Por que há questões que são melhor respondidas com novas indagações!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Juma Marruá domesticada

Esta é minha participação na blogagem coletiva (ou terapia de grupo?) proposta pela Glorinha do Café com bolo, emoções e sentimentos.

Prato do dia: Raiva

Eu sempre fui a estressadinha, brigona, mal humorada do grupo. Isso desde que me lembro, ou desde que me contam... Ué, não é assim que você me vê? É que eu mudei! Um pouco... hehehe

Quando eu era criança brigava muito, e em geral meus oponentes eram meninos e mais velhos. Por que eu era corajosa mesmo! Me achava com isso... que feio...

Minha irmã era folgada, mexia com os outros, quando eles vinham tomar satisfação eu me colocava na frente e comprava a briga. Dia seguinte minha irmã já brincava novamente com seu desafeto enquanto eu, me tornava sua inimiga mortal, para sempre!

Por ser assim tive alguns apelidos como Mônica (e achei engraçado saber que a Beth chama a Glorinha assim), Juma Marruá (por que virava onça), entre outros. Todos nesta faixa...

As pessoas tinham medo de mim. Até minha mãe dizia isso. Meus berros eram mesmo assustadores! E até despedi uma empregada (aos 8 ou 9 anos de idade), por que favoreceu minha irmã em uma disputa, na qual ela estava errada, mas era fofa, né? Muitas coisas aconteceram ao longo dos anos. A maioria reforçava este meu estereótipo, do qual não gosto nada nada. É ruim ser a chata, zangada da história.

Demorei a entender algumas coisas. Já ouviu uma frase assim:
"O feliz agrada, o infeliz, agride". Conhece? Acho que existe um lado positivo na raiva, quando ela mobiliza a pessoa para mudar uma situação. Eu tenho uma amiga ultraquerida que usa a raiva a seu favor. Eu não sei fazer assim. Eu sou uma escorpiana que, como o animal, me enveneno nestas horas. A raiva, em mim, só faz mal. Sou lutadora, gosto de exigir meus direitos, muitas vezes apelo por exigir minhas vontades. Sou uma criança mimada, sei disso. E quero crescer neste sentido. Quando algo não me agrada, ou quando invadem meu espaço (motivo que mais me enfurece) eu tomo satisfação. E o faço com meus pais e com a corja de Brasília. Não tenho limites para isso. Vou em busca das minhas respostas, dos meus interesses. Que fique claro que respeito o espaço dos outros, e justamente por isso exijo que respeitem o meu. Eu não sou uma pessoa invasiva, folgada. Não costumo ser assim. Na adolescência meu fígado era uma bomba, puro veneno, muita raiva, uma menina com fumacinha sobre a cabeça.

Quando entrei para a faculdade, meus horizontes se alargaram. Lá eu era mesmo muito feliz! E as pessoas gostavam de mim, por que eu era sorridente, amiga, participativa, animada! Ainda não sei explicar muito bem o que faz toda a diferença. A liberdade, talvez. 

E fui mudando. Muita coisa ainda aconteceu neste período. Eu não me tornei um anjo de candura, entendam bem. Fui só melhorando aos poucos. E se tiver que me definir em um dos 7 pecados, infelizmente, o meu é a Ira. Não gosto nada disso, entendam bem. Não sou barraqueira, odeio espetáculos, na rua não me exponho assim, não exponho quem está comigo. É uma coisa mais interna. Só não deixo de exigir o que acho que me é devido. E o faço com, e por, justiça.

Quando me formei a música que minha turma escolheu para mim foi "Rindo à toa" do Fala Mansa. E isso foi surpresa para minha família, que me achava carrancuda.

Muito tempo ainda e muitas tempestades depois eu conheci o Vi. Me apaixonei, fui correspondida. E o Vi é a pessoa mais doce que conheço. Eu ainda era impetuosa demais, mais raivosa do que gostaria de ser, e muito impulsiva nestes meus rompantes.

Uma vez, numa discussão (em que eu discutia sozinha), estávamos sentados à mesa e eu empurrei uma caixa que estava na minha frente. Claro que não era esta minha intenção, mas a caixa encostou no cotovelo do Vi, que estava apoiado à mesa. Foi sem querer, no entanto, doeu.

Se fosse eu, tinha gritado um palavrão bem alto e rancoroso, e brigado mais ainda. Sabe o que ele fez? Gemeu um ai, que foi mais para ele que para mim, colocou a mão no cotovelo magoado e baixou a cabeça. Ele encerrou o ciclo de raiva ali. Eu me senti mal naquele momento, muito mal mesmo, por que não tinha motivo para grandes discussões (não faço mais ideia de qual era o motivo da peleja) e eu magoara o meu amor. Recuei, pedi desculpas. E hoje tomo muito mais cuidado ao agir, não apenas com o Vi, com todos.

Se eu ainda escorrego? Muito mais do que gostaria. Sei, entretanto, que estou melhorando. E isso me consola. O caminho é longo e árduo. Hoje eu sou muito mais feliz, e por isso é mais fácil agradar. Não sou infeliz, só que não sei lidar muito bem com frustrações e contrariedades (não falei que sou mimada?), nestas horas acabo deslizando até o comportamento que conheço melhor. A PNL tem me ajudado também. Existem técnicas que nos ajudam a mudar comportamentos inadequados, que não nos agradam. Ao sentir raiva, posso respirar fundo, pensar em coisas boas, olhar o lado da outra pessoa, entender que não fez por mal, etc. Tem muitas maneiras de mudar um padrão ancorado. Eu me esforço!
Meu professor de PNL, inclusive, dizia uma frase assim: "Sentir raiva é como tomar veneno e querer que o outro morra." E não é mesmo isso? O mais envenenado da história é o raivoso!

Que vocês não me abandonem depois de uma confissão como essa. Assumirmos certos defeitos, aqueles que mais nos machucam, é bem difícil e eu pensei, repensei. Escrevi há dias e venho ajeitando... preocupada de como este texto será recebido. Abrir nossa alma de maneira escancarada é assustador! Que o carinho que tenho recebido por aqui não deixe de acontecer. Olhar uma pessoa além das projeções que fazemos, e enxergá-la como realmente é, pode ser um balde de água fria. Mas esta sou eu!

Uma Juma Marruá domesticada ainda pode virar onça.

Beijos a todos,
Tati.

47 comentários:

Mummy Brown disse...

Hihi o meu era Catarina ( da novela o cravo e a rosa), pimentinha, e etc... Entendo direitinho o seu dilema! E o meu marido é tb a calmaria em pessoa! Ele diz enquanto não tiver ninguém nos atirando tá tudo bem ( tb ne amiga? Para quem já até participou de 2 guerras) ficar bravo sem necessidade é perder um pouco da beleza da vida! Mas com o tempo a gente muda, eu já melhorei bastante, com os supapos da vida! Quem sabe um dia a gente toma a pílula zen ( imaginária, por que drogas tô fora!!) e fica assim calminha, calminha rs! Bjinhos

Cris França disse...

adorei Tati, e me identifiquei em várias partes do teu relato. bjs

Isadora disse...

Tati o seu post me caiu muito bem! Li, linha por linha com atençâo e me vi nas entrelinhas. Poderia ter escrito (não tão bem), o que você escreveu, porém o fiz de outra maneira. Sou ou tento me domesticar, pois a raiva, faz muito mais mal a quem sente, do que ao objeto dela e nesses rompantes acabamos por magoar pessoas que gostamos muito. Dos que não gosto tanto assim, muitas vezes fico com o engasgo, mas fazer o quê, né. Algumas coisa, simplesmente, são melhor deixarmos para lá.
Um beijo

Chica disse...

Sinceridade é tudo e adorei a tua. Eu também fico possuída,daí,rodo a baiana!esbravejo,grito e ...passa. Ainda bem que meu marido é o oposto,senão!!beijos,chica

Astrid Annabelle disse...

Olá Tati!
Pois adorei seu texto. Já gostava de você e agora te admiro mais ainda. Como amiga você cresceu no meu conceito. Como terapeuta lhe afirmo: a coragem de escrever uma carta aberta sobre os seus defeitos é uma cura que está sendo processada!
Eu também já senti muita raiva na vida...principalmente raiva da raiva! Meu marido era uma tsunami em matéria de raiva!!!
Hoje aprendi a transmutar...também se tivesse chegado a idade que tenho e não tivese melhorado nadica de nada ainda por cima sendo terapeuta, seria um caso perdido!!!rsss
Muito boa a sua participação...como sempre, aliás! Parabéns!
Beijo gostoso
Astrid Annabelle

disse...

Amei Tati. Mimosa sua sinceridade e sua forma de escrever suas evoluções. Sempre bom passar por aqui e me alimentar das suas lições na vida!!! Bjos no coração!

Paula Betzold disse...

Tati, te abandonar está longe de fazer parte dos meus planos viu? Todo mundo tem defeitos, e isso que vc falou é "genio", e eu tb tenho o meu! Acho normal isso, ainda mais pq tentamos controlar isso. Amiga, to super sumida pq a vida por aqui anda uma verdadeira loucura, estou ha uma semana da festa, imagina meu estado???? beijos e saudades imensas!

Cantinho She disse...

Queridonaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa como nós somos parecidas deve ser por isso, também, a nossa afinidade, mas.... tb mudei muito, já falei isso hoje, acho que foi para a Isa no blog dela, nesse mesmo post, que a tal da maturidade nos serve de alguma coisa além de nos deixar somente de cabelos bcos e rugas, a gente vai melhorando, mudando, moldando.... e quem mais ganha nisso tudo somos nós mesmas, show de post e parabéns pela sinceridade.
Eu gostei mais ainda de vc, porque vc é real menina linda e querida!
Beijo, beijoooooooo em seu coração! ;)
She

Silvia Masc disse...

Depois do que li, creio mesmo que essa postagem coletiva é mesmo uma terapia.
Recentemente vivi um episódio, que me fez sentir ódio, que eu eufemísticamente chamava de raiva, hoje passadas quase 3 semanas, já percebo que nada adiantou, evenenei meu coração, a situação não deixou de acontecer, e ninguém lucrou com isso.
Mas entendo tb. que estou engatinhando para aprender a controlar isso, falta muito pra chegar lá. Me pavio que não existia, já se mostra tentando desabrochar, um dia chego lá...rs
Beijinho

Françoise disse...

Ahhh, tenho que confessar que amei seu título pois me lembrei da personagem e fiquei ao meu modo imaginando você nele. Porém conforme fui lendo, fui me vendo em seu texto, me identificando com seu jeito de ser. Até acho que sou uma Juma também, rs....afffff

Torna-se impossível não ter carinho por você Tati,quanto mais se mostra , mais te admiro, mais te gosto.

Beijos,

E vamo que vamo na votação que aquele treco de letrinhas tá me deixando caolha, rs.....vejo tudo embaralhado, rs...

Nilce disse...

Nossa, Tati

Adorei o post.
É muito bom saber mais das pessoas com as quais nos identificamos.
Adoro a tua sinceridade.
Sabe, acho que o Vi é igual o maridão aqui. Eles precisam de uma paciência conosco, hein?
Muitas vezes me pego brigando comigo mesma e também solto os cachorros, quando mexem comigo ou com qualquer um dos meus.
Mas, são coisas passageiras e por muitas vezes me arrependo e penso que se tivesse tido um pouco mais de calma, teria sido "tão fácil".
Mas são sentimentos humanos e podemos aprender a controlá-los.

Bjs no coração!

Nilce

Lúcia Soares disse...

Tati, achei fácil justamente porque a raiva é um sentimento que todo mundo tem, ninguém é imune a ela.
Não sou santa também, mas já sofri tanto por ser muito "raivosinha" que achei melhor parar com isso. Me faz muito mal. Quando explodo (agora já tão raramente) tem que sair de baixo.
Não dizem que quando se fica com raiva a pessoa "se espalha" e temos que catar os pedaços? rsrsrs
Pois é, mas desgasta tanto que é melhor a gente se educar pra não virar onça, como você está conseguindo se conter. Porque a dor de magoar pessoas, num momento de raiva, é ruim demais.
Já reparou que as pessoas descontam a raiva que sentem da vida numa criança? Por isso se vê tanta barbridade por aí.
A gente não pode baixar a cabeça a tudo, mas há que contar até 10, ou 100 ou 1000 ...quem sabe?
Beijos!

(Obrigada por seu carinho e força. Vou melhorar rapidinho.Bj)

orvalho do ceu disse...

Olá, Tati
Que magnífica colocação vc usou, querida: "O FELIZ AGRADA, O INFELIZ AGRIDE"... Perfeito!
Muitas vezes, agrido também... estou, como vc, em processo de crescimento pessoal, bom para nós duas, né?
Vc deu tantos toques acertados sobre como vê a pessoa raivosa... criança amuada... mimada... eu, num dia, fazendo um Retiro Espiritual, também me vi amuada... e daí em diante, trato de me amar e corrigir-me, contando com auxílio de amigos e da Graça que nunca nos falta...
Irados x fumacinha... desde criança vemos em desenhos animados essa representação bem adequada...
Fiquemos com o lado positivo da raiva, como vc bem disse e quando pressentirmos a injustiça (que também me abala muito) tenhamos a serenidade suficiente em nós para lutarmos sem nos descabelarmos...
Afinal a impulsividade... os rompantes... a peleja... está em nós como um vulcão sem erupção...
Seu professor está certo e já tinha ouvido a frase de um amigo em realção à ex esposa...
Tenha muita paz interior e abraços fraternos pra vc.
Gostei muito do seu sincero post.

lynce disse...

A verdade é que adorei o teu post. Todas as pessoas deviam meditar na frase do teu professor, "Sentir raiva é como tomar veneno e querer que o outro morra."
Beijinhos e bom fim de semana.

Ana Karina disse...

Olá! Obrigada pela visita lá no blog e por ter gostado do meu trabalho :)

Confesso que li esse teu post dei boas risadas, pq lembrei de coisas q aconteciam comigo e minha irmã...

Beijocas e seja sempre bem vinda ao http://anakarinafotografia.blogspot.com

ELA disse...

Obrigada pela força que vc me deu compreendendo o texto. E pelo seu texto, obrigada pelos conselhos ;-)

Eu também não tenho muito do que me orgulhar, mas já investiguei isso (esses impulsos) e tenho evoluído muito. Também casei-me com um cara que, pô, nem sei... Paz total. Admiro ele à beça, é um dos meus ídolos, pelo ser humano que é. E minha pequena veio ao pai (uuuufa!).

É difícil lidar com isso, somos as principais vítimas. Mas a arte de engolir sapos é um sapão em si, não é? Resta-nos dosar e ir por um caminho longe dos extremos.

Bjs e boa sorte da sua evolução!

Michelle Siqueira

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Que textaço maravilhoso! Eu adorei, de ponta a ponta. Principalmente pelo insight q vc teve, ao ver a reação do seu marido. Eu tb sou escorpiano, de sangue quente. E sei como a gente se envenena na nossa raiva.

Confesso q hj em dia eu tb aprendi a ser bem mais calmo. E sinto que vivo melhor e mais feliz.

Gostei da lembrança da Juma Marruá rs... me deu saudades, eu trabalhava na Manchete...
bom dia!

Glorinha L de Lion disse...

Tati querida, será que trocaram meu signo na maternidade?heheheh...acho que sou escorpião e não virgem! hehe mas já melhorei muito minha amiga. não que ainda não sinta raiva, mas passa e esqueço, fico é triste. Primeiro pq é péssimo sentir raiva, dói é na gente que sente. mas a idade ajuda e termos casado com 2 anjos(até os maridos são iguais...)tb nos ajudou bastante. Belo texto e corajosa exposição. Eita catarse boa essa blogagem! Beijos amiga e obrigada por seu apoio e carinho.

Bordados e Retalhos disse...

Acho que todos nós temos o dieito de virar onça de vez em quando. Eu viro. E até tenho vergonha de contar. Mas como o Vi parece com o meu marido, que se chama Vi também, Vi de Vianês (não ria é coisa de pai que queria um nome único e conseguiu. Mas as vezes ele me dá uma chamada séria porque o meu tom de voz é sempre agitado, alto, comos e eu estivesse brigando. Ai que chato quando ele chama minha atenção, porque eu não percebo isso. Mas venho tentando melhorar. Bjs querida

Dri Andrade disse...

Oi Tati, brigada por ficar ai na torcida por mim, com certeza tudo se ajeita com o tempo. Mas to feliz,Quanto ao encontro, com certeza vai rolar se depender de mim minha linda, fala com a Sheila e marca depois me avisa ok???
Vou adorar. Assim saimos desse mundo virtual,rs.
Sobre o texto, achei ele ate engraçado, tenho temperamento forte tbm, mas dificilmente fico explosiva, só quando to na TPM e alguem pisa no meu calinho kkkkk...mas de mais, aprendi a ser doce e agradavel assim é melhor ne não? faz bem ao coração.
se cuida,
beijos bom fds

Crica Viegas disse...

Meus sogros me deram esse apelido quando cmeceia namorar meumarido. Por que será?
rs
Adoreiiii seu post!
Eu ainda viro onça aqui , mais do que gostaria. Mas nada que a terapia que tô fazendo não ajude..rs

Tatiane Garcia disse...

Chará, em dado momento, pensei q o relato era meu...incrível como somos parecidas neste quesito..eu já fui (sou?) mto estressadinha, compro briga dos outros, discuto sozinha com meu marido (dá pra entender? eu falo, falo, e ele só escuta, ou finge q escuta...)
kkkkkkkkkkk...tenho trabalhado isso e melhorei bastante, mas ainda é fácil me tirar do sério!!!
beijokitas

rouxinol de Bernardim disse...

Enfim, perguntas e respostas de uma «fera amansada»...

1 bj na alma

Manuela Freitas disse...

Querida Tati,
Gostei muito de te ler, porque vc tem uma qualidade, é de uma autenticidade muito grande. Eu estava a ler e a vê-la nas suas lutas. Aliás quando aqui cheguei já vinha preparada para alguma revelação deste género, vc é uma pessoa muito temperamental, mas uma rebelde querida, veja lá como todo o «mundo» gosta de vc!
Concordo que em muitas situações é preciso termos uma raivazinha, para não sermos comidos por lorpas, mas depois a forma de agir tem que ser moderada, mas incisiva.
Eu sou mais velha que tu e posso dizer-te, que a vida nos vai ensinando.
Beijinhos e bom fim de semana.
Manú

Leci Irene disse...

oI... POSSO entrar? Vim agradecer tua visita. Acabei dando um passeio gostoso pelo teu cantinho aqui. Parabéns pelo teu texto! Algo verdadeiro,lá do fundo do coração! Não te preocupa não - ninguém vai te abandonar pelo que aqui escrevestes!- todas nós temos momentos de raiva, de ira...ehehe
...mas,como dissestes que mudastes, a gente pode dizer:"eu vium gatinho, vi sim"?

pensandoemfamilia disse...

Vc é uma pessoa de personalidade forte, espontânea e com muita vontade de evoluir. Admiro a forma como vem tentando processar o que considera que precisa equilibrar. Todos temos raivas, o que diferente de ser reativo, ou seja, responder algo com intensidade que não corresponde ao acontecido.
Transformar a raiva resultados positivos, às vezes consiguimos. O que não é bom é nos deixarmos envenemar. Belo post.
bjs

Beth/Lilás disse...

Tati, querida!
Engraçado, antes de conhecê-la pessoalmente achava que eras mais impulsiva, meio assim como está descrevendo, mas ao falar contigo, trocar idéias, percebi uma moça sensata e cuidadosa, não consegui visualizar você como bélica de jeito nenhum.
O que eu acho é que você tem personalidade forte, mas não é raivosa, sabe se colocar, dizer o que quer e o que sente.
A descrição que você fez do seu Vi lembrou-me em muito o que acontece com meu marido, que ao contrário de mim é, aparentemente, calmo e cuidadoso nas palavras, mas se eu, sem querer tivesse machucado seu braço, ele me olharia achando que eu tinha feito aquilo de propósito, justamente porque sou meio p.lôca, estabanada, entende. Eu não sou de sentir raiva por pouco, mas juro quando sinto, transformo em desprezo.
Eu desprezo totalmente a pessoa que me irrita ou me afasto. Acho que teria que mudar um pouco, mas acho que esta é uma forma de não entrar em confronto, não me desestabilizar ou, como alguns dizem, cansar minha beleza. hehe
bjs cariocas

Tati Pastorello disse...

OI Beth, preciso responder você. Sabe por que fui serena, sensata, cuidadosa? POr que me senti respeitada e querida. Mas ai de quem invade meu espaço, me força a alguma situação... nestas horas... hehehe Aí sim esta Tati que contei aqui aparece!
Beijos.

Cacá disse...

Olá, Tati. Obrigado pela visita. Vou segui-la também (mas no bom sentido para você não ficar com raiva de mim. hahaha!). É porque seu blog é muito bom. Não repare, pois eu tenho um humor do tamanho do mundo.
Eu acho essa sua postura fenomenal. Ela não dá lugar a simulações, o que é mais prejudicial numa pessoa. Querer sobreviver à custa daquilo que não é a sua condição emocional ou qualquer outra condição. A autenticidade e a sinceridade são fundamentais. Ainda mais quando reconhecemos nossos pontos que consideramos prejudiciais. Quem não tem uma impulsividade que atire a primeira pedra. Gostei muito de sua crônica. Além de muito bem escrita, traz muita reflexão. Meu abraço. Paz e bem.

Deia disse...

Oi, cheguei através da blogagem coletiva, e nessa peregrinação em vários posts, vou percebendo que todos admitimos sentir a danada da raiva, mas em comum, há o desejo de saber controlá-la, para que não magoemos aos outros ao nosso redor - não importa se queridos ou não... Esse seu depoimento, com certeza, irá consolidar os laços de amizade que você já formou aqui, Tati, pois quem gosta, gosta com os acertos mas também com os erros! Um beijo, Deia.

Socorro Melo disse...

Oi, Tati!

Já percebeu que não tem o menor perigo de perder seus amigos?kkkkkkkk Pois é, somos todos afins. Já percebeu que nos identificamos por demais? Que as histórias são parecidas, pelo que vemos nos comentários? As mesmas reações, a mesma busca por autoconhecimento e autocontrole, enfim. Essa blogagem nos levou a fazer uma auto análise. Nunca havia parado pra estudar, pra pensar, pra discutir assim sobre esses sentimentos. Sempre me martirizei muito, me achando a pior das criaturas, por causa da impulsividade, da intemperança, mas, pelo que percebi, sou normal (??) kkkkk
Quanto aos pecados capitais, também me identifico com a IRA, isso sempre me doeu, quando imaginava, mas, fazer o que? Vou tentar melhorar, na verdade já estou bem melhor, e quem sabe um dia não me santifico, kkkkkkk
Bom estar aqui. Você escreve super bem.

Beijos
Socorro Melo

Macá disse...

Tati
Desculpe, só agora consegui chegar aqui.
Mas, como assim abandonar você? Fala sériokkkkkkkkk
Você vai ter que nos aguentar, não tem jeito não!
E adorei sua sinceridade, a maneira como se mostrou. E por aí você mesma pode ver o quanto já evolui nesse sentimento Raiva.
É gostoso ver o nosso próprio crescimento não é?
Hum... estão me apressando aqui. Depois nos falamos mais.
beijos

Açuti disse...

Oiii tati,

adorei seu post e me enxerguei nele tb!!!
Acho que tb sou meio Juma Marrua...
bjksss e tenha um excelente fim de semana.

Mari disse...

Pois é Tati querida...

O difícil é conseguir domesticar esta Juma que vive dentro da gente!
Mas eu acredito que estou fazendo alguns bons progressos!
Bom final de semana!
Beijos

C@urosa disse...

Olá minha querida amiga Tati, que bom lembrar o Pantanal, uma das poucas novelas que eu assisti. Pois é, a raiva e o ódio, são coisinhas chatas dentro da gente e das pessoas que vivem com a gente. O jeito e viver cada momento...e vida que segue.Parabéns pela postagem.

forte abraço

C@urosa

Tatiana disse...

Taati querida!!!
Pode ser um balde de agua fria para os que tem a ilusão da perfeição OU uma aproximação ainda maior com uma confissão tão bonita e sincera.
Admiro sua coragem por expor sentimento tão difícil de admitir.A maturidade tem esse grande poder, de fazer a gente aceitar os nossos defeitos e tentar melhora-los, graças a Deus algo de bom em ficar mais velhinha..rsrs
Tati querida, o seu blog não esta aparecendo no meu blog list...por que será??Eu sempre venho aqui ver se tem post novo, mas fica mais fácil quando ele aparece la na listinha!!
Vou te seguir de novo, será que tem alguma coisa a ver??
Tati,parabéns pelo lindo texto e pela coragem!!!
Muitos beijos!!
Tati.

Denise disse...

Abandonar vc??... é ruim, hein Tati!!...rsrs

Adorei tudo que vc escreveu/revelou abrindo o coração, mas, de tudo, destaco a frase "O feliz agrada, o infeliz, agride"...e vc mesma respondeu tua questão sobre da faculdade: "Quando entrei para a faculdade, meus horizontes se alargaram. Lá eu era mesmo muito feliz! E as pessoas gostavam de mim, por que eu era sorridente, amiga, participativa, animada! Ainda não sei explicar muito bem o que faz toda a diferença. A liberdade, talvez."

Tua história remete algumas amigas à própria. Me incluo, em parte dela. Conviver por longos anos junto de uma pessoa que não incentivava discussões, foi um desafio para meu "sangue quente, briguento"...rs...mas um valioso aprendizado. Que sorte é conhecer a força poderosa do amor, concorda?
A PNL é uma ferramenta bastante proveitosa, aliada à tua inteligência e alta percepção. Por isso tudo aqui é tão interessante, e teu carisma tem o poder de prender, com carinho...

Se teu livro for assim, vou tirar férias de uns dois dias, pq vou ler "de um soco só"...rsrs

Beijo carinhoso!

Renata disse...

KKKKK!!! Gostei do titulo, Juma Marrua!!! kkkk

Nada como a maturidade pra moldar a pessoa que somos, a gente vai se transformando com o tempo, tentando diminuir as caracteristicas que nos nao nos fazem bem, e deixando que a nossa parte "boa" nos favoreca! Mas dentro de cada Juma Marrua, existe uma pessoa cheia de docura, assim como voce!

Line disse...

Se você me permite dizer...eu simplesmente me vi por completo no seu relato. Incrível.

Abraços e já votei (de novo!)

Chris Ferreira disse...

Oi Tati,
não sabia desse seu lado Juma. Para mim você está muito mais para "Rinda a toa".
Eu também já fui muito briguenta mas melhorei muito. Hoje não entro em qualquer briga, guardo as minhas energias para escolher as minhas batalhas e nelas focar o melhor de mim. É difícil! Escorrego algumas vezes. Mas é assim, vou aprendendo a cada dia.
Adorei a frase e já escrevi aqui pra mim.
Também fiz o curso de PNL e dei muito treinamento de PNL no trabalho. É uma ótima ferramenta para buscarmos o melhor de nós a cada dia.
beijos
Chris
http://inventandocomamamae.blogspot.com/

Liza Souza disse...

Tati, adorei o texto e posso dizer que tive uma otima primeira impressao sobre voce. A gente é muito parecida e percebi isso em cada linha que vc escreveu. Tbm seria a ira se fosse um dos pecados capitais. Como vc disse eh muito dificil assumir as nossas fraquezas, mas somos vitoriosos quando fazemos isso e reconhecemos que precisamos amadurecer para o nosso bem e o bem de todos que convivem conosco.Voce mostrou que está crescendo, melhorando e tenho certeza que a cada dia vai aprender a usar a sua raiva de uma forma positiva.
Um grande beijo

Misturação - Ana Karla disse...

Tati, estou atrasada nessa coletiva, né?
Mas vim marcar a minha presença.
Meu final de semana está corridinho, mas amanhã estou de volta.
Boa tarde domingal.
Xeros

Geyme disse...

Oi Tati!! Minha primeira visita aqui e já adorei tudo!! Seu perfil, o post que acabei de ler e esse "apendice" na parte de comentários, acerca dos "pé no sacos", (que tudo que querem, sao visitas ou seguidores)... Ainda hei de escrever sobre eles, rsrsrs
Nossa, identifiquei-me em absoluto com seu texto, lembrei agora de um apleidinho que detestava na infancia, "Maria machadao", ecccaaa, mas acho que eu merecia mesmo, hehehe
Com esse sorrisao de menina que vemos em seu perfil, nao daria para acreditar, se vc mesma nao tivesse contado!!!
Beijao!!!!!

Fernanda Reali disse...

Oi, Tati!
Vim retribuir a visita e adorei os textos. Primeiro, pelo modo leve como escreves, depois, pela identificação que senti.

Espero que Bê esteja bem. Semana passada, amarguei 4h de emergência pediátrica e te falo que as espera é um horror, por conta das 9876 crinaças vomitando, chorando etc ao nosso lado, mesmo em um hospital de ótima qualidade como o que temos em nosso plano de saúde. Estresse.

Eu aposentei minha Juma também, há muitos anos, ou a minha Catarina, pois achei um Petruccio que ajudou na domesticação, hehe.

Já votei no teu blog:

Voto efetuado com sucesso
Seu voto foi computado para o blog Perguntas em Resposta, agradecemos imensamente sua votação.

bjs

Gina disse...

Tati,
Nada como dar a volta por cima! Isso é maturidade.
Você mudou e sentiu que foi pra melhor, que seus relacionamentos ficaram mais agradáveis. Tudo é reciprocidade, não?
Boa semana!

Luma Rosa disse...

Tati, "capaz" de te entender mal! hehehehe você foi estigmatizada pela família e deu continuidade ao personagem. Quando entrou para a faculdade, assumiu sua própria identidade! Agora briga internamente para assumir de vez este personagem vivido na época da sua faculdade! Eu como escorpiana, posso afirmar que muitas das características que disse possuir estão agregadas ao signo! Me enxerguei muito em você e posso dizer que hoje em dia, estou plena, até mais do que gostaria! Talvez muito indiferente com certas coisas e saudosa do tempo em que eu levava tudo à ferro e fogo! Mas enfim, se bom ou ruim, também só vou saber no futuro! Beijus,

Analice disse...

menina, eu tb era muito briguenta, ia mesmo pra briga e sou assim tb para defender aqueles que eram meu chegados, quando criança enfrentarva memso os mais velhos e imraos mais velhos...

fui mundando aos poucos, ainda sou assim mais com mais leveza, dou barraco com frequencia, mas estou me supreendendo ,...