... Ih... É coisa demais...

3 – O que diria a seu chefe se ganhasse na Loteria?
Obrigada pela oportunidade que me deu e por tudo que aprendi aqui. Bóra fazer um churrasco? É por minha conta!  Te trago uma lembrancinha da volta ao mundo.

4 – Que farias se descobrisses que alguém te está mentindo?
Já descobri. A princípio é horrível e a gente tende a se afastar. Depois pensa, tenta entender o outro lado, pesa o valor que esta pessoa tem em nossa vida. Eu fiz assim. Claro que a confiança ficou abalada, mas a amiga ainda é muito querida para mim. E não pretendo jogá-la fora, mesmo tendo ressalvas.

5 – Se tua casa sofre um incêndio e apenas podes salvar uma única coisa, que salvarias? Por que?
Vou pensar em coisas, não em pessoas, ok? Caraca!!! Meu computador, uma forma de salvar muitas imagens, projetos, mensagens, cartas, etc. Mas... nossa! Deus nos livre de algo assim... 

6 – Entras num local com muita gente, que fazes?
Procuro a porta de saída. E só respiro lá fora!

7 – Vês um recipiente meio cheio ou meio vazio? Por que?
Depende do período do mês. Pós menstrual, meio cheio. Pré-menstrual, vazio. Não me orgulho nada de ser governada por hormônios, só ainda não sei como deixar o cérebro no comando.

8 – Encontras uma Lamparina Mágica. Que três desejos pedes?
Ser mais decidida e determinada (pode contar como um?); Uma fonte de desejos eternos e a paz mundial, claro, por que não sou miss, mas acho este um desejo digno.

9 – O que te levou a criar um blog?
Inicialmente era um exercício de exposição, para ter coragem de expor meus sentimentos. Este objetivo eu já alcancei e até superou expectativas, me mantenho por que me apaixonei pela tarefa e pelos amigos que fiz por aqui. Me tornei eternamente responsável... (ops... acho que acordei meio miss...)

10 – Se fosses um dinossauro, como te chamarias
TaT-Rex

11 – Você mudaria algo no seu passado?
Se fosse possível, sim. Já que não é, busco usar os erros passados como lição, tentando não repeti-los

12 – Qual é o teu Sonho?
Ui! São muitos.  Sou uma eterna sonhadora. Sonho coisas possíveis e impossíveis, grandes e pequenas... Ser escritora é um que vocês já conhecem. Ser professora eu não sei se sabem. Ter mais tempo com o Vi e o Bê. Conhecer Fernando de Noronha... Quantas linhas eu posso usar aqui?

13 – O que de mais vergonhoso fizeste?
Olha, eu sou uma pessoa tímida, então, até coisas banais me soam vergonhosas, para completar, sou desastrada, já paguei muito mico por aí, não fosse o suficiente, tenho pavio curto, sou estressadinha, etc etc, o que me mete em muita encrenca, então... Não dá para eleger uma pisada de bola só.

14 – Se fosses um animal, qual serias?
Ah, essa eu já contei. Seria uma onça brava. Mas se pudesse escolher, queria ser um golfinho.

15 – O que nunca farias por dinheiro?
Mais fácil me perguntar o que eu faria por dinheiro. Eu sou cheia de brios para muitas coisas. Não confundam com preconceitos, coisas contra as quais eu luto bravamente, odeio de todo tipo. Já me demiti de muito emprego por não concordar com a política da empresa. Tenho meus valores e amor próprio, não passo por cima de nenhum dos dois. Ok, nunca passei fome. Neste caso, não sei como seria. Eu faço por dinheiro o que eu faço por amor (e não estamos falando de sexo, que fique bem claro! kkk).

16 – O quê ou quem é capaz de tirar-te do sério?
Ah, essa é fácil. Tudo e todos! kkkk Eu sou estressadinha... Eu mesma sou capaz de me tirar do sério. Barulho me tira muuuuuito do sério, e pagar imposto é de morrer de raiva, me tira mais ainda do sério não ver este dinheiro revertido em nenhum benefício para a sociedade.

17 – O que fizeste em tua Vida de que tenhas tanto orgulho?

Lugar comum, mas... O Bê!!! 

18 – Como gostarias de te enamorar?
Como já me enamoro: Com o Vi, do nosso jeito e se possível até ficar beeeem velhinha.

19 – Com que personagem, famoso ou não famoso, gostarias de parecer-te?
Clara Luz (a fada que tinha ideias)... Tentei pensar em outra, que fosse mais fácil todo mundo conhecer, mas não consegui, só vinha a Clara Luz.

20 – O que prezas mais na Vida?
Minha família.

21 – O que significa PAZ para você?
Entender que a verdade do outro pode ser diferente da minha e que tudo bem! 
Respeitar o outro, o mundo e a si mesmo. 

22 – O que é AMOR para você?
Um caminhar para a paz. Amor mesmo não pode ter ses e senãos, tem que ser incondicional.

23- Se pudesse mudar alguma coisa no mundo o que mudaria?
Sabe a Emília, na reforma da natureza? Sou eu. Adoraria mudar muitas coisas no mundo. Mudaria o jeito que o ser humano se vê: senhor do mundo, centro do universo. O colocaria em perspectiva para perceber que vale tanto quanto qualquer outro ser ou coisa, quem sabe assim aprenderíamos a respeitar a vida? E me incluo na categoria ser humano, ok?

24. Qual seria tua opção para outra atividade profissional que não fosse a tua?
Essa eu vou copiar da Isa, e já me ofereço para sócia: Organização de Eventos. A gente vem treinando! hehehe

25 .Qual a sua melhor lembrança?

 Um dia, em casa, fazendo uma sessão de fotos do Bê para o cartão de Natal, quando ele tinha uns 9 para 10 meses. Eu queria que ele segurasse um Globo inflável, por que tinha planejado um texto sobre a visão infantil do mundo, tinha uma ideia na cabeça. E o Bê não pegava "a bola" de jeito nenhum, dava gargalhada, subia por cima de mim... A gente riu tanto, foi tão divertido, emocionante e simplório. Um dos melhores dias da minha vida. Sempre me lembro com muita emoção desta ocasião. 

Agora, tenho que propor uma nova pergunta para que a cadeia siga e novas perguntas se juntem de blog em blog…

26- Se fosse só fechar os olhos e imaginar, onde gostaria de estar agora, quando os abrisse?

É isso. Respondi enquanto almoçava uma comida que quase queimou. Valeu à pena. Adorei o desafio, Isa! Aguardo as respostas dos amigos. Se eu não te linkei, mas você quiser responder, sinta-se convidado, será um prazer ler suas respostas. E passa na Isa, as respostas dela estão ótimas! Sei que ficou um post enooorme, é que adoro perguntas! hehehe

Um beijo a todos,
Tati.


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Amor em cápsulas

Hoje estou muito feliz. Feliz com o resgate destes mineiros, com a ideia de que estas famílias terão a oportunidade de recomeçar. Tudo isso foi uma dolorosa oportunidade de repensar suas histórias e seguir. O final é feliz!

Assisti ontem ao primeiro resgate, e não tive como conter a emoção. Quando olhei aquele menininho de 9 anos ansioso pela chegada de seu pai eu chorei! Eu vi apenas pela TV algo sobre pessoas que nunca vi e provavelmente nunca verei. Pessoas que nunca farão a diferença em minha vida, mas foi aos pulos que meu coração viu surgir a cápsula com o primeiro mineiro resgatado - Florêncio. 

Quero apenas manifestar minha satisfação em ver o empenho de um país no resgate destes mineiros. Como seria em tantos outros países em que mineiros estão abaixo - literalmente - do valor humano? Como seria no Brasil? Na China? E mesmo nos EUA? Será que haveria tanto empenho? Não tenho respostas. Fico hoje com a felicidade de ver estes homens retornando ao convívio de suas famílias, recebendo toda a assistência de seu país, o abraço caloroso que vi Florêncio receber do Presidente do Chile; o carinho que a Primeira Dama dedicava aos parentes de outros mineiros... Renovo aqui minhas esperanças de um futuro melhor para meu país também. Eu preciso acreditar nisso mesmo sabendo que não será desta vez, que dia 31 ainda precisarei encarar as urnas e escolher entre duas opções que não parecem representar as mudanças esperadas. 

Fiquem com Deus! E um dia repleto de luz, para todos nós, seja lá quais forem os 700 m que nos separem da superfície e claridade.

Beijos,
Tati.

P.S.: Passeando por blogs amigos me deparei com duas postagens muito interessantes de amigos queridos e que valem à visita. Uma da Astrid Annabelle- Navegante do Infinito, falando sobre as coincidências do 33 e associando este número ao Mestre da Compaixão. Lindo de ler! A outra, do queridíssimo Antônio Rosa - Cova do Urso, sugerindo uma corrente de Reiki para os mineiros, suas famílias e pessoal envolvido no resgate. Achei o movimento muito válido e convido-os a juntarem-se, seja aplicando Reiki à distância, divulgando a campanha ou mesmo, caso como eu você não domine a técnica do Reiki à distância, enviando boas vibrações (isso todos sabemos fazer, não é?). Vamos lá, pessoal!!!! Mais beijos.